O objetivo do blog é divulgar os dispositivos alternativos na rede de Saúde Mental e propagar a ideia da luta antimanicomial. A partir da democratização da psiquiatria, os profissionais de saúde mental visam trabalhar de forma interdisciplinar no âmbito do novo contexto da psiquiatria renovada.
sábado, 30 de janeiro de 2010
Lei Paulo Delgado (LEI No 10.216, DE 6 DE ABRIL DE 2001)
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
TEATRO - O alienista: Uma leitura esquizofrênica
domingo, 24 de janeiro de 2010
Dignidade para os estranhos no ninho
sábado, 23 de janeiro de 2010
Mostra Memória da Loucura - Reforma Psiquiátrica (Parte 2)
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Mostra Memória da Loucura - Reforma Psiquiátrica
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Mostra Memória da Loucura - Cronologia
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Profissão Repórter - Portadores de Doença Mental (20/10/2009)
PARTE 2
PARTE 3
PARTE 4
Mostra Memoria da Loucura - Retratos da história
A superlotação se intensificou e, segundo alguns registros entre janeiro de 1890 e novembro de 1894, teriam sido internados no Hospício Nacional 3.201 pacientes. Nesse período, uma diversidade de críticas questionava o cotidiano e o modelo assistencial do hospício, o que originou uma série de publicações em revistas médicas por meio de crônicas, caricaturas, histórias em quadrinhos, sonetos e poesias satíricas.
A superlotação fez com que o atendimento se degradasse e as imponentes instalações ficassem precárias e descuidadas, iniciando uma história de decadência.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Mostra Memória da Loucura - Tratamentos
Lobotomia
sábado, 16 de janeiro de 2010
Mostra Memória da Loucura - Personalidades brasileiras
Wilson Simplício (1924-2001) e Oswaldo Santos (1933-2000)
Nise da Silveira (1905-1999)
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Mostra Memória da Loucura - Influências Estrangeiras
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Mostra Memória da Loucura - Apresentação
Uma história que a sociedade hoje se empenha em reescrever, tornando realidade a Lei Antimanicomial n.º 10.216, de 6/4/2001, que dispõe sobre a humanização da assistência, a gradativa desativação dos manicômios e a implementação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) que, junto com os Serviços Residenciais Terapêuticos (Portaria GM n.º 106, de 11/2/2000), são parte integrante da Política de Saúde Mental do Ministério da Saúde, essenciais no processo de desinstitucionalização e reinserção social dos egressos dos hospitais psiquiátricos.
Muitos preconceitos ainda persistem e muitas ações ainda se fazem necessárias para que o País garanta os legítimos direitos civis e humanos às pessoas acometidas de transtorno mental. A proposta é contribuir para que gestores, profissionais e usuários, junto com a comunidade, efetivem os programas de saúde mental e conquistem uma nova realidade nesse campo.
De forma instigante e criativa, a mostra desperta o interesse do público e agrega valores e informações das instituições por onde passa, buscando favorecer a inclusão social dos usuários dos serviços de Saúde Mental e a atuação do Estado.
Já itinerou por diversas cidades brasileiras – Rio de Janeiro e Nova Friburgo (RJ), Santo André (SP), Betim e Ouro Preto (MG), Fortaleza (CE), Feira de Santana e Salvador (BA), Recife (PE), Campina Grande (PB), Maceió (AL), São Pedro da Aldeia (RJ), Porto Alegre (RS) e Belém (PA), agregando, em cada cidade, exposições, informações e experiências locais, envolvendo gestores, profissionais e usuários dos programas municipais.
A Mandala

"Em regra a mandala ocorre em situações de dissociação ou desorientação psíquica. Em tais casos, é fácil verificar como o molde rigoroso imposto pela imagem circular, através da construção de um ponto central com o qual todas as coisas vêm relacionar-se, (...) compensa a desordem e confusão do estado psíquico."
Fonte: Centro Cultural da Saúde (continua)
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Plano Nacional de Direitos Humanos III e a Saúde Mental

No final de dezembro de 2009 foi lançado o decreto nº 7.037 referente ao Plano Nacional de Direitos Humanos III. O objetivo do PNDH é a interação democrática entre o Estado e a sociedade civil, o desenvolvimento dos Direitos Humanos, universalizar os direitos no contexto das desigualdades, discutir a segurança pública, o acesso a Justiça, o combate a violência, o esporte e a cultura
Alguns pontos se referem à Saúde Mental e serão expostos abaixo:
Ampliação do acesso universal a sistema de saúde de qualidade.
Ações programáticas:
e) Aperfeiçoar o programa de saúde para adolescentes, especificamente quanto à saúde de gênero, à educação sexual e reprodutiva e à saúde mental.
s) Investir na Política de Reforma Psiquiátrica fomentando programas de tratamentos substitutivos à internação, que garantam às pessoas com transtorno mental a possibilidade de escolha autônoma de tratamento, com convivência familiar e acesso aos recursos psiquiátricos e farmacológicos.
Promoção do direito à cultura, lazer e esporte como elementos formadores de cidadania.
Ações programáticas:
h) Assegurar o direito das pessoas com deficiência e em sofrimento mental de participarem da vida cultural em igualdade de oportunidade com as demais, e de desenvolver e utilizar o seu potencial criativo, artístico e intelectual.
Garantir o atendimento especializado a crianças e adolescentes em sofrimento psíquico e dependência química.
Ações programáticas:
a) Universalizar o acesso a serviços de saúde mental para crianças e adolescentes em cidades de grande e médio porte, incluindo a garantia de retaguarda para as unidades de internação socioeducativa.
Promoção dos Direitos Humanos dos profissionais do sistema de segurança pública, assegurando sua formação continuada e compatível com as atividades que exercem.
Reestruturação do sistema penitenciário.
Ações programáticas:
e) Aplicar a Política Nacional de Saúde Mental e a Política para a Atenção Integral a Usuários de Álcool e outras Drogas no sistema penitenciário.
Saúde Mental
365. Apoiar a divulgação e a aplicação da Lei nº 10.216, de 6 de abril de 2001, com vistas à desconstrução do aparato manicomial sob a perspectiva da reorientação do modelo de atenção em saúde mental.
366. Estabelecer mecanismos de normatização e acompanhamento das ações das secretarias de justiça e cidadania nos estados, no que diz respeito ao funcionamento dos hospitais de custódia e tratamento psiquiátrico.
367. Promover esforço intersetorial em favor da substituição do modelo de atenção dos hospitais de custódia e tratamento por tratamento referenciado na rede SUS.
368. Promover debates sobre a inimputabilidade penal das pessoas acometidas por transtornos psíquicos.
369. Criar programas de atendimento às pessoas portadoras de doenças mentais, apoiando tratamentos alternativos à internação, de forma a conferir prioridade a modelos de atendimento psicossocial, com a eliminação progressiva dos manicômios.
370. Criar uma política de atenção integral às vítimas de sofrimento psíquico na área da saúde mental, assegurando o cumprimento da carta de direitos dos usuários de saúde mental e o monitoramento dos hospitais psiquiátricos.
Dependência Química
371. Promover campanhas nacionais de prevenção do alcoolismo e do uso de drogas que geram dependência química, incentivando estudos, pesquisas e programas para limitar a incidência e o impacto do consumo de drogas ilícitas.
372. Propor o tratamento dos dependentes de drogas sob o enfoque de saúde pública.
373. Apoiar ações para implementação do Programa de Ação Nacional Antidrogas – PANAD.
374. Apoiar programas de assistência e orientação para usuários de drogas, em substituição ao indiciamento em inquérito policial e processo judicial.
O PNDH III pode ser acessado na íntegra CLICANDO AQUI.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Campanha nacional contra o uso do crack

Nova portaria publicada em novembro reforçou as ações do Plano Emergencial de Ampliação do Acesso para Tratamento de Álcool e Drogas (PEAD), lançado em junho, que detalha as metas e investimentos para expansão dos CAPS e leitos de internação psiquiátrica em todo o país, num total de R$ 117 milhões em investimentos. Somadas, essas duas medidas chegam a R$ 215 milhões em recursos exclusivos para o atendimento a dependentes de álcool e drogas.
“A campanha faz parte de um conjunto de medidas tomadas antes da expansão do crack no país. O Ministério assume o protagonismo do combate à droga, entendendo que o problema ultrapassa a esfera da saúde”, explicou José Luiz Telles, diretor do Dapes (Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas) do Ministério da Saúde. “É uma postura crítica frente ao tema. A droga é barata; por isso, atinge principalmente os jovens das camadas mais baixas. Mas não se enganem, qualquer jovem é considerado um usuário em potencial, disse.
Nestes sete anos, a cobertura oferecida pelo SUS na área de Saúde Mental aumentou de 21% para 60% da população, considerando o parâmetro de 1 CAPS para cada 100 mil habitantes. Hoje, o país tem 1.467 CAPS em funcionamento, o que representa um aumento de 246% em relação a 2002.
Os leitos psiquiátricos em hospitais, que servem para internações de curta duração para desintoxicação, também estão sendo ampliados. As medidas anunciadas este ano prevêem 2.325 novos leitos de referência para tratamento de álcool e drogas em hospitais gerais.
REDE E ATENDIMENTO - A Política Nacional de Saúde Mental do Ministério da Saúde oferece, além dos CAPS e leitos para internação, outros programas voltados aos dependentes de álcool e drogas. São eles:
• Casas de passagem: moradia transitória para pacientes que iniciaram o tratamento para dependência, mas necessitam de um espaço protegido para viverem durante um período limitado. Estão em funcionamento em alguns municípios, com previsão de ampliação em 2010.
• Consultórios de Rua: formado por uma equipe de psicólogos, enfermeiros e assistentes sociais para atender principalmente pessoas que moram na rua e que não costumam freqüentar os serviços de saúde. Nesta semana, o Ministério anunciou investimento de R$ 700 mil reais para apoio a Consultórios de Rua em 14 municípios brasileiros (veja aqui texto anexo)
• Articulação saúde, arte, cultura e geração de renda: parceria importante estabelecida foi feita entre os ministérios da Saúde, da Cultura e do Ministério do Trabalho e Emprego. Até o momento, o MS apoiou 342 iniciativas;
• Centros de Convivência e Cultura: oferecem, especialmente aos usuários da saúde mental, espaços de sociabilidade, educação, produção cultural, sustentação das diferenças e intervenção na cidade. Existem 52 em funcionamento no país.
• Núcleos de Apoio à Saúde da Família: atualmente, 739 NASFs estão implantados no país, com 1.344 profissionais de saúde mental – assistentes sociais (478), psicólogos (602), médicos psiquiatras (76) e terapeutas ocupacionais (188).

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sábado, 9 de janeiro de 2010
Depressão será a doença mais comum do mundo em 2030, diz OMS

Segundo a OMS, a depressão será também a doença que mais gerará custos econômicos e sociais para os governos, devido aos gastos com tratamento para a população e às perdas de produção.
De acordo com o órgão, os países pobres são os que mais devem sofrer com o problema, já que são registrados mais casos de depressão nestes lugares do que em países desenvolvidos.
Atualmente, mais de 450 milhões de pessoas são afetadas diretamente por transtornos mentais, a maioria delas nos países em desenvolvimento, segundo a OMS. As informações foram divulgadas durante a primeira Cúpula Global de Saúde Mental, realizada em Atenas, na Grécia.
"Os números da OMS mostram claramente que o peso da depressão (em termos de perdas para as pessoas afetadas) vai provavelmente aumentar, de modo que, em 2030, ela será sozinha a maior causa de perdas (para a população) entre todos os problemas de saúde", afirmou à BBC o médico Shekhar Saxena, do Departamento de Saúde Mental da OMS.
Ainda segundo Saxena, a depressão é mais comum do que outras doenças que são mais temidas pela população, como a Aids ou o câncer.
"Nós poderíamos chamar isso de uma epidemia silenciosa, porque a depressão está sendo cada vez mais diagnosticada, está em toda parte e deve aumentar em termos de proporção, enquanto a (ocorrência) de outras doenças está diminuindo."
Pobres
Segundo o médico, os custos da depressão serão sentidos de maneira mais aguda nos países em desenvolvimento, já que eles registram mais casos da doença e têm menos recursos para tratar de transtornos mentais.
"Nós temos dados que apontam que os países mais pobres têm (mais casos de) depressão do que os países ricos. Além disso, até mesmo as pessoas pobres que vivem em países ricos têm maior incidência de depressão do que as pessoas ricas destes mesmos países", afirma Saxena.
"A depressão tem diversas causas, algumas delas biológicas, mas parte dessas causas vem de pressões ambientais e, obviamente, as pessoas pobres sofrem mais estresse em seu dia-a-dia do que as pessoas ricas, e não é surpreendente que elas tenham mais depressão."
Segundo o médico, o aumento nos casos de depressão e os custos econômicos e sociais da doença tornam mais urgentes uma mudança de atitude em relação ao problema.
"A depressão é uma doença como qualquer outra doença física, e as pessoas têm o direito de ser aconselhadas e receber o mesmo cuidado médico que é dado no caso de qualquer outra doença."
Fonte: BBC Brasil
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Filme: Políticas Públicas na Saúde (Download)

terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Filme: Um outro olhar (Download)
Encarte do filme


Para quem só conhece a história da Reforma Psiquiátrica através dos livros, tem uma boa oportunidade de vê-la em vídeo e cores, através do filme "Um Outro Olhar" do Ministério da Saúde. O filme retrata os serviços de saúde mental realizado nos diferentes tipos de CAPS chamando a atenção da sociedade para a necessidade de se humanizar o tratamento psiquiátrico.Recomendo.
Documentário: Entre as Grades e a Liberdade (Reforma Psiquiátrica no Brasil)
Parte 2/3
Parte 3/3
domingo, 3 de janeiro de 2010
“É preciso acabar com todos os leitos”
As crises ou surtos de um doente mental podem durar, segundo a psicóloga, de cinco minutos a cinco dias. "Nunca mais que isso", garante. "Mas muita gente fica aprisionada nos manicômios por até 20 anos. Isso não é tratamento, é prisão. E o pior: sem julgamento." É durante os surtos que a maioria dos pacientes vai parar nas clínicas psiquiátricas, tão combatidas pelos defensores da reforma psiquiátrica, já que os CAPS, além de não atenderem à noite, fins de semana e feriados não têm estrutura para esse tipo de atendimento.
Heloiza Massanaro afirma que o portador de transtorno mental precisa de um atendimento integral, que não se limite aos CAPS. Ela cita os exemplos de Campinas (SP) e Belo Horizonte. "Estas cidades oferecem ótimo atendimento ao portador de transtorno mental, com uma ampla rede de assistência. Goiânia precisa seguir esses exemplos", diz. "É um absurdo, mas ainda não temos um CAPS 24 horas.
A presidente do CRP é categórica acerca da proposta de psiquiatras de abrir leitos psiquiátricos para atender à demanda: "Dizer que o paciente em crise tem de ser internado é uma desculpa esfarrapada de pessoas que só querem ganhar dinheiro. O que precisamos é utilizar nos CAPS o dinheiro destinado aos leitos. Clínicas são como empresas, buscam o lucro". Heloiza Massanaro atribui as internações ao desconhecimento da população sobre os CAPS: "Muitas famílias, que antes internavam o parente, aprenderam a lidar com ele, com sua maneira diferente de ser".
Eletrochoque? Nem pensar. "A educação já usou a palmatória. Muitos métodos de tortura e sacrifício foram usados em nome da ciência. Creio em formas mais humanas de tratamento. O eletrochoque é uma tortura. Hoje temos medicamentos eficientes e não precisamos desses recursos perversos." A psicóloga rebate o psiquiatra Salomão Rodrigues Filho sobre a não adesão de psicólogos à reforma psiquiátrica: "A maioria dos psicólogos conhece e apóia a reforma. Inclusive muitos deixaram de trabalhar em clínicas porque se conscientizaram que é um método arcaico de assistência, um serviço ultrapassado". E manda um recado ao médico, que acusa psicólogos de exercício ilegal da medicina: "Se ele diz que nós estamos infringindo a ética porque fazemos diagnósticos, basta procurar os caminhos legais. Ele os conhece bem".
Dizer que o portador de transtorno mental é incapaz ou mais violento que outra pessoa qualquer é preconceito. É o que afirma Heloiza Massanaro, que desafia: "Peguem os últimos assassinatos divulgados na mídia e verão que no máximo um doente mental pode ter sido o agressor. A violência não está no doente, mas no ser humano".
Os Caps no país
- A maioria das cidades não tem CAPS 24 horas para atender surtos
- Quinze anos depois de implantados, só 11 estados têm boa ou muito boa cobertura de serviços
- Não há psiquiatras em regime de plantão em toda a rede, apenas psicólogos
- 41,3 por cento dos CAPS informaram não receber todos os remédios solicitados, segundo o TCU
Fontes: Ministério da Saúde, Associação Brasileira de Psiquiatria, Associação Brasileira de Hospitais, pesquisas Ibope e pesquisas do Instituto de Psiquiatria da USP