<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923</id><updated>2012-02-24T06:00:38.415-08:00</updated><category term='loucura'/><category term='poesias'/><category term='psiquiatria'/><category term='juliano moureira'/><category term='esquizofrênia'/><category term='atendimento'/><category term='reforma psiquiátrica'/><category term='serviço residencial terapêutica'/><category term='nise da silveira'/><category term='serviço social'/><category term='saúde mental'/><category term='cuidar sim'/><category term='Memória da loucura'/><category term='pedro delgado'/><category term='esquizofrenia'/><category term='wilson simplício'/><category term='implantação da rede de saúde mental'/><category term='médico'/><category term='SUS; terceirização'/><category term='BPC'/><category term='UFRJ'/><category term='influências'/><category term='encontro'/><category term='ministério da saúde'/><category term='mandala'/><category term='oficina do batuque'/><category term='filme'/><category term='desistitucionalização'/><category term='personalidades'/><category term='retratos da história'/><category term='abrasme'/><category term='srt'/><category term='leitura esquizofrênica'/><category term='lei 10.216'/><category term='abrasco'/><category term='ulysses pernambuco'/><category term='profissão repórter'/><category term='lançamentos'/><category term='machado de assis'/><category term='UERJ'/><category term='ato-médico'/><category term='IFB'/><category term='luta antimanicomial'/><category term='pirado'/><category term='caos'/><category term='tabaco'/><category term='alienados'/><category term='portadores de doença mental'/><category term='cronologia'/><category term='hospital psiquiátrico de jurujuba'/><category term='SUS'/><category term='simão bacamarte'/><category term='assistente social'/><category term='desinstitucionalização'/><category term='oswaldo santos'/><category term='ômega 3'/><category term='livros'/><category term='drogas'/><category term='cursos'/><category term='óleo de peixe'/><category term='pirou'/><category term='vídeo da globo'/><category term='carnaval'/><category term='luiz cerqueira'/><category term='programa de volta para casa'/><category term='saúde mental passo à passo'/><category term='benefícios'/><category term='excluir não'/><category term='hpj'/><category term='18 de maio'/><category term='harmonia enlouquece'/><category term='família'/><category term='sufoco da vida'/><category term='psicologia'/><category term='barbacena'/><category term='caps'/><category term='história da psiquiátria'/><category term='residências terapêuticas'/><category term='frases'/><category term='trabalhador'/><category term='cidadania'/><category term='teixeira brandão'/><category term='psiquiátrico'/><category term='o alienista'/><category term='políticas públicas'/><category term='conferência nacional'/><category term='grupo garbo'/><category term='oficinas terapêuticas'/><category term='lei'/><category term='ilha do medo'/><category term='direitos humanos'/><category term='faperj'/><category term='manicômio'/><category term='camisa-de-força'/><category term='PNDH 3'/><category term='bbc'/><category term='UFF'/><category term='tá pirando'/><category term='PNDH III'/><category term='teatro'/><category term='Instituto Franco Basaglia'/><category term='seminário'/><category term='relato'/><category term='superlotação'/><category term='paulo delgado'/><category term='hospício'/><category term='palácio dos loucos'/><title type='text'>Saúde Mental e Cidadania .....</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>84</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-8045259666995813534</id><published>2011-09-18T17:23:00.000-07:00</published><updated>2011-09-18T17:23:27.681-07:00</updated><title type='text'>Desinstitucionalizar é ultrapassar fronteiras sanitárias: o desafio da intersetorialidade e do trabalho em rede</title><content type='html'>Nos últimos anos é visível como a reforma psiquiátrica vem avançando no país, desde discussões mais afinadas acerca dos fundamentos históricos e conceituais da proposta de reforma em curso, até a análise crítica de seus principais dispositivos de intervenção, das conquistas e dos impasses que trabalhadores, gestores, usuários e familiares têm enfrentado no sentido de fazer avançar processos de desinstitucionalização requeridos, mas não garantidos, pelo aparato jurídico/estrutural da legislação vigente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível reconhecer também que há uma sensibilidade mais aguçada que nos leva a reconhecer que a reforma psiquiátrica está articulada à produção de novos modos de subjetivação, pressupondo práticas de cuidado diversas das predominantes no modelo asilar, bem como a ruptura da lógica tutelar a ele associada. Esse reconhecimento parte do pressuposto de que a loucura se encontra confinada em saberes e instituições psiquiátricas, e em função disso, as inúmeras possibilidades da loucura enquanto radicalidade da alteridade são reduzidas a um único significado: doença mental.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sabemos, portanto, que daí derivam as práticas de controle, tutela, domínio, normatização e medicalização, tão evidentes em nosso cotidiano. A manutenção dessas práticas, a produção de novas formas de controle cada vez mais sutis e eficazes, assim como a dificuldade de produzir interferências nesse âmbito, tudo isso vem sendo descortinado dia após dia. Queremos mudar, mas esse querer vai sendo enfraquecido, pois também está atravessado por uma lógica, aqui entendida como marcas invisíveis que produzem formas de subjetivação, que se expressa através de um desejo em nós de dominar, de subjugar, de classificar, de hierarquizar, de oprimir e de controlar a vida (Machado e Lavrador, 2001). Trata-se, pois, de uma cultura manicomial, dos nossos manicômios mentais (Pelbart, 1990). Isso indica claramente que a reforma psiquiátrica não se restringe a uma ordem macropolítica. Clausuras subjetivas nos habitam e são muito poderosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acreditamos que há também lampejos em nossa compreensão atual de que não é para recuperar socialmente nem para retomar a normalidade perdida que a luta antimanicomial deveria operar, mas produzir novas formas de sociabilidade, reorientar nossas vidas a partir da mistura de diferentes códigos, romper os sentidos de mundo que a época nos impõe, produzir fissuras na ordem mundial, na hegemonia, na monotonia, constranger as linhas de força que operam hegemonicamente e que nos faz cada vez mais silenciosos, obedientes, dóceis e conformistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com base nesses princípios tentamos contribuir com o debate nacional gerando interlocução com atores sociais envolvidos na luta antimanicomial que produzem interferências decisivas nos rumos do processo de reforma psiquiátrica. Esses atores, independente da condição de gestores, pesquisadores, trabalhadores de saúde mental, usuários, familiares, etc, constituem um coletivo que insiste na sustentação de uma utopia e na não conformação com as atuais promessas enganosas do hospital psiquiátrico humanizado, reformado, maquiado (Amarante, 2007).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse intuito, queremos “botar lenha” na utopia, fomentar estratégias de resistência e criação no campo da saúde mental que venham ampliar nossa capacidade de análise e intervenção junto aos coletivos de trabalho, assim como contribuir para a produção de novos modos de operar a política de saúde mental que sustente e faça avançar a luta antimanicomial. Consideramos que para fazer um movimento social amplo e complexo acontecer, tal como se apresenta a reforma psiquiátrica, precisamos empreender uma guerra contra essa política de subjetivação que exige consensos, razoabilidade e, em contrapartida, promete segurança, bem-estar, pacificação, conforto, operando pela via do medo e da esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessário para tanto operar críticas em dois âmbitos: um questionamento no campo científico, no qual a loucura enquanto doença mental é produzida pelo saber psiquiátrico, tendo um arcabouço técnico para tratá-la, e de outro, no âmbito da configuração social, onde as práticas científicas e os ideais modernos sustentam as formas de enclausuramento e silenciamento da loucura. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Fonte: Magda Dimenstein Mariana Liberato - Universidade Federal do Rio Grande do Norte/UFRN (Revista Brasileira de Saúde Mental, &lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Vol 1, n&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;1, jan-abr. 2009 )&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-8045259666995813534?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/8045259666995813534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2011/09/desinstitucionalizar-e-ultrapassar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/8045259666995813534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/8045259666995813534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2011/09/desinstitucionalizar-e-ultrapassar.html' title='Desinstitucionalizar é ultrapassar fronteiras sanitárias: o desafio da intersetorialidade e do trabalho em rede'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-952717061079796080</id><published>2011-06-14T18:26:00.000-07:00</published><updated>2011-06-14T18:29:14.249-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='manicômio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='loucura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hpj'/><title type='text'>Ah, eu tô maluco! O Hospital Psiquiátrico de Jurujuba não sairá do meu coração</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-OmT-tX7Otsw/TfgJ-vro9LI/AAAAAAAAAm0/L-BdfjhMl8M/s1600/Louco.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-OmT-tX7Otsw/TfgJ-vro9LI/AAAAAAAAAm0/L-BdfjhMl8M/s200/Louco.jpg" t8="true" width="127" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Algumas histórias que já ouvimos sobre manicômios, psiquiatria, loucura caem no senso comum e muitas vezes reproduzimos coisas sem sabermos o seu real significado. Por exemplo, quem nunca brincou chamando a atenção de alguém: Fulano, você ta maluco? Ih! Vou te levar para o Jurujuba! Sicrano ta pinel! Eu vou te internar, heim? Pois é... são coisas que dizemos no nosso dia a dia sem jamais probletizarmos o que representou a exclusão total do louco em longas internações psiquiátricas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha experiência singular enquanto estagiaria no Hospital psiquiátrico de Jurujuba em Niterói foi o que de melhor aconteceu em minha formação, pois lá aprendi ser uma pessoa impulsionada para a” prática”, ou seja, o trabalho em equipe, meu olhar suas sobre a ‘questão social’ e suas múltiplas demandas, a maneira que com que fui aprendendo lidar com aqueles sujeitos a partir das suas próprias histórias de vida fez-me ter outro olhar sobre a loucura e desconstruir todo aquele imaginário equivocado do perigo, da incapacidade de o sujeito realizar trocas sociais&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi no ano de 2010 (último período de estágio) já advinda de um momento anterior na saúde mental que cheguei a um dos setores que ainda acolhem pessoas em lona permanência institucional o chamado “Albergue” localizado no hospital de Jurujuba.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando cheguei ao hospital lia muito sobre como foi criado esse espaço e o que ele representava nos dias de hoje no atual contexto da reforma psiquiátrica e no tão falado processo de desinstitucionalização. Quando pegava os textos, os livros e tal sobre o espaço sempre havia a seguinte marca: ’’Albergue, uma casa de passagem’’. Eu pediria agora licença a toda equipe do Hospital para com muito orgulho dizer: “Albergue, minha casa de passagem”. Uma casa de passagem porque é neste espaço que os moradores encontram nova maneira de reinvenção de vida, pois depois de muito trabalho eles vão para uma residência terapêutica, para o condomínio do PAC ou até mesmo voltam para casa. Minha casa de passagem porque fui tomada por uma vontade imensa de trabalhar motivada pela maneira qual essa instituição faz um bom trabalho discutindo caso a caso, um projeto para cada um morador desde que os portões do antigo manicômio foram abertos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando cheguei ao Albergue, espaço já criado há 20 anos, inseri-me na equipe e mini-equipes e semanalmente nos reuníamos para discutirmos os projetos terapêuticos, as intercorrências, nossos erros e acertos, os Caps, etc. Os investimentos dos profissionais no trabalho foi uma das coisas que mais me chamou a atenção. Às vezes quietinha sentada refletia: “gente, aqui é um lugar em não há possibilidade mais de se reproduzir a cultura manicomial” Ainda que isso não seja unânime, que alguns profissionais mais antigos não entendam isso, mas no geral, nessa instituição já há cultura e uma prática voltada para a autonomia, de respeito e de investimento muito grande nos aspectos que envolvem a cidadania do sujeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto estagiária de Serviço Social não me senti constrangida porque sabia que não poderia dar conta dos delírios e das produções alucinatórias dos moradores do Albergue e nem me aproximei da figura de uma “terapeuta” como muita pessoas da categoria por preconceito pensam quando nos inserimos na saúde mental. Mas, sobretudo, acolher demandas da área social que vai fazer muita diferença no que diz respeito à própria autonomia do louco. E disso não posso reclamar. A equipe do albergue me deixou trabalhar, propor, investir e até mesmo errar, errar para poder aprender. Em nenhum momento da minha vida profissional pude fazer tanta coisa, escutar tanto as pessoas e me aproximar da realidade social respeitando a situação psíquica daqueles moradores. Não senti essa angústia que estudantes de serviço social, às vezes, sentem quando o trabalho foge de uma rotina, da triagem, viabilização de benefícios ou de uma burocracia e ficam perdidos não sabendo o que fazer. Aproveitava o espaço de convivência para escutá-los e percebia que eu me identificava com algum dos seus muitos dramas vividos do passado. Gente, essas pessoas tem histórias de vida como a gente. Vivem há muitos anos com a experiência da psicose, mas são sujeitos com nós somos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Albergue , pude acompanhar alguns casos muito de perto pois lá além propor atividades participava delas bem como eu estava sempre por perto na viabilização de algum benefício, ia à comunidade do Preventório e etc. Conforme a coordenadora do Albergue sempre dizia: “se você quiser ter uma boa passagem por aqui, aqui é uma equipe voltada para o trabalho”. Foi com ela que aprendi também a estranhar tudo a minha volta e não deixar o trabalho cair na rotina e achar tudo normal. Cada fala, cada gesto, podia ser objeto de escuta também e, assim dividia com a equipe nas reuniões. E é assim que o trabalho andava, nas propostas, nas discussões, no desejo ardente de as coisas funcionassem, ainda que ainda não tenha chegado o ideal. Há projeto terapêutico de desinstitucionalização para cada morador, portanto, há trabalho para todo conjunto da equipe interdisciplinar do Albergue e nisso posso relatar que pude colaborar com o melhor do meu saber ainda que eu estivesse em formação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa experiência impar como estudante no Albergue me rendeu o tema da minha monografia; o tema do meu futuro mestrado, o privilégio de acompanhar um caso de saída de um sujeito de longa permanência institucional até sua saída para os aptos PAC. Aí poderia relatar desde começo em investir em propostas de atividades foras do hospital, passeios, idas a comunidade, barbearia até por fim, acompanhar a compra da sua cama junto à sua nova cuidadoras, para a saída definitiva do hospital; aprendi muito com a liderança do Albergue, o que é de fato encarar os desafios de um longo trabalho na instituição e por fim, e mais importante: tive a alegria inenarrável de trabalhar com sujeitos moradores que me ensinaram muito além da minha formação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em suma, percebi desde que entrei em período de estágio que fui à única pessoa da turma que me estagiei com moradores de longa permanência institucional e alguns às vezes comentavam: Você deveria vir para o Caps.! É uma ótima experiência para conhecer a psiquiatria renovada! Eu respondia brincando: Vocês também poderiam vi cá, é uma ótima experiência para se desconstruir o que antiga psiquiatria antiga desinvestiu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, sou Assistente Social, orgulhosa de feito um bom trabalho junto àquela equipe tão investida com trabalho de desinstitucionalização no Albergue. Obrigada, Adriana, Maria Paula, Ana Paula, Sérgio Bezz, Maritelma e todos os demais da equipe do Hospital de Jurujuba.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Por uma Sociedade sem Manicômios”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-952717061079796080?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/952717061079796080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2011/06/ah-eu-to-maluco-o-hpj-nao-saira-do-meu.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/952717061079796080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/952717061079796080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2011/06/ah-eu-to-maluco-o-hpj-nao-saira-do-meu.html' title='Ah, eu tô maluco! O Hospital Psiquiátrico de Jurujuba não sairá do meu coração'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-OmT-tX7Otsw/TfgJ-vro9LI/AAAAAAAAAm0/L-BdfjhMl8M/s72-c/Louco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-4630272703819123011</id><published>2011-04-16T16:30:00.000-07:00</published><updated>2011-04-16T16:35:35.336-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reforma psiquiátrica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desinstitucionalização'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='serviço social'/><title type='text'>Desinstitucionalização no contexto neoliberal brasileiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-JwIWgjkT-hU/Taol4Dt7InI/AAAAAAAAAjg/Zg7gEfQ_Iv8/s1600/neoliberalismo.gif" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" r6="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-JwIWgjkT-hU/Taol4Dt7InI/AAAAAAAAAjg/Zg7gEfQ_Iv8/s200/neoliberalismo.gif" width="191" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No final da década de 70, entra em crise mundial o modelo capitalista denominado de “Welfare State”. Suas principais características eram: o Estado protetor e indutor do crescimento econômico e, ao mesmo tempo, promotor do bem estar social. Também, era função do Estado a manutenção e o estímulo à criação de uma política de pleno emprego. É claro que havia diferenças entre os países que adotaram o Welfare State.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a crise deste modelo de desenvolvimento econômico ocorre um avanço do ideário neoliberal pelo mundo, baseado no fim do intervencionismo estatal na esfera econômica e social. Para o ideário neoliberal este intervencionismo estimulou a crise fiscal do estado. A proposta agora é a reconstituição do papel do mercado que deveria ser mais competivito e globalizado. No campo das políticas públicas, o Estado deverá estimular a redução dos serviços sociais públicos transferindo os serviços mais rentáveis ao mercado privado. Portanto, o neoliberalismo contribui para o crescimento da desigualde social e da exclusão em todos os países nos quais se instala, preservando as devidas proporções.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No contexto brasileiro, o primeiro presidente a adotar publicamente o neoliberalismo foi Collor de Mello em 1990. Suas principais ações foram: estimular a privatização, desregulamentação dos direitos sociais e trabalhistas, enfraquecimento dos sindicatos, aumento da seletividade nos programas de enfrentamento à pobreza, acarretando assim o aumento da exclusão, da desigualdade social e da violência social. Todas estas medidas têm sido adotadas pelos demais Presidentes da República que o sucederam ao longo dos anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Somado ao neoliberalismo, não podemos nos esquecer que a globalização da economia foi acelerada pelo desenvolvimento das tecnologias de informática; o que contribuiu, de modo significativo, para a sua transnacionalização conforme nos aponta Borón:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;“O surgimento de um pequeno conglomerado de gigantescas empresas transnacionais, os “novos leviatãs”, cuja escala planetária e gravitação social os torna atores políticos de primeiríssima ordem, quase impossíveis de controlar e causadores de um desequilíbrio dificilmente reparável no âmbito das instituições e das práticas democráticas das sociedades capitalistas” (Borón, 2000, p 07-08).&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É claro que todos os segmentos sociais da população brasileira têm sofrido com a adoção do neoliberalismo e com o processo de globalização da economia. Contudo, neste contexto, as classes mais vulneráveis são: as pessoas pauperizadas, os idosos, crianças/adolescentes e pessoas portadoras de doenças graves ou psíquicas. Borón (2000), ainda alerta para a dificuldade que será sustentar regimes democráticos em sociedade tão desiguais e injustas já que o princípio norteador da democracia se baseia na igualdade de oportunidade para todos, ou melhor, num governo para todos. Parece oportuno, apontar para o significado da palavra democracia para demonstrar o quanto ele se torna inapropriado dentro da lógica do capital financeiro globalizado. Segundo o dicionário on-line da língua portuguesa, democracia é definida como:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;“sistema político fundamentado no princípio de que a autoridade emana do povo (conjunto de cidadãos) e é exercida por ele ao investir o poder soberano através de eleições periódicas livres, e no princípio da distribuição eqüitativa do poder; sociedade que garante a liberdade de associação e de expressão e na qual não existem distinções ou privilégios de classe hereditários ou arbitrários” (&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.ditcom.com.br/dicionário.htm"&gt;&lt;em&gt;www.ditcom.com.br/dicionário.htm&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;).&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conforme dados do Ministério da Saúde, é palpável a magnitude epidemiológica dos transtornos mentais, cuja prevalência em cidades brasileiras oscila de 20% a 50%. Mundialmente, das dez doenças incapacitantes e que maior sobrecarga causam na vida das pessoas, 05 são de natureza psiquiátrica (BRASIL,1999).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Joel Birman (1988), na conferência “Abordagem Política dos Aspectos da Psiquiatria no Brasil” destacou a doença mental como motivo do maior número de mutilados socialmente no Brasil. Isto não por ausência de políticas de saúde, mas, sim pela existência de políticas de exclusão em que, por excesso de jornada de trabalho, condições insalubres, baixos salários, péssimas condições de moradia e alimentação, e ausência de lazer, os trabalhadores chegam à loucura ou procuram-na como recurso para se “encostarem” no INPS e assim ajudar na manutenção econômica da família.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais uma vez, esses cidadãos brasileiros se tornam mais vulneráveis na medida em que as políticas de seguridade social brasileira passam a ser mais seletivas, fragmentadas e pontuais tanto no campo da assistência social como no campo da saúde. Já na esfera previdenciária muitos portadores de transtorno psíquicos não conseguem ter seus direitos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;assegurados, pois integram o mercado informal de trabalho. Portanto, segundo a lógica previdenciária, uma vez que não contribuem ao INSS não podem recorrer ao mesmo em caso de doença ou qualquer outro tipo de eventualidade que lhe retire a capacidade para o trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Torna-se relevante destacar que no contexto das políticas sociais neoliberais, os portadores de transtorno mental têm sofrido com o vertiginoso desinvestimento nos programas sociais, o sucateamento dos serviços, a sobrecarga da jornada de trabalho dos trabalhadores em saúde e em saúde mental, e com a falta de recursos para implantação de serviços abertos e de oficinas terapêuticas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amarante (2003) alerta para o que ele denomina de “capsização do modelo assistencial” na medida em que a atual política nacional de saúde mental vem se reduzindo à implantação desse tipo de serviço. Assim, limitar a reforma psiquiátrica a isso não é suficiente para a superação do paradigma psiquiátrico, pois mesmo dentro dos CAP´s podem ocorrem práticas cronificadoras e segregadoras. Por conseguinte, se torna relevante a discussão sobre o processo de alta dos usuários de serviços abertos e a efetivação de políticas sociais que realmente colaborem para a plena inserção dos mesmos na sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desta maneira a desinstitucionalização deve ser objetivada no sentido de desconstrução, ou seja, de superação de um modelo arcaico centrado na doença. A desinstitucionalização significa tratar o sujeito em sua existência e em relação com suas condições concretas de vida. O tratamento volta-se para a criação de possibilidades concretas de sociabilidade e subjetividade. Esta proposta passa pela criação de um novo projeto ético que busca introduzir na sociedade novos sujeitos de direitos e novos direitos para esses sujeitos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Um Jogo em Aberto: Cidadania dos Portadores de Transtorno Mental&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-4630272703819123011?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/4630272703819123011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2011/04/desinstitucionalizacao-no-contexto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/4630272703819123011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/4630272703819123011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2011/04/desinstitucionalizacao-no-contexto.html' title='Desinstitucionalização no contexto neoliberal brasileiro'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-JwIWgjkT-hU/Taol4Dt7InI/AAAAAAAAAjg/Zg7gEfQ_Iv8/s72-c/neoliberalismo.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-7761170122351711630</id><published>2011-01-17T13:38:00.000-08:00</published><updated>2011-01-17T13:38:26.661-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='drogas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='loucura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><title type='text'>Os brasileiros se entopem de Rivotril</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TTS2YyIeg_I/AAAAAAAAAjY/sugIrufeigY/s1600/rivotril.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TTS2YyIeg_I/AAAAAAAAAjY/sugIrufeigY/s1600/rivotril.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Venda de calmante tem alta de 36% em quatro anos no Brasil&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 4 anos, salto foi de 36%; tranquilizante é o 2º mais vendido entre  drogas com receita e só perde para anticoncepcional. Para psiquiatras,  há um abuso na indicação do tarja preta clonazepam, que causa  dependência e danos na memória.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A venda do ansiolítico clonazepam disparou nos últimos quatro anos no  Brasil, fazendo do remédio o segundo mais comercializado- entre as  vendas sob prescrição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre 2006 e 2010, o número de caixinhas vendidas saltou de 13,57  milhões para 18,45 milhões, um aumento de 36%. O Rivotril domina esse  mercado, respondendo por 77% das vendas em unidades (14 milhões por  ano). &lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O levantamento foi feito pelo IMS Health, instituto que audita a  indústria farmacêutica, a pedido da Folha. O tranquilizante só perde  hoje para o anticoncepcional Microvlar (em média, 20 milhões de unidades  por ano).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para os psiquiatras, há um abuso na indicação desse medicamento tarja  preta, que causa dependência e pode provocar sonolência, dificuldade de  concentração e falhas da memória.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eles apontam algumas hipóteses para explicar o aumento no consumo: as  pessoas querem cada vez mais soluções rápidas para aliviar a ansiedade e  o clonazepam é barato (R$ 10, em média).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Médicos de outras especialidades podem prescrever o ansiolítico e há  falta de fiscalização das vigilâncias sanitárias no comércio da droga.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Procurada, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) não se manifestou sobre o assunto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para o psiquiatra Mauro Aranha de Lima, conselheiro do Cremesp  (Conselho Regional de Medicina), é “evidente” que existe indicação  inapropriada do remédio, especialmente por parte de médicos  generalistas, não familiarizados com a saúde mental.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitos pacientes, segundo ele, já chegam ao consultório com queixas  de ansiedade e pedindo o Rivotril. “As pessoas trabalham até tarde,  chegam em casa ansiosas e querem dormir logo. Não relaxam, não se  preparam para o sono. Tomar Rivotril ficou mais fácil”, diz ele, também  presidente do Conselho Estadual Sobre Drogas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lima explica que entre as medidas adotadas pelo Cremesp para conter o  abuso no uso do remédio estão cursos de educação continuada voltados a  médicos generalistas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na sua opinião, a precariedade do atendimento de saúde mental no país também propicia o abuso do remédio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;INDICAÇÃO DE AMIGO&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O psiquiatra José Carlos Zeppellini conta que recebe muitos pacientes  que não tinham indicação para usar o remédio e que se tornaram  dependentes da droga.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Em geral, começaram a tomá-lo por sugestão de amigos e vizinhos, em  um momento de tristeza, após terminar um namoro, por exemplo. Não é  doença. Depois, não conseguem parar de tomá-lo porque têm medo de não se  adaptar. É mais uma dependência psíquica do que física”, acredita ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre os usuários do Rivotril, existe um misto de glamorização e demonização em relação à droga.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Páginas no Facebook, classificadas na categoria entretenimento,  tratam o Rivotril como “remedinho maravilhoso”. Outros grupos on-line,  porém, discutem a dependência e os efeitos colaterais do remédio.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Dependência ocorre após 3 meses, segundo psiquiatra&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O psiquiatra Ronaldo Laranjeira, professor na Unifesp e coordenador  da Uniad (Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas), alerta que três meses  de uso do Rivotril já são suficientes para criar uma dependência da  droga. Para ele, a falta de fiscalização no comércio do remédio, o baixo  preço e um possível “conluio” da indústria com o mercado poderiam  explicar o sucesso do remédio no Brasil, que não se repete em outros  países. A Roche, fabricante do Rivotril, informa que o remédio faz  sucesso porque é eficaz e barato. Também diz que, como a droga está há  muito tempo no mercado, não há ações de marketing. A seguir, trechos da  entrevista à Folha:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Folha – A que o sr. atribui esse aumento do uso de Rivotril?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ronaldo Laranjeira – Temos uma vigilância sanitária muito falha no  Brasil. Duvido que essa quantidade de prescrição seja legítima. Nos  países desenvolvidos, a tendência é de diminuição dos benzodiazepínicos.  A prescrição médica é mais rigorosa e fiscalizada, o que não acontece  por aqui. É curioso saber também por que o Rivotril se destaca entre  todos os benzodiazepínicos, coisa que não acontece lá fora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Você tem alguma suspeita?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A gente pensa em algum conluio, em alguma colaboração da própria  indústria com esse mercado ilegítimo ou cinza de venda do medicamento.  Mas é só suspeita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O fato de ser um remédio muito barato também ajuda?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida. A falta de controle na fiscalização e o baixo preço facilita  o uso de qualquer droga. Por que no Brasil os opiáceos não são  problema? Porque o controle é rigoroso e o preço é alto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;E quais os problemas reais que esse remédio causa?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eles são hoje a principal causa de queda em idosos nos EUA. Os  profissionais têm medo de prescrever e ser processados depois. Também  não há indicação médica para seu uso regular. A maioria dos usuários no  Brasil são crônicos, dependentes, às vezes de baixa dose. A pessoa pode  ficar dependente e não necessariamente fazer uma escalada da droga. Pode  usar um comprimido de Rivotril por dez, 20, 30 anos e ficar só naquela  dose.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Em quanto tempo a pessoa se torna dependente&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em geral, após três meses.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;E o que fazer se quiser parar?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tem que ir diminuindo aos poucos a dose, por um período de seis semanas.  Se parar de uma vez, tem risco de convulsões, de mal-estar. Mas, se a  pessoa tem outros transtornos, precisa de avaliação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;“Não vivo sem o meu Rivotril”, diz vendedora&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há cinco anos, a vendedora Mariana Vasconcelos do Prado, 26, não sabe  o que é uma noite de sono sem o tranquilizante Rivotril. “Sei que estou  dependente dele, mas não consigo largar porque me sinto muito bem”, diz  ela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo começou com uma síndrome do pânico, quando ela se mudou de  Atibaia (SP) para São Paulo, capital. “Tinha medo de morrer. Não  dormia.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O diagnóstico foi feito pelo psiquiatra da tia, de Pouso Alegre (MG).  À época, ela recebeu a prescrição do Rivotril e do antidepressivo  venlafaxina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Comecei com a dose de 125 mg [de venlafaxina] e hoje tomo 37,5 mg  todos os dias. O psiquiatra já sugeriu que diminuíssemos a dose do  Rivotril, mas não adianta”, conta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Não consigo dormir se eu não tomar 2 mg de Rivotril. Já entro em pânico só de pensar em ficar sem ele”, diz Mariana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A dependência é tanta que, mesmo tomando o remédio só à noite, ela o  carrega dentro da bolsa o tempo todo. “Não vivo sem o meu Rivotril. Já é  uma dependência mais emocional do que física.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mariana passa por consulta com o psiquiatra uma vez por ano. Mas, a  cada mês, o médico renova para ela as receitas dos remédios. Pelo  Rivotril, ela paga R$ 8 a caixa com 30 comprimidos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;A ação do tranquilizante&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ANSIEDADE&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estimula a ação de um ácido (conhecido como gaba) no cérebro, que inibe a ativação de áreas relacionadas ao medo e à ansiedade&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;SONO&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reforça os estágios do sono REM, que correspondem aos períodos de  sonhos, mas reduz os estágios não REM. Essas fases são justamente as que  restauram as atividades nos neurônios&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;INDICAÇÕES&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tratamento de vários transtornos mentais, como síndrome do pânico,  distúrbio bipolar, depressão (usado como coadjuvante de  antidepressivos). O remédio não é recomendado para aliviar tensões do  cotidiano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;EFEITOS COLATERAIS&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sonolência, movimentos anormais dos olhos, movimentos involuntários  dos membros, fraqueza muscular, fala mal articulada, tremor, vertigem,  perda de equilíbrio, dificuldades no processo de aprendizagem e de  memorização.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;DEPENDÊNCIA&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tempo varia de pessoa para pessoa. Pode acontecer em um mês ou em  um ano. Pacientes que tomam clonazepam não podem consumir álcool.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;FONTE: &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/861768-venda-de-calmante-dispara-no-brasil.shtml"&gt;JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO&lt;/a&gt; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-7761170122351711630?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/7761170122351711630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2011/01/os-brasileiros-se-entopem-de-rivotril.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/7761170122351711630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/7761170122351711630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2011/01/os-brasileiros-se-entopem-de-rivotril.html' title='Os brasileiros se entopem de Rivotril'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TTS2YyIeg_I/AAAAAAAAAjY/sugIrufeigY/s72-c/rivotril.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-5424794489274538212</id><published>2011-01-16T16:52:00.000-08:00</published><updated>2011-01-16T16:52:18.404-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ministério da saúde'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reforma psiquiátrica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><title type='text'>Transição de governo e reforma psiquiátrica: nós, militantes antimanicomiais, precisamos acompanhar isso com muita atenção!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gostaria de convidar a todos os companheiros que militam no campo antimanicomial e pela continuidade do processo de reforma psiquiátrica no Brasil, para acompanharem com atenção o processo de transição que está ocorrendo no novo governo Dilma, particulamente na montagem da nova gestão no Ministério da Saúde. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como militante histórico destes movimentos, e mais recentemente, como um dos dois relatores da IV Conferência Nacional de Saúde Mental – Intersetorial (IV CNSM-I), venho observando de perto e com cuidado os vários desafios e riscos políticos para nossas lutas. No ano passado, procurei sistematizar minha análise no pequeno livro “Desafios políticos da reforma psiquiátrica brasileira”, por mim organizado, e publicado pela Editora Hucitec, por ocasião da IV CNSM-I. Agora, continuo preocupado com o quadro que se descortina no novo governo, e gostaria de dividir estas preocupações com vocês, meus companheiros de luta.&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É claro que temos que reconhecer que vários desafios e riscos maiores já foram superados, com muitos passos e conquistas importantes: a vitória sobre o candidato Serra pela coalisão liderada pelo PT, com Dilma Russsef, e após a vitória dela, os inúmeros nomes elencados como possíveis ministros da saúde que poderiam ser complicados para uma gestão política mais adequada do ministério, do SUS e da política de saúde mental. Não há dúvidas de que, em tese, a montagem do primeiro e segundo escalão do Ministério da Saúde nos deixou inicialmente mais tranqüilos. Entretanto, para mim, esta primeira impressão ainda não foi suficiente para afastar todos os riscos que temos nesta transição, e que merecem nosso acompanhamento cuidadoso. Gostaria de listar as minhas principais fontes de preocupação:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1) A plena ocupação do primeiro e segundo escalão do Ministério da Saúde por lideranças reconhecidas do movimento sanitário e do PT, em troca de uma gestão que era da “quota do PMDB” e com vários de seus representantes em cargos importantes do ministério, pode potencialmente ter um “efeito bumerangue” indesejável sobre a política de saúde mental e de reforma psiquiátrica. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Explicando: o fervor de uma plena ocupação do Ministério da Saúde e de estabelecer uma gestão que não seja uma continuidade da anterior pode, em tese, e em associação com os desafios e processos listados abaixo, levar a uma identificação da política de saúde mental levada até então com a gestão anterior, particularmente na Secretaria de Atenção à Saúde (SAS). Isso pode induzir a anseios de uma direção política completamente nova no campo, de cima para baixo, sem apreender as especificidades de cada área, gerando incertezas, particularmente tendo em vista a atuação de várias outras forças políticas contrárias à política de saúde mental até então. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cabe a nós, do movimento antimanicomial e de reforma psiquiátrica, mostrar que a Coordenação e a política de Saúde Mental, embora fosse institucionalmente subordinada à gestão anterior da SAS e do ministério, vem sendo pautada principalmente por um movimento social popular vivo e muito ativo, e por políticas emanadas por 4 conferências nacionais de peso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2) O tema da política de enfrentamento ao crack continua “quente” e pautado por anseios de medidas mais contundentes, estigmatizadoras e autoritárias, e vem contaminando a avaliação mais geral da política de saúde mental efetivada nos últimos anos, como se tivesse sido frágil e débil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para quem é informado apenas pela mídia comum, ficou a sensação de que após a forte cobertura do tema do crack realizada até meados do ano passado, a nova política nacional de álcool e outras drogas emanada pelo Ministério da Saúde e SENAD foram suficientes para dar uma resposta suficiente às inúmeras forças políticas que se organizaram em torno de tema, dado que ele não teve mais tanta visibilidade nos principais meios de comunicação. No entanto, o impacto político do assunto dentro no governo Lula foi pouco divulgado, e há fortes indícios de que estas forças, que incluem amplas frentes parlamentares e vários setores da gestão federal, particularmente das áreas de segurança e justiça, não ficaram satisfeitas. Além disso, a vitória inicial na ocupação militar do Complexo do Alemão estimula os anseios para medidas cirúrgicas e de caráter policial. Os indícios que temos é de que o novo governo é muito sensível a estes temas de forte repercussão popular e na mídia, o que pode gerar demandas de respostas pretensamente mais eficazes e mais imediatistas no combate ao crack. Por outro lado, estes anseios incidem sobre a avaliação do conjunto da política e da gestão no campo da saúde mental, como se tivesse sido débil, frágil, e incapaz de responder aos “anseios mais urgentes da sociedade brasileira”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como testemunha privilegiada, inclusive pela participação intensa em Brasília na organização da IV CNSA-I e posteriormente na construção de seu relatório final, a avaliação que faço da gestão de nossa política de saúde mental nos últimos anos, e particularmente em 2010, vai na direção contrária. Sugiro aos companheiros dar uma olhada na Mensagem Circular n.o 62, de 30/12/2010 (colocado como anexo logo abaixo), que lista as novas iniciativas do novo programa de álcool e drogas, para ter uma idéia do vasto campo de respostas que está se implementando. Além disto, sugiro também passar o olho no Boletim Saúde Mental n.o 30 (anexo a este e-mail), recentemente divulgado pelo Ministério, que faz um balanço de toda a política nacional de saúde mental em 2010. Este ano foi duríssimo para todos os envolvidos, no sentido de garantir a organização da IV CNSM-I, em condições bastante desfavoráveis, e ao mesmo tempo não só gerar a nova política de álcool e outras drogas, como também manter a expansão dos serviços substitutivos de saúde mental. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, caberá ao movimento antimanicomial e de reforma psiquiátrica neste momento dar visibilidade e defender este patrimônio, que é de todos nós, como realizações importantes de uma política adequada para o campo e que deverá ter continuidade, apesar de todas as limitações colocadas pela conjuntura econômica e social mais ampla. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora esteja consciente de que o movimento antimanicomial esteja dividido, inclusive em relação a esta avaliação da gestão até então, não tenho dúvidas de hoje temos adversários maiores, e que precisamos neste momento saber identificá-los para garantir a continuidade de nossa luta mais ampla e estratégica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso, cabe a nós cerrar fileiras em torno de uma política de álcool e outras drogas coerente com nossos princípios antimanicomiais, contrária a programas e medidas autoritárias, imediatistas e que priorizam a internação de longo prazo de usuários de drogas, de forma desintegrada com uma rede de atenção psicossocial na comunidade, capaz de gerar novos caminhos de vida para eles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3) Há resistências dentro do próprio movimento sanitário mais amplo em relação à organização própria da saúde mental dentro do campo mais amplo da saúde, como fosse apenas uma especialidade ou fruto de anseios corporativistas da área. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É importante lembrar que o Conselho Nacional de Saúde já tinha decidido por uma posição contrária à realização de qualquer conferência específica dentro da saúde, e que a IV CNSM-I foi conquistada apenas após a Marcha dos Usuários em setembro de 2009. Assim, há resistências ao campo e à política de saúde mental levada até então, até mesmo entre nossos companheiros sanitaristas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para nós, do movimento antimanicomial, cabe demonstrar então aquilo que a IV CNSM-I deixou claro: o campo da saúde mental e da reforma psiquiátrica não se trata apenas de uma especialidade dentro da saúde em geral, mas de um campo que atravessa todo o campo da saúde e das políticas intersetoriais que se mobilizam junto conosco. Além disso, a saúde mental é protagonista e vanguarda de inúmeros movimentos e processos inovadores que inspiram todo este campo de políticas sociais: desinstitucionalização, interdisciplinaridade, integralidade, intersetorialidade, humanização, gestão participativa de serviços, empoderamento de usuários e familiares, acompanhamento da política de Estado por um movimento social ativo e crítico, etc. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4) As forças corporativistas e privativistas do campo médico e da psiquiatria biomédica sofreram apenas um pequeno revés temporário com a derrota de José Serra, e continuam ativas e com forte penetração no novo governo, inclusive em seus anseios de reverter a política de saúde mental levada até então.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não tenho dúvidas de que as forças políticas mais conservadoras do campo médico continuam suas ações de lobby no novo governo. Dilma se encontrou com algumas de suas principais organizações. Por outro lado, a Associação Brasileira de Psiquiatria elegeu recentemente uma nova diretoria, ainda mais conservadora e contrária à política de reforma psiquiátrica. Assim, em um momento de transição, este tipo de pressão, se associado às demandas das demais forças e processos políticos identificados acima, pode ser capaz de provocar forte incerteza política quanto à continuidade da atual política de saúde mental.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;******&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, companheiros, para além das primeiras impressões, a conjuntura imediata exige muita atenção e um acompanhamento cuidadoso, de perto. Por favor, divulguem este texto, tomando-o apenas como um alerta, e façam comentários e críticas. O importante é convocar a todos para ficarmos atentos aos sinais que emanam do presente processo de transição no novo governo, para garantir a continuidade do processo de reforma psiquiátrica em nosso país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rio de Janeiro, 06/01/2010&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Eduardo Mourão Vasconcelos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Psicólogo, cientista político, e professor da UFRJ.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-5424794489274538212?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/5424794489274538212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2011/01/transicao-de-governo-e-reforma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/5424794489274538212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/5424794489274538212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2011/01/transicao-de-governo-e-reforma.html' title='Transição de governo e reforma psiquiátrica: nós, militantes antimanicomiais, precisamos acompanhar isso com muita atenção!'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-7263912703804258899</id><published>2010-11-29T13:36:00.000-08:00</published><updated>2010-11-29T13:36:59.382-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história da psiquiátria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='implantação da rede de saúde mental'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psiquiatria'/><title type='text'>5 tratamentos psiquiátricos bizarros que caíram em desuso</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Matéria da&lt;a href="http://super.abril.com.br/blogs/superlistas/5-tratamentos-psiquiatricos-bizarros-que-cairam-em-desuso/"&gt; revista Super Interessante&lt;/a&gt; mostra&amp;nbsp; tratamentos psiquiátricos que caíram em desuso.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Até que se entendessem as doenças mentais, muita coisa absurda já foi  feita para dar um jeito nos loucos. De choque térmico por infecção pelo  protozoário da malária (!) a perfurações no crânio (ambos tendo rendido o  Prêmio Nobel a seus criadores!), listamos 5 “tratamentos” bizarros já  usados para curar males psiquiátricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;1 - Infecção po malária&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; 2 - Terapia por choque insulínico&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;3 - Trepanação&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;4 - Lobotomia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;5 - Mesmerismo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;1- Infecção por malária&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TPQcUcTxMYI/AAAAAAAAAi8/1q78qQSUqhA/s1600/1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TPQcUcTxMYI/AAAAAAAAAi8/1q78qQSUqhA/s200/1.jpg" width="154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estamos nos anos 30 e a sífilis, incurável nessa época, é a maior  causa de demência no mundo. Ninguém sabe o que fazer com tanta gente  paranóica, violenta e incontrolável nos manicômios. Mas aí o médico  austríaco Julius Wagner von Jauregg observou que, quando essas pessoas  contraíam alguma doença que provocasse episódios de febre alta e  convulsão, a loucura ia embora. O que o doutor Julius fez, então? É. Ele  colocou o sangue contaminado de um soldado com malária em nove  pacientes com paresia crônica, a demência que ocorre em um estágio  avançado da sífilis, para que elas contraíssem febre alta e tivessem  convulsões. O resultado foi impressionante e até lhe rendeu um Premio  Nobel em 1927: ele conseguiu recuperação completa em quatro desses  pacientes e uma melhora em mais dois. “Parece absurdo dar o Prêmio Nobel  a alguém que infectava os pacientes com a malária, mas o desespero na  época era muito grande”, diz Renato Sabbatini, neurocientista da  Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Esse tratamento,  obviamente, era muito perigoso (você melhorava da loucura, mas ganhava a  malária de presente) e deixou de ser usado nos anos 60, com a  descoberta de antibióticos e medicamentos próprios para problemas  mentais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;2 - Terapia por choque insulínico&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TPQcdsHkOhI/AAAAAAAAAjA/TGIYg0zDuJY/s1600/2.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TPQcdsHkOhI/AAAAAAAAAjA/TGIYg0zDuJY/s200/2.gif" width="155" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1927, o neurologista e psiquiatra polonês Manfred Sakel pesou a mão  na dose de insulina que aplicou em uma paciente diabética (que era,  dizem, uma cantora lírica famosa na época) e ela entrou em coma. Mas o  que poderia ter sido um desastre virou uma bela descoberta: a mulher  tinha psicose maníaco-depressiva e obteve uma notável recuperação de  suas faculdades mentais. Então Sakel descobriu que o tratamento era  eficaz para pacientes com vários tipos de psicoses, particularmente a  esquizofrenia. “Esta foi uma das mais importantes contribuições jamais  feitas pela psiquiatria”, diz Sabbatini. A técnica passou a ser usada em  todo o mundo, mas o entusiasmo inicial diminuiu depois que estudos  mostraram que a melhora era, na maioria das vezes, temporária. Sem  contar, é claro, que era extremamente perigoso. Assim, esse tratamento  também caiu em desuso após a descoberta de medicamentos mais adequados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;3- Trepanação&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TPQcnu7z9CI/AAAAAAAAAjE/CsE0aW7HzKk/s1600/3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="189" src="http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TPQcnu7z9CI/AAAAAAAAAjE/CsE0aW7HzKk/s200/3.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Achados arqueológicos mostram que a trepanação, cirurgia em que era  aberto um buraco (geralmente de 2,5cm a 3,5 cm de diâmetro) no crânio  das pessoas, já era feita em várias partes do mundo 40 mil anos atrás. A  cirurgia era realizada em rituais religiosos para liberar a pessoa de  demônios e espíritos ruins – quando, na verdade, ela era vítima de  doenças mentais. Até hoje é realizada por algumas tribos da África e da  Oceania para fins rituais e em alguns centros modernos de neurologia  para aliviar a pressão intracraniana em caso de fortes pancadas na  cabeça, por exemplo. Mas não só. “Se esse procedimento for feito por  algum outro motivo, isso é bizarro e perigoso”, afirma Sabbatini. Mas  existem organizações hoje que defendem essa técnica “como forma de  facilitar o movimento do sangue pelo cérebro e melhorar as funções  cerebrais que são mais importantes do que nunca para se adaptar a um  mundo em cada vez mais rápida evolução”. Isso é o que diz o &lt;a href="http://www.trepan.com/"&gt;site&lt;/a&gt;  de um grupo internacional em defesa da trepanação, que defende que  qualquer pessoa que deseje melhorar suas funções mentais e sua qualidade  de vida deve poder realizar o procedimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;4 - Lobotomia&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TPQctOeptkI/AAAAAAAAAjI/_Xc8LsGx0DQ/s1600/4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="157" src="http://4.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TPQctOeptkI/AAAAAAAAAjI/_Xc8LsGx0DQ/s200/4.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A trepanação deu origem a outro procedimento macabro: a lobotomia,  incisão pequena para separar o feixe de fibras do lobo pré-frontal do  resto do cérebro. Como isso provoca o desligamento na parte das emoções,  pessoas agitadas se acalmavam como se tivessem tomado tranquilizantes.  Essa técnica, criada pelo neurologista português Antônio Egas Moniz, foi  realizada pela primeira vez em 1935 e também lhe rendeu um Nobel, em  1949. Os resultados foram tão bons, que a lobotomia começou a ser usada  em vários países como uma tentativa de reduzir psicose e depressão  severa ou comportamento violento em pacientes que não podiam ser  tratados com qualquer outro meio (na ocasião, não havia muitos). O  problema é que a técnica, que deveria ser o último recurso, passou a ser  usada maciçamente nos manicômios para controlar comportamentos  indesejáveis – inclusive em crianças agitadas e adolescentes rebeldes.  Entre os anos de 1945 e 1956, mais de 50,000 pessoas foram sujeitas a  lobotomia no mundo inteiro. E os efeitos colaterais eram horríveis: a  pessoa virava um vegetal – sem emoções, apáticas para tudo. Com o  aparecimento de drogas efetivas contra ansiedade, depressão e psicoses,  nos anos 50, e com a evidência de seu abuso difundido e efeitos  colaterais, a lobotomia foi abandonada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;5 - Mesmerismo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TPQcy9M-wbI/AAAAAAAAAjM/JD52EHWEPAI/s1600/5.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TPQcy9M-wbI/AAAAAAAAAjM/JD52EHWEPAI/s200/5.jpg" width="149" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;O médico austríaco Franz Anton Mesmer acreditava ser possível aliviar  sintomas clínicos e psicológicos passando imãs sobre o corpo de seus  pacientes – procedimento conhecido como mesmerismo. “Mesmer acreditava  que os fluidos do corpo eram magnetizados e que muitas doenças físicas e  mentais eram causadas pelo desalinhamento desses fluidos. Ele também  achava que era possível obter os mesmos resultados sem os imãs, passando  apenas as mãos sobre o corpo do paciente”, explica o professor de  psicologia Renato Sampaio Lima, da Universidade Federal de Sergipe  (UFS). Ahhh, o poder da sugestão. Era tudo picaretagem. Ou efeito  placebo, para ser mais exato. Esta arte de cura disseminou-se entre  outros praticantes no século XVIII e chegou aos Estados Unidos no início  do século XIX. Mesmer foi expulso de vários países e cidades porque não  conseguiu provar a eficiência do seu método, mas ganhava uma grana dos  crédulos. “Em todos os lugares em que ele foi, a comunidade médica o  repudiou. Ele pegava madames com doenças psicossomáticas leves, fáceis  de tratar com placebo, e baseava o seu prestigio nesse efeito”, completa  Sabbatini. O suposto sucesso não dependia das técnicas usadas, mas no  seu poder de persuasão. Após muitas críticas, a prática do mesmerismo  caiu em desuso no início do século XX.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-7263912703804258899?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/7263912703804258899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/11/5-tratamentos-psiquiatricos-bizarros.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/7263912703804258899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/7263912703804258899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/11/5-tratamentos-psiquiatricos-bizarros.html' title='5 tratamentos psiquiátricos bizarros que caíram em desuso'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TPQcUcTxMYI/AAAAAAAAAi8/1q78qQSUqhA/s72-c/1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-8456334900909138236</id><published>2010-11-19T13:42:00.000-08:00</published><updated>2010-11-19T19:30:14.196-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desinstitucionalização'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><title type='text'>SAÚDE MENTAL: A DESINSTITUCIONALIZAÇÃO PSIQUIÁTRICA E O ENCARGO SOBRE AS FAMÍLIAS</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TOdAW_8xNSI/AAAAAAAAAi4/WH6MwksBMPA/s1600/familia.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="112" src="http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TOdAW_8xNSI/AAAAAAAAAi4/WH6MwksBMPA/s200/familia.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;É de conhecimento de todos     que a área de Saúde Mental experimentou ao longo dos anos 80, e mais particularmente na     entrada da década de 90, transformações substanciais com o avanço do movimento pela     Reforma Psiquiátrica. Não apenas as discussões sobre o reconhecimento da cidadania do     louco lograram aparição pública, deixando de ser um tema de interesse circunscrito a     profissionais progressistas da área para envolver usuários, familiares dos serviços     psiquiátricos e a população em geral, como também a implantação de programas e     serviços de portas abertas&lt;i&gt; &lt;/i&gt;(tais como CAPS, NAPS, hospitais-dias, enfermarias de     curta internação) mostraram ser possível um outro tipo de intervenção sobre a loucura     que não fosse estigmatizante, cronificante e, sobretudo, que não reafirmasse a exclusão     social dos loucos. &lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;É neste contexto que a família     passa a ser um elemento privilegiado das políticas institucionais de atendimento na     saúde mental, o que não significa dizer que a prática psiquiátrica de outrora     desconsiderasse a família. No entanto, não podemos esquecer que o tratamento asilar     tinha por objetivo excluir do convívio social aquelas pessoas que eram potencialmente uma     ameaça para si, para a família e para toda sociedade. Na medida em que o asilamento do     louco passa a sofrer duras denúncias e críticas, na medida em que a internação &lt;i&gt;ad     eterno&lt;/i&gt; da loucura passa a ser desprivilegiada, é que a reinserção social e a     reinserção familiar do paciente psiquiátrico tornam-se objetivos primordiais das     instituições e serviços psiquiátricos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;No entanto, é necessário que     consideremos o contexto mais amplo em que a Reforma Psiquiátrica avança no país,     contexto de ofensiva neoliberal, de redução de serviços, e, particularmente na área de     Saúde Mental, de redução de leitos psiquiátricos em um número superior à criação     de serviços psiquiátricos comunitários alternativos ao asilamento. Podemos acrescentar     a isso um outro dado: o baixo potencial de cobertura assistencial da maioria dos serviços     alternativos à internação, em especial os hospitais-dia, ainda restritos a atenção a     uma clientela de nosologia mais leve e de prognóstico mais favorável. Tais fatos nos     levam a crer que, em nosso país, a responsabilidade diária de cuidado com os pacientes     crônicos tem sido em grande parte creditada às famílias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;A família tem ressurgido neste     final do século como um tema altamente privilegiado para intervenção do Serviço     Social. Acreditamos que a reemergência desse fenômeno não esteja ocorrendo por acaso.     São muitas as instituições, programas e serviços que têm buscado privilegiar em suas     ações a reinserção familiar. Mas qual o desafio que hoje este tema traz para o     Serviço Social? Em primeiro lugar, pensar a intervenção profissional com a família na     atualidade não deve ser sinônimo para ressurreição do Serviço Social Tradicional.     Isso não é uma exigência apenas dos avanços obtidos pela profissão nestas duas     últimas décadas. É importante que entendamos que o próprio "progressismo" de     muitas áreas onde o Serviço Social está inserido exige também da categoria o     rompimento com o conservadorismo e com a intervenção adaptativa e tutelar. Exemplo claro     disso é a saúde mental, que avançou de uma cultura segregacionista e cronificadora para     luta pelo reconhecimento da cidadania do louco. Portanto, não cabe hoje tratar a     temática da família naquela perspectiva tradicionalista de adestramento a um estilo de     vida condizente com o modo de produção burguês.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;E de que maneira podemos, então,     abordar a família sem que abortemos os avanços teórico-metodológicos e     ético-políticos conquistados pela profissão nos anos 90, posto que estes avanços nos     exigem que tratemos a questão da família no quadro sociohistórico mais amplo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;Este quadro mais amplo não     apenas atinge as condições e relações de trabalho do assistente social, mas também     atinge as condições de vida da população usuária dos serviços sociais. Sendo assim,     devemos considerar que a família não está imune às profundas modificações que     assolam a sociedade capitalista na contemporaneidade. Ela é diretamente afetada pelo     quadro sociohistórico mais amplo. De acordo com SALES (1997), as mudanças do mundo do     trabalho - o desemprego estrutural, a precarização do trabalho que transformam um     contingente cada vez maior de mulheres em "chefes de família" - atingem     diretamente uma das tarefas básicas cumpridas historicamente pela família: a     reprodução material e espiritual dos indivíduos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;Somada a estas alterações de     ordem econômica, a família está sofrendo também mudanças de natureza cultural que     indicam a ruptura de velhos padrões ao redefinir papéis de gênero e a relação entre     as diferentes gerações (pensemos no divórcio, nas pessoas morando só, no aborto, nas     mães solteiras, na liberalização dos costumes, etc.).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;Tais mudanças se expressam na     configuração de uma nova composição familiar, fenômeno mundial também observado na     estrutura demográfica brasileira da atualidade. O que estes dados refletem, segundo     especialistas da área é o fim da grande família, que potencialmente era capaz de     oferecer amplas redes de sociabilidade, suportes afetivos cruzados e, eventualmente, ajuda     econômica. A família restrita (ou família sem colaterais) é a tendência da     composição familiar atual que afeta a todas as classes sociais, mas seu rebatimento nos     setores populares traz conseqüências mais penosas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;Para SALES (&lt;i&gt;Op. cit.&lt;/i&gt;), o     que esses dados sinalizam é que os mecanismos de solidariedade familiar, considerados     elementos básicos na proteção dos indivíduos contra as agressões externas e a     exclusão social, adquirem agora o formato de uma interação limitada e precária entre     alguns membros da família. Torna-se mais árduo para um membro familiar em dificuldade     acionar uma rede de parentesco limitada ou dispersa, o que exige novas estratégias de     organização doméstica, sobretudo, no que diz respeito ao cuidado com os dependentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;A hipótese que sustentamos é     que, malgrado a relevância que a família possa ter para os novos serviços e programas     de desconstrução asilar, muitas vezes o processo de desinstitucionalização     psiquiátrica é efetivado à revelia das dificuldades concretas que os familiares     enfrentam para manter seu ente em casa. Muitos trabalhos de reinserção familiar de     pacientes psiquiátricos são conduzidos sob o privilégio de abordagens quase que     exclusivamente psicológicas, sem que se dê voz aos problemas concretos vividos pelas     famílias no convívio e sustento diário de seus loucos. Assim sendo, embora mais     presentes nesses serviços, as famílias tendem a não ser consideradas como usuárias dos     mesmos, ou como um usuário de menor importância que teima em obstaculizar a Reforma     Psiquiátrica. É notória a ausência de reflexões nos Serviços de Saúde Mental sobre     as dificuldades que as famílias de pacientes psiquiátricos têm em conciliar lazer,     trabalho e cuidado diário de seus entes doentes. Mesmo quando questões como essas     conseguem ter um canal de expressão nos serviços, acabam por não ter eco na dinâmica     ou reorganização do mesmo. A maior parte dos serviços de Saúde Mental ofertados hoje     à população tende a depositar o peso do cuidado com a loucura sobre as famílias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;Há uma necessidade premente para     a constituição de serviços de saúde mental capazes de compatibilizar interesses e     direitos conflitantes de usuários e familiares (GIANNICHEDA, 1989 e SOMMER, 1990).     Serviços que se estruturem como dispositivos assistenciais dispostos a rever com a     família a distribuição do tempo de cuidado, a permitir maior poder de interferência     dos familiares na sua dinâmica e organização internas, ultrapassando as abordagens que     culpabilizam as famílias pelo adoecimento de seus entes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;Os autores em tela apontam,     ainda, para o papel de "maximização do tempo de produção" que os asilos     psiquiátricos e as instituições totais de uma maneira geral cumpriam frente as     famílias das classes trabalhadoras. O que se intenta ressaltar é que, para além da     função repressiva, as instituições totais exerciam uma função econômica, posto que     ao enclausurarem os loucos, e toda sorte de dependentes, elas acabavam por poupar o tempo     das famílias com o cuidado de seus entes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;Podemos encontrar uma análise     sobre a função econômica das instituições totais também em IGNATIEFF (1987), que     discorre sobre os riscos que as análises históricas das instituições totais trazem -     principalmente aquelas que se apóiam em Goffman e Foucault - de tornarem-se uma     "história institucional", isto é, uma história limitada ao que ocorre no     interior da instituição, um relato "da sua arquitetura, da sua administração, das     relações de quem captura e é capturado". Para o autor, o melhor ponto de abordagem     desta história deve se localizar a partir do exterior da instituição: "a partir do     mundo das classes trabalhadoras". A história das instituições totais se situa na     relação entre o que ocorre no interior da instituição e o que se passa fora dela: no     papel exercido pela instituição total na reprodução da ordem social.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;As mudanças na natureza do     trabalho de mulheres e um aumento global na duração e na intensificação de trabalho     para homens e crianças durante a industrialização tornaram mais difícil para as     famílias de trabalhadores combinarem emprego, cuidado e alimentação de dependentes no     lar. Essas suposições podem esclarecer novas questões acerca da demanda vinda da classe     trabalhadora para as instituições do Estado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;Um dos maiores desafios postos na     contemporaneidade aos profissionais que atuam na saúde mental, principalmente para     aqueles que são contrários à privatização da questão do cuidado dos loucos no     âmbito das famílias, é elucidar de que forma o hospício participa da reprodução das     relações sociais de classe que conformam a ordem burguesa. É compreender a demanda pela     institucionalização psiquiátrica ou, em outros termos, dos obstáculos ao     "retorno" do paciente ao convívio social, como expressão da "questão     social&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;Esse não é um desafio fácil,     posto que a maioria das interpretações críticas da história da Psiquiatria,     fundamentalmente aquelas ancoradas no pensamento foucaultiano, pensa o asilo psiquiátrico     como uma estrutura eminentemente ordenada pela lógica punitiva, uma estrutura descolada     da esfera da dominação de classes. Assim, o asilo é visto como produto de um outro     fenômeno, na maioria das vezes, fruto da dominação da razão normativa; uma estrutura     apartada das interações entre o Estado e a sociedade civil, das lutas de classe e da     "questão social" na ordem burguesa monopólica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;CASTEL (1991) demonstra como o     asilamento não foi, como sugere Foucault, um fenômeno universal que tivesse por objeto a     loucura em geral, isto é, independente da classe de origem do alienado. Embora o autor     declare expressamente que sua análise segue a linha aberta por Foucault em &lt;i&gt;História     da Loucura&lt;/i&gt; (1987), as considerações a respeito da criação dos primeiros hospícios     franceses demonstram que a história da institucionalização da loucura se passa como     estratégia de dominação de classe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;O referido autor aponta - e isto     é de extrema relevância – que, embora a aliança entre o movimento filantrópico e     o alienismo tenha-se esforçado para creditar à Psiquiatria amplos poderes sobre o     destino social dos loucos - regularização do processo de internação e interdição da     loucura sob crivos médicos, remodelação da estrutura assistencial da saúde mental por     todo o território francês, construção de asilos especificamente para doentes mentais     em quantidade e qualidade terapêutica suficientes - a idade de ouro do alienismo nunca     existiu. Os avanços ficaram circunscritos apenas aos loucos pobres, principalmente     aqueles sem família.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;Para o autor supracitado, a     assistência psiquiátrica asilar recai com peso diverso para as diferentes classes     sociais, pois a Psiquiatria que surge como especialização médica na aurora do século     XIX é uma Psiquiatria de classe. No entanto, a intenção do autor não é afirmar que os     loucos de origem abastada não conheceram o asilamento (até porque o problema da     institucionalização da loucura requer uma compreensão mais ampla), posto que a origem     de classe compõe uma importante dimensão do problema, mas não a única. A gravidade da     "patologia" e o suporte familiar constituem também elementos determinantes do     destino social do alienado. Uma característica muito pouco observada corrige o     funcionamento de classe da Psiquiatria, mas somente para os doentes mais graves: quanto     mais longa e seriamente doente estiver uma pessoa, mais perderá seus privilégios de     classe. A família se cansa de consultar unidades médicas e de pagar, sem resultados,     contas hospitalares proibitivas. O louco de boa família pode se tornar, assim, um     crônico de asilo, mas depois de um processo mais lento e menos necessário do que o do     indigente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;Estes "critérios" -     origem de classe, gravidade do adoecimento, suporte familiar -, devem, a nosso ver, ser     utilizados para entendermos a demanda de institucionalização advinda da própria     família do paciente psiquiátrico. Desse modo, o alienismo ou o asilamento que o     representa não podem ser interpretados como medidas de força que se impõem sobre a     cabeça dos alienados mais pobres, sem família e mais adoentados, sem que exista uma     demanda real para aquilo que Castel (&lt;i&gt;Op. cit.&lt;/i&gt;) denomina de "encargo pelo     exterior". O cuidado doméstico dos dependentes recai mais pesado nas famílias     trabalhadoras que naquelas que não necessitam colocar sua força de trabalho à venda no     mercado; ele é um trabalho pesado que geralmente não é socializado dentro do próprio     clã familiar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;Se desejamos de fato reconhecer a     família como um ator político privilegiado no processo de desinstitucionalização     psiquiátrica, é necessário que reconheçamos que o cuidado doméstico dos dependentes     é um trabalho pesado, repetitivo, invisível e que exige do provedor um estilo de vida     que o isola do mundo exterior.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"&gt;FONTE:&amp;nbsp; http://www.ubiobio.cl/cps/ponencia/doc/p16.2.htm&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-8456334900909138236?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/8456334900909138236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/11/saude-mental-desinstitucionalizacao.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/8456334900909138236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/8456334900909138236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/11/saude-mental-desinstitucionalizacao.html' title='SAÚDE MENTAL: A DESINSTITUCIONALIZAÇÃO PSIQUIÁTRICA E O ENCARGO SOBRE AS FAMÍLIAS'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TOdAW_8xNSI/AAAAAAAAAi4/WH6MwksBMPA/s72-c/familia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-5650513866166322572</id><published>2010-10-29T06:58:00.000-07:00</published><updated>2010-10-29T06:58:00.666-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='drogas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ministério da saúde'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='serviço social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><title type='text'>Saúde Mental e uso de entorpecentes</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TMrSLuY-WdI/AAAAAAAAAiI/JWs202z3GOM/s1600/drogas-2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="104" src="http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TMrSLuY-WdI/AAAAAAAAAiI/JWs202z3GOM/s320/drogas-2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de ler a nova &lt;a href="http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/portaria2841_20092010_caps_ad_iii.pdf"&gt;portaria nº. 2.841 de setembro de 2010 do Ministério da Saúde,&lt;/a&gt; que institui no âmbito do SUS os Centro de Atenção Psicossocial de Álcool e outras Drogas - 24 horas - CAPS ad III, comparo essa decisão brasileira com outra iniciativa na França e na Alemanha, sobre a criação de salas seguras para o consumo de drogas, também conhecida como Narcosalas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segue a reportagem completo do &lt;a href="http://maierovitch.blog.terra.com.br/2010/10/20/sala-segura-para-uso-de-drogas-aprovada-em-paris-dilma-e-serra-silenciam-a-respeito/"&gt;blog Sem Fronteiras&lt;/a&gt;, do jurista e professor Wálter Fanganiello Maierovitch. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Em post de 16 de agosto passado foi comentada a  resistência do governo Nicolas Sarkozy, como acontecera no do socialista  François Mitterrand, em aprovar, no campo da saúde pública, a  instalação de salas seguras (na Europa chamadas de narcossalas) para uso  de drogas proibidas. &lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Quando da proibição, ocorreram dois protestos de peso.&amp;nbsp;Um da  Associação Nacional para a Prevenção ao Alcoolismo e à Dependência  (ANPAA) e&amp;nbsp;outro da&amp;nbsp;Associação para a Redução de Riscos (AFR).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para a ANPAA, a “história da epidemiologia e a experiência clínica  demonstram que a política governamental (de Sarkozy) de uma sociedade  sem consumo de drogas é ilusório. As posturas proibicionistas e  repressivas são inócuas. Isto porque uma cura raramente se dá apenas  pela abstinência”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diante dos protestos, o Conselho Comunitário de Paris, uma espécie de  câmara municipal, resolveu se debruçar sobre o caso e, ontem, votou a  favor da abertura de pelo menos uma sala segura para consumo de drogas  proibidas na cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O conselho entendeu que com as narcossalas os consumidores de drogas proibidas correrão menos riscos de danos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A iniciativa do Conselho de Paris contou com o apoio da Agência  Regional de Saúde, a prefeitura, as associações comunitárias de redução  de danos e de riscos aos usuários e os organismos de saúde pública  envolvidos em atendimentos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; No campo dos direitos humanos, as narcossalas  representam práticas sociossanitárias. Além de locais seguros para  consumo, oferecem programas de emprego, informações e assistência médica  permanente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O modelo europeu considerado&amp;nbsp;sucesso foi o implantado em Frankfurt,  na Alemanha, em 1994, quando a cidade tinha cerca de 6 mil dependentes  químicos. Até a Suíça trocou as praças pelos ambientes fechados e  controlados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Frankfurt, o número de usuários e dependentes caiu pela metade até  2003. Além disso, outras oito cidades alemãs adotaram as salas seguras.  Os hospitais e os postos de saúde, antes das narcossalas, atendiam 15  casos graves por dia, com um custo estimado de 350 euros por  intervenção. Tais resultados inspiraram a Espanha, que realiza  experiências com as salas seguras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sistema alemão oferece acolhida aos que vivem marginalizados, em  péssimas condições de saúde e econômicas. Foi, sem dúvida, uma forma de  aproximação, incluindo cuidados médicos, informações úteis e ofertas de  formação profissional e de trabalho. Com isso, o uso de drogas  injetáveis despencou 50%.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reduziram-se também significativamente os casos de Aids e outras  patologias correlatas ao consumo de drogas proibidas. Vale destacar  ainda que, entre os usuários que ingressaram nos programas de  narcossalas, caiu o índice de mortalidade em virtude da melhora da  qualidade de vida. Por sua vez, as mortes por overdose também baixaram,  tendo o mesmo sucedido, no campo da microcriminalidade, com os delitos  relacionadas ao consumo de drogas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A experiência de Frankfurt serviu para afastar a tese de que as  narcossalas poderiam estimular os jovens a ingressar no mundo das  drogas. Pesquisas realizadas por autoridades sanitárias demonstraram que  os jovens de idade entre 15 e 18 anos da cidade não partiram para o uso  de heroína ou cocaína e menos de 1% nunca provou uma dessas drogas na  vida. Um levantamento epidemiológico revela o aumento na idade do  consumidor: subiu para entre 30 e 34 anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As narcossalas, nos lugares onde foram implantadas, deram certo não  só em relação à redução da demanda, mas também pela contribuição  positiva quanto aos aspectos e práticas humanos, solidários e de  reinserção social. Na Alemanha, as federações do comércio e da indústria  apoiaram com cerca de 1 milhão de euros os programas das narcossalas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Alguém ousa opinar de como seria essa experiência aqui no Brasil, cujo país possui tamanhos continentais?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-5650513866166322572?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/5650513866166322572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/10/saude-mental-e-uso-de-entorpecentes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/5650513866166322572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/5650513866166322572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/10/saude-mental-e-uso-de-entorpecentes.html' title='Saúde Mental e uso de entorpecentes'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TMrSLuY-WdI/AAAAAAAAAiI/JWs202z3GOM/s72-c/drogas-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-3997880104381149006</id><published>2010-09-27T15:34:00.000-07:00</published><updated>2010-09-27T15:37:19.147-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='serviço social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><title type='text'>ALGUMAS LIMITAÇÕES NO TRABALHO COM A FAMÍLIA DE BAIXA RENDA - Parte 2</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TH6hfWelNZI/AAAAAAAAAhw/Dco0MJzAJLI/s200/familia.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TH6hfWelNZI/AAAAAAAAAhw/Dco0MJzAJLI/s200/familia.jpg" width="133" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;No  dia-a-dia da abordagem com a família, vários riscos permeiam a atuação  do profissional. O primeiro é ele se dispor a fazer um trabalho com a  família sem o devido preparo teórico-metodológico e ético. Nesse  sentido, ele pode se sentir como “doutor em família”, por ter vivido e  sofrido a vida toda a influência das relações familiares. Desse modo,  “naturalmente”, pode acreditar que entende de família.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A  ação conjunta de dois ou mais profissionais de diferentes categorias  também pode trazer problemas. Se todos não tiverem preparo mínimo e  maturidade, podem reproduzir conflitos que a família vivencia. Podem  entrar em um jogo de disputa por competência ou para angariar a simpatia  da família.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;É  comum em um serviço de saúde, até em um CAPs, a família sentir que não  foi atendida se não falar ou passar por uma consulta com um psiquiatra,  mesmo tendo sido assistida por todos os demais profissionais da equipe  de nível superior. Às vezes, a atuação desses profissionais é mais  intensa com os cuidadores domésticos, mas é comum, em reuniões ou  assembléias, estes elogiarem ou reconhecerem publicamente apenas a ação  médica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Em  muitos serviços, além dos vínculos precários de trabalho e dos baixos  salários, há um baixo nível de recompensa simbólica, como o  reconhecimento pelo trabalho realizado, que os profissionais esperam e  muitas vezes não têm, da parte dos cuidadores domésticos. Não é rara a  decepção e a fala indignada de profissionais que não se sentem  reconhecidos. É preciso maturidade, bom senso e, acima de tudo,  comportamento ético para enfrentar essa situação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Os  conflitos interprofissionais também podem ser reproduzidos na  intervenção com os familiares/cuidadores, quando os profissionais querem  apresentar soluções e mostrar-se úteis para a família. Muitas vezes as  disputas acabam reproduzindo conflitos vivenciados entre os membros de  cada grupo familiar. A carência afetivo-simbólica do profissional pode  acabar se sobrepondo às necessidades das pessoas e grupos  vulnerabilizados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;É  necessário muita auto-vigilância nas práticas com a família. O espaço  das supervisões é fundamental para equacionar divergências entre  categorias profissionais e para apontar conflitos interpessoais. Outro  aspecto importante é a relação com famílias de baixa renda. Poucos  profissionais são capacitados academicamente para trabalhar com a  família e, quando o são, parte significativa está preparada para lidar  apenas com a família de classe média, de consultório, em uma realidade  próxima à de sua experiência pessoal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Nesse  contexto, quando o profissional olha para a família dos segmentos de  baixa renda, em estado de crise, muitas vezes só consegue ver  desorganização, desestruturação. Mas é justamente nessa situação que ela  busca um profissional ou um serviço de saúde mental. O profissional  está pouco habituado a entender códigos culturais, lingüísticos e  comportamentais que não sejam os de sua classe social, confundindo  pobreza econômica e material com pobreza cultural.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Os  familiares/cuidadores, em geral, trazem para os profissionais e  serviços de saúde, além da crise psiquiátrica, todos os seus problemas  existenciais. A crise psiquiátrica apenas intensifica os dramas vividos  pelas famílias, vulnerabilizadas pelo contexto de pobreza e  exclusão/destituição social.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Nessas  circunstâncias, o profissional corre o risco de só ver pobreza e  impotência, ficar paralisado como a família e não vislumbrar outras  possibilidades. Na crise, o grupo familiar costuma mostrar toda sua  fragilidade, mas podem também aflorar capacidades que às vezes não se  consegue identificar. É o momento em que o profissional pode observar a  dinâmica familiar de forma exponenciada, na solidariedade ou na ausência  dela, nas tentativas de encontrar saídas, nos recursos ou na falta  deles. É também o momento de observar se a família conta com uma rede  social com oportunidades para obter suporte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Diante  da família em crise e que quer transferir a resolução de seus problemas  para aqueles que “estudaram e entendem disso” (do cuidado com o PTM”), é  comum o profissional se ver diante do dilema de ter que dar uma  resposta, seja qual for, até para aliviar sua própria angústia ou  demonstrar competência para lidar com o caso que tem diante de si.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Para  o médico, parece ser mais tranqüilo prescrever uma medicação ou  requisitar um exame. Para os demais profissionais, existe a tendência de  utilização dos recursos da comunidade, que muitas vezes assume uma  postura de transferência de responsabilidade, e não de compartilhamento  de soluções. A família cuidadora coloca o profissional como o  solucionador de problemas familiares, e muitos profissionais incorporam  tal encargo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ao  assumir o exercício da profissão como “doutor”, a atenção pode deslizar  para uma atitude autoritária, caso o profissional considere que sabe  tudo e, por isso, pode tudo resolver, sem dialogo e interlocução com a  família/cuidador, tendo uma resposta para todas as questões, a fim de se  manter nesse lugar. Essa atitude autoritária permeia as intervenções e  coloca o profissional como única pessoa capaz de solucionar os  problemas. Daí também a prática do “aconselhamento”&lt;sup&gt;&lt;a href="http://draft.blogger.com/post-edit.g?blogID=8959400046975704923&amp;amp;postID=3997880104381149006" name="ast3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;  ser generalizada. Freqüentemente o profissional acha que sabe o que é  melhor para todas as famílias que chegam a seu consultório/serviço ou se  encontram sob sua responsabilidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Nesse  horizonte, é importante registrar as reações do profissional, ao se  deparar com o grupo familiar e seus problemas. Cecchin (2000, p. 73)  aponta cinco respostas básicas do profissional em relação à família:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;•  ele tem necessidade de se tornar útil para a família. Nesse cenário,  quanto mais é útil, mais a família se sente inútil, desamparada e  impotente, pois não constrói novas soluções para seus problemas;    &lt;br /&gt;•  alguns se colocam como professores, prescrevendo comportamentos,  “aconselhando” sem a família/cuidador ter solicitado. Nesse sentido,  quanto mais for professoral, menos a família/cuidador aprende e menor  qualidade interacional existirá entre ambos;    &lt;br /&gt;• o profissional deseja controlar o grupo, disciplinar o processo interativo, deixando os membros dependentes ou apáticos;    &lt;br /&gt;•  o profissional quer proteger as pessoas, percebidas por ele como  desorganizadas, infelizes, desestruturadas, e toma para si a tarefa de  reorganizar e cuidar do grupo. Nesse sentido, não há um aprendizado do  grupo na resolução de seus problemas;    &lt;br /&gt;• o profissional manifesta,  consciente ou inconscientemente, o desejo de punir a família quer dar  uma lição a quem ele considera um mau marido, má mãe, má filha, mau  cuidador.    &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Nas  formas acima esboçadas de oferecer resposta ao grupo familiar/cuidador,  o profissional arrisca-se a exercer a cruel compaixão (Szasz, 1994),  pois, sob pretexto de auxiliar o grupo a sair de sua crise, substitui o  papel dos membros da família, subtrai a competência própria da família,  desconsidera os recursos e a necessidade da família de construir sua  história e sentir-se suficientemente capaz para resolver suas questões.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Assim,  como visto, embora permeado por limitações, o trabalho com a família  nos remete a reflexões que podem apontar possibilidades e desafios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-3997880104381149006?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/3997880104381149006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/09/no-dia-dia-da-abordagem-com-familia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/3997880104381149006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/3997880104381149006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/09/no-dia-dia-da-abordagem-com-familia.html' title='ALGUMAS LIMITAÇÕES NO TRABALHO COM A FAMÍLIA DE BAIXA RENDA - Parte 2'/><author><name>Paulista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15481928622102778832</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TH6hfWelNZI/AAAAAAAAAhw/Dco0MJzAJLI/s72-c/familia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-6900204193267340523</id><published>2010-09-19T18:49:00.000-07:00</published><updated>2010-09-19T18:49:08.367-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UFRJ'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='serviço social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lançamentos'/><title type='text'>Lançamento do livro Karl Marx e Subjetividade Humana - Eduardo Mourão Vasconcelos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TJa8ab0CaOI/AAAAAAAAAiA/2UlyYsaXpsI/s1600/Marcelle+x+Eduardo.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TJa8ab0CaOI/AAAAAAAAAiA/2UlyYsaXpsI/s400/Marcelle+x+Eduardo.JPG" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Marcelle, prazer tê-la como aluna e amiga. (assim na dedicatória)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TJa9GMYp4kI/AAAAAAAAAiE/TP2evZtL6HA/s1600/Rita+x+Meninas.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TJa9GMYp4kI/AAAAAAAAAiE/TP2evZtL6HA/s400/Rita+x+Meninas.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Léa, prof. Rita Vasconcelos, eu e Lili representando a graduação da UFRJ.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-6900204193267340523?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/6900204193267340523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/09/lancamento-do-livro-karl-marx-e.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/6900204193267340523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/6900204193267340523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/09/lancamento-do-livro-karl-marx-e.html' title='Lançamento do livro Karl Marx e Subjetividade Humana - Eduardo Mourão Vasconcelos'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TJa8ab0CaOI/AAAAAAAAAiA/2UlyYsaXpsI/s72-c/Marcelle+x+Eduardo.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-7906298937780526084</id><published>2010-09-01T11:56:00.000-07:00</published><updated>2010-09-01T11:56:54.062-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='loucura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><title type='text'>ALGUMAS LIMITAÇÕES NO TRABALHO COM A FAMÍLIA DE BAIXA RENDA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TH6hfWelNZI/AAAAAAAAAhw/Dco0MJzAJLI/s1600/familia.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TH6hfWelNZI/AAAAAAAAAhw/Dco0MJzAJLI/s200/familia.jpg" width="132" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Trabalhar com famílias de baixa renda implica lidar com várias limitações, decorrentes sobretudo de dupla estigmatização: a de serem pobres, em uma sociedade que só recentemente, depois da Constituição de 1988, reconheceu formalmente os pobres como cidadãos detentores de direitos; e de terem em seu meio um portador de transtorno mental, enfermidade carregada de imagens de periculosidade e incapacidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deslocamento do familiar/cuidador até o serviço assistencial psiquiátrico, no geral, é complicado para esse segmento social, tendo em vista suas dificuldades econômicas, que o obrigam muitas vezes a andar a pé ou de bicicleta. Contudo, grupalizar os familiares cuidadores parece ser uma estratégia interessante, por propiciar a troca de experiências e mostrar que é possível conviver com o portador de transtorno mental de diferentes maneiras. Se, por um lado, os familiares cuidadores podem ser homogeneizados em sua condição de vida e na forma como enfrentam os desafios cotidianos, por outro lado há muita riqueza nos encontros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mas, mesmo nas reuniões semanais, uma das principais dificuldades é assegurar a presença dos familiares. A sobrecarga das tarefas domiciliares, sobretudo para o cuidador do portador de transtorno mental, que tende a ser o único cuidador direto no grupo, e as dificuldades econômicas da família explicitamse na alta rotatividade nas reuniões. Alguns serviços disponibilizam vale-transporte para o cuidador doméstico comparecer a elas, mas é raro algum deles manter freqüência semanal, apesar de as considerar importantes e participarem ativamente delas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, as dificuldades com transporte nos serviços psiquiátricos, sobretudo nos hospitais, a lógica de organização de muitos deles e a sobrecarga dos profissionais impedem um trabalho mais sistemático na comunidade, no espaço doméstico, na rede de relações sociais do portador de transtorno mental, que corre o risco de ficar em segundo plano. Nesse sentido, os centros de atenção psicossocial têm inovado no trabalho com a família, com as associações de moradores, com as rádios comunitárias, com grupos de mulheres e com conselhos de políticas públicas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Embora tais intervenções sejam fundamentais, a família demanda um preparo para o cuidado doméstico ao portador de transtorno mental e para enfrentar suas próprias questões, múltiplas e multifacetadas. A necessidade de atendimento à família na assistência psiquiátrica A abordagem da família é um encargo de toda a equipe dos serviços de assistência psiquiátrica. Nenhum profissional pode deter monopólio ou exclusividade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Tem-se observado que cada serviço ou equipe se organiza de maneira própria para abordar a família. Historicamente, nos hospitais psiquiátricos o assistente social era o principal encarregado das questões relacionadas à família, possivelmente porque os pacientes geralmente eram pobres. Tudo o que não &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;era da alçada estritamente clínica era remetido ao assistente social. Ainda hoje ocorre esse entendimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Em alguns centros de atenção psicossocial, como no caso estudado por Ramos (2003) no Ceará, o assistente social é considerado pelas equipes como o “profissional da família”. Geralmente, o interesse pessoal de determinado profissional, a capacitação individual de cada agente e a condição de classe da unidade familiar têm definido quem se sente apto ou desejoso de trabalhar com a família.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Quando se identifica o aparecimento de um PTM no seio de uma família, ocorre um momento de crise, uma ruptura de rotinas, um conflito de papéis, pois cuidar de uma pessoa adulta, dependente, em geral está fora do previsto na história do grupo e de seu repertório de respostas. A família tem que reconstruir sua unidade, aprender a se relacionar com o transtorno mental, com os serviços de saúde mental e com a linguagem dos técnicos, que geralmente não estão preparados para dialogar com a população que não teve acesso à educação formal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Nos serviços comunitários abertos, com internação parcial, de início se supõe maior interação da família com o serviço psiquiátrico, posto que o portador de transtorno mental permanece no máximo de sete a oito horas por dia na instituição, retornando no final da tarde para seu domicílio. No Piauí, há uma chamada para reunião com familiares uma vez por semana, com duração média de uma hora. No hospital psiquiátrico, no regime de internação integral, a reunião com a família, em geral, apresenta menor número de participantes. Já nos serviços com internação parcial, a participação de familiares é sempre maior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Nessas reuniões, várias questões são observadas. Embora chamadas de reuniões de família, freqüentemente agregam cuidadores, pessoas que, no interior do grupo familiar, são responsáveis pelos cuidados diretos do portador de transtorno mental. No geral esse cuidador é a única pessoa da família a se encarregar desses cuidados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Outro aspecto que chama atenção é a presença feminina no grupo de familiares/cuidadores, constatada nas reuniões nos serviços de saúde mental. Historicamente, as mulheres ficaram identificadas com o trabalho de cuidar dos outros, tanto na esfera privada quanto na pública. Não são raros os homens nessas reuniões, mas comparecem sempre em pequena quantidade. Nesse sentido, parece ser natural atribuir à mulher tal incumbência, por caber-lhe também os papéis de engravidar e amamentar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CONTINUA&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Texto de Lúcia Cristina dos Santos Rosa -A inclusão da família nos projetos terapêuticos dos serviços de saúde mental (Psicologia em Revista)&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-7906298937780526084?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/7906298937780526084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/09/algumas-limitacoes-no-trabalho-com.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/7906298937780526084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/7906298937780526084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/09/algumas-limitacoes-no-trabalho-com.html' title='ALGUMAS LIMITAÇÕES NO TRABALHO COM A FAMÍLIA DE BAIXA RENDA'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TH6hfWelNZI/AAAAAAAAAhw/Dco0MJzAJLI/s72-c/familia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-839506709629725979</id><published>2010-08-15T16:04:00.000-07:00</published><updated>2010-08-15T16:04:53.465-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trabalhador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desinstitucionalização'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><title type='text'>Desinstitucionalizar é ultrapassar fronteiras sanitárias: o desafio da intersetorialidade e do trabalho em rede</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TGhyTY7rrLI/AAAAAAAAAhs/HWv-Y7LSeZI/s1600/trabalho+em+rede.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="157" src="http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TGhyTY7rrLI/AAAAAAAAAhs/HWv-Y7LSeZI/s200/trabalho+em+rede.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos últimos anos é visível como a reforma psiquiátrica vem avançando no país, desde discussões mais afinadas acerca dos fundamentos históricos e conceituais da proposta de reforma em curso, até a análise crítica de seus principais dispositivos de intervenção, das conquistas e dos impasses que trabalhadores, gestores, usuários e familiares têm enfrentado no sentido de fazer avançar processos de desinstitucionalização requeridos, mas não garantidos, pelo aparato jurídico/estrutural da legislação vigente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É possível reconhecer também que há uma sensibilidade mais aguçada que nos leva a reconhecer que a reforma psiquiátrica está articulada à produção de novos modos de subjetivação, pressupondo práticas de cuidado diversas das predominantes no modelo asilar, bem como a ruptura da lógica tutelar a ele associada. Esse reconhecimento parte do pressuposto de que a loucura se encontra confinada em saberes e instituições psiquiátricas, e em função disso, as inúmeras possibilidades da loucura enquanto radicalidade da alteridade são reduzidas a um único significado: doença mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabemos, portanto, que daí derivam as práticas de controle, tutela, domínio, normatização e medicalização, tão evidentes em nosso cotidiano. A manutenção dessas práticas, a produção de novas formas de controle cada vez mais sutis e eficazes, assim como a dificuldade de produzir interferências nesse âmbito, tudo isso vem sendo descortinado dia após dia. Queremos mudar, mas esse querer vai sendo enfraquecido, pois também está atravessado por uma lógica, aqui entendida como marcas invisíveis que produzem formas de subjetivação, que se expressa através de um desejo em nós de dominar, de subjugar, de classificar, de hierarquizar, de oprimir e de controlar a vida (Machado e Lavrador, 2001). Trata-se, pois, de uma cultura manicomial, dos nossos manicômios mentais (Pelbart, 1990). Isso indica claramente que a reforma psiquiátrica não se restringe a uma ordem macropolítica. Clausuras subjetivas nos habitam e são muito poderosas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acreditamos que há também lampejos em nossa compreensão atual de que não é para recuperar socialmente nem para retomar a normalidade perdida que a luta antimanicomial deveria operar, mas produzir novas formas de sociabilidade, reorientar nossas vidas a partir da mistura de diferentes códigos, romper os sentidos de mundo que a época nos impõe, produzir fissuras na ordem mundial, na hegemonia, na monotonia, constranger as linhas de força que operam hegemonicamente e que nos faz cada vez mais silenciosos, obedientes, dóceis e conformistas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com base nesses princípios tentamos contribuir com o debate nacional gerando interlocução com atores sociais envolvidos na luta antimanicomial que produzem interferências decisivas nos rumos do processo de reforma psiquiátrica. Esses atores, independente da condição de gestores, pesquisadores, trabalhadores de saúde mental, usuários, familiares, etc, constituem um coletivo que insiste na sustentação de uma utopia e na não conformação com as atuais promessas enganosas do hospital psiquiátrico humanizado, reformado, maquiado (Amarante, 2007).&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse intuito, queremos “botar lenha” na utopia, fomentar estratégias de resistência e criação no campo da saúde mental que venham ampliar nossa capacidade de análise e intervenção junto aos coletivos de trabalho, assim como contribuir para a produção de novos modos de operar a política de saúde mental que sustente e faça avançar a luta antimanicomial. Consideramos que para fazer um movimento social amplo e complexo acontecer, tal como se apresenta a reforma psiquiátrica, precisamos empreender uma guerra contra essa política de subjetivação que exige consensos, razoabilidade e, em contrapartida, promete segurança, bem-estar, pacificação, conforto, operando pela via do medo e da esperança.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É necessário para tanto operar críticas em dois âmbitos: um questionamento no campo científico, no qual a loucura enquanto doença mental é produzida pelo saber psiquiátrico, tendo um arcabouço técnico para tratá-la, e de outro, no âmbito da configuração social, onde as práticas científicas e os ideais modernos sustentam as formas de enclausuramento e silenciamento da loucura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Magda Dimenstein Mariana Liberato&lt;br /&gt;Universidade Federal do Rio Grande do Norte/UFRN&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-839506709629725979?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/839506709629725979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/08/desinstitucionalizar-e-ultrapassar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/839506709629725979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/839506709629725979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/08/desinstitucionalizar-e-ultrapassar.html' title='Desinstitucionalizar é ultrapassar fronteiras sanitárias: o desafio da intersetorialidade e do trabalho em rede'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TGhyTY7rrLI/AAAAAAAAAhs/HWv-Y7LSeZI/s72-c/trabalho+em+rede.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-2815093704959312301</id><published>2010-08-05T06:27:00.000-07:00</published><updated>2010-08-05T06:37:39.164-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reforma psiquiátrica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esquizofrenia'/><title type='text'>Programa A Liga (Band): A saúde mental no Brasil</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TFq7-IIvFAI/AAAAAAAAAho/GIJmqPRbi_I/s1600/A-Liga-Band.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://2.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TFq7-IIvFAI/AAAAAAAAAho/GIJmqPRbi_I/s200/A-Liga-Band.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesta última terça-feira, 03 de agosto, o programa A liga exibido pela TV Band relatou um cenário sobre a saúde mental no Brasil. O programa é apresentado pelo Rafinha Bastos, jornalista e comediante também atuante no CQC, Débora Villalba, jornalista e modelo, o músico e ator Thaíde e a atriz Rosanne Mulholland.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A SAÚDE MENTAL NO PAÍS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/N1qCaJICVp0&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/N1qCaJICVp0&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A maior parte da população nasce saudável, sã e com perspectivas de uma vida promissora, mas nem todos vivem assim. A loucura, a esquizofrenia, o sofrimento mental e as doenças mentais podem acontecer com qualquer pessoa. Muitas vezes sem motivos, a doença tem início em qualquer fase da vida. Uma dura realidade que é melhor quando vivida com a compreensão, carinho e respeito das pessoas, em especial, da família.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para buscar diminuir um pouco o sofrimento de pacientes e familiares, no ano de 1978 tiveram início as primeiras lutas e movimentos sociais pelos direitos dos pacientes psiquiátricos no Brasil. Esta luta, contava com o Movimento dos Trabalhadores em Saúde Mental (MTSM), que era formado por associações de parentes, sindicalistas, profissionais do meio e pessoas com longo histórico de internações psiquiátricas. Eles tinham como objetivo denunciar os métodos usados nos manicômios, denunciar a violência e o abuso da medicação e choques nos internos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após inúmeras reivindicações, em 1987 aconteceu o II Congresso Nacional do MTSM na cidade de Bauru, em São Paulo, com o objetivo de que fosse feita a reforma psiquiátrica, mas apenas na década de 1990 foi firmado pelo Brasil a assinatura da Declaração de Caracas, que passou a vigorar no país as primeiras normas federais que regulamentavam a implantação de serviços de atenção diária , fundadas nas experiências dos primeiros Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Núcleos de Atenção Psicossocial (NAPS) e Hospitais-dia, e as primeiras normas para fiscalização e classificação dos hospitais psiquiátricos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os CAPS são serviços públicos de saúde mental, destinados ao atendimento de pessoas com transtornos mentais. Este serviço tem como objetivo, a substituição das internações em hospitais psiquiátricos com modelos antigos como os manicômios e tratar a saúde mental do indivíduo de forma adequada, com atendimento, acompanhamento clínico, auxílio na reinserção social dos doentes na sociedade e na própria família.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além do CAPS, existe também os NAPS, que foi criado pela Secretaria Municipal de Saúde de Santos, em São Paulo, após receber denúncias de que a Casa de Saúde Anchieta era um lugar que maltratava os pacientes, tendo havido casos de morte no local. O assunto teve repercussão nacional o que marcou o processo de reforma psiquiátrica brasileira. O espaço foi abordado inclusive no filme “Bicho de Sete Cabeças”, estrelado pelo ator Rodrigo Santoro.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/FwFMkAlaNwU&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/FwFMkAlaNwU&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span class="texto"&gt;&lt;b&gt;A reforma psiquiátrica após a lei nacional&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje,  sofrem de transtornos mentais severos (esquizofrenia, autismo, psicose  infantil, neuroses graves, depressão profunda e deficiência mental  severa com sintomas psicóticos) 3% da população do país, ou seja, entre 5  e 6 milhões de pessoas. Além destes pacientes graves, se considerar  aqueles que possuem os chamados transtornos mentais leves (depressão não  tão profunda, fobias, demências moderadas), chegam a 12% da população,  cerca de 20 milhões de pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente no ano de 2001, após 12  anos de tramitação no Congresso Nacional, a Lei Paulo Delgado foi  sancionada no país, a tão sonhada reforma psiquiátrica. Com isso, a Lei  Federal 10.216 redireciona a assistência em saúde mental, privilegiando o  oferecimento de tratamento em serviços e a proteção dos direitos das  pessoas com transtornos mentais, mas não deixa claro a total extinção  dos manicômios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/j1YYx40G8io&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/j1YYx40G8io&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h1&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Quem é internado em uma clínica?&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;script src="http://static.ak.connect.facebook.com/js/api_lib/v0.4/FeatureLoader.js.php/pt_BR" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;  &lt;script type="text/javascript"&gt;FB.init("f9bb20d3a512477cf54160c0d33b890d","/app/facebook/xd_receiver.htm");&lt;/script&gt;              &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="texto"&gt;Difícil definir qual o momento certo para a  internação de um paciente em uma clínica psiquiátrica. É uma decisão  delicada para o paciente e para as famílias, mas antes de qualquer  decisão, é necessário uma avaliação médica, que mostre alguns sintomas  que justifiquem a internação, tais como: falta de memória, fobias,  síndromes, medos, crises de estresse, comportamento suicida ou homicida,  falar sozinho, agressividade, alucinações e delírios, problemas em  seguir um padrão social e suas regras de convivência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="texto"&gt;Sendo  assim, para os especialistas, os problemas começam quando a pessoa não  consegue mais distinguir a realidade da fantasia. É importante dizer que  fatores genéticos, biológicos e problemas sócio-econômicos são motivos  que também levam pessoas a ter problemas mentais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="texto"&gt;Uma das doenças  mentais mais comuns é a esquizofrenia, que gera uma desordem cerebral  crônica, grave e incapacitante e afeta em torno de 1% da população.  Essas pessoas podem escutar vozes e acreditar que outros estão lendo e  controlando seus pensamentos ou conspirando para prejudicá-las. Essas  experiências são aterrorizantes e podem causar medo, recolhimento ou  extrema agitação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="texto"&gt;Sintomas psicóticos, como alucinações e  delírios, geralmente aparecem nos homens durante a adolescência tardia e  próximo doas 20 anos. Nas mulheres variam geralmente entre 25 e 30  anos. Esquizofrenia raramente aparece depois dos 45 anos de idade ou  antes da puberdade, embora já tenham sido registrados casos em crianças  de cinco anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/pW5vdRbUaNk&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/pW5vdRbUaNk&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sintomas da esquizofrenia&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="texto"&gt;-Sintomas positivos:São pensamentos e percepções diferentes como alucinações, delírios e desordens no pensamento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="texto"&gt;-Sintomas  negativos: Representam a perda ou diminuição na capacidade de iniciar  planos, falar, expressar emoções ou encontrar prazer na vida&amp;nbsp; comum.  Esses sintomas são difíceis de reconhecer como parte da esquizofrenia e  podem ser confundidos com preguiça ou depressão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="texto"&gt;-Sintomas  cognitivos:São problemas&amp;nbsp; com atenção, certos tipos de memória e funções  de execução que permite planejar e organizar. Déficits cognitivos  também podem ser difíceis de reconhecer como parte da esquizofrenia,  porém são os mais incapacitantes para levar uma vida normal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;b&gt;Tratamento&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="texto"&gt;Para tratar a esquizofrenia é um pouco complicado, tendo em vista que a causa da doença ainda é desconhecida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="texto"&gt;Os  tratamentos incluem medicamentos antipsicóticos e tratamento  psicossocial e podem aliviar significadamente os sintomas, porém, a  maioria das pessoas com esquizofrenia enfrentam alguns sintomas  residuais por toda a vida, apesar de muitas delas conseguirem levar uma  vida construtiva em suas comunidades.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/sp1I9563rwU&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/sp1I9563rwU&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Quando voltar ao convício social?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;script src="http://static.ak.connect.facebook.com/js/api_lib/v0.4/FeatureLoader.js.php/pt_BR" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;  &lt;script type="text/javascript"&gt;FB.init("f9bb20d3a512477cf54160c0d33b890d","/app/facebook/xd_receiver.htm");&lt;/script&gt;              &lt;span class="texto"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São várias as razões que podem justificar uma  internação, mas como analisar o momento certo de um interno deixar uma  clínica psiquiátrica e voltar para o convício social?&lt;/div&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De acordo  com a psicóloga Marielle Oliveira Batista, da Clínica Neuro-Psiquiátrica  de Alfenas (MG), o paciente é analisado por completo, desde seu  histórico no período em que esteve internado na clínica, a evolução no  seu discurso e conversas, até sua higiene pessoal. Também é importante  verificar a qualidade do sono dele, como o mesmo esta reagindo ao  tratamento, como esta o seu comportamento quando junto a outras pessoas.&lt;/div&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um  dos fatores também analisados antes da alta do paciente é se ele ainda  possui alucinações e a freqüência em que acontecem as crises. Segundo  Marielle, “os indícios de sentimentos suicidas e homicidas são os mais  analisados. Nenhum médico quer dar alta para um paciente, e logo depois  aparecer a notícia de que ele cometeu suicídio ou atentou contra a vida  de uma outra pessoa.”&lt;/div&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Geralmente, os pacientes da Clínica  Neuro-Pisiquiátrica ficam internados entre três e seis meses. “Os  internos são inteligentes e possuem capacidade suficiente para produzir e  conviver na sociedade após o tratamento. Eles conseguem conviver com o  sofrimento mental, o difícil é conviver com a indiferença e o  preconceito que enfrentam logo que saem” concluiu Marielle.&lt;/div&gt;&lt;span class="texto"&gt; &lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/GpXpi7nIJBs&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/GpXpi7nIJBs&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;b&gt;Movimento antimanicomial&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O  Movimento Antimanicomial, também conhecido como Luta Antimanicomial, se  refere a um processo organizado de transformação dos serviços  psiquiátricos, relacionados a uma série de eventos políticos nacionais e  internacionais. A campanha tem o dia 18 de maio como data de celebração  no calendário brasileiro.&lt;/div&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde 2001 o número de leitos em  hospitais caiu de 51 mil para 35 mil e as residências terapêuticas com  regime aberto eram 85 agora são 563 ao total. Nos séculos passados,  quando ainda não havia controle de saúde mental, a loucura era uma  questão privada, onde as famílias eram responsáveis por seus membros  portadores de transtorno mental.&lt;/div&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o passar dos anos, começou  então a discussão e luta pela implantação de serviços de saúde mental no  Brasil. Foi quando surgiram as primeiras instituições, no ano de 1841,  na cidade do Rio de Janeiro, que era um abrigo provisório. Somente agora  no final do século XX é que a militância por serviços humanizados  conseguiu as primeiras implantações de Centros de Atenção Psicossocial,  os CAPS.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Texto da redatora do programa Cristiane Andrade. &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-2815093704959312301?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/2815093704959312301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/08/programa-liga-band-saude-mental-no.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/2815093704959312301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/2815093704959312301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/08/programa-liga-band-saude-mental-no.html' title='Programa A Liga (Band): A saúde mental no Brasil'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TFq7-IIvFAI/AAAAAAAAAho/GIJmqPRbi_I/s72-c/A-Liga-Band.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-4287941234033746279</id><published>2010-07-22T19:21:00.000-07:00</published><updated>2010-07-22T19:21:09.647-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='juliano moureira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esquizofrenia'/><title type='text'>Arthur Bispo do Rosário - 50 anos na Colônia Juliano Moreira (RJ)</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CMayko%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;o:smarttagtype name="metricconverter" namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TEj8I2-exmI/AAAAAAAAAhk/A4iqK1lThHQ/s1600/bispo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TEj8I2-exmI/AAAAAAAAAhk/A4iqK1lThHQ/s200/bispo.jpg" width="180" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Arthur Bispo do Rosário perambulou numa delicada região entre a realidade e o delírio, a vida e a arte. Na tentativa de seguir passos e pistas, também eu (autora Luciana Hidalgo) peregrinei nessa estrada. E muitas vezes deixei-me perder no labirinto de bispo. O que dizer de um homem internado em um hospício do subúrbio carioca durante quase 50 anos, tido como louco que um dia seria celebrado como artista em exposições internacionais? A biografia de ator bispo do Rosário mistura fragmentos que ora se encaixam ora se estranham.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Colar pedaços desse mundo foi uma serie de achados e perdidos. Quis saber mais sobre Arthur Bispo do Rosário, o homem por trás do artista e do esquizofrênico-paranóico diagnosticado pela psiquiatria. Procurei o cidadão brasileiro, ex-marinheiro e pugilista, eleitor e trabalhador. Investiguei impressões digitais, registros policiais, documentos, prontuários médicos. Deparei com a boa vontade de fontes e esbarrei na memória fraca do país. Resultado: as pegadas de Bispo surgem e desaparecem numa seqüência de altos e baixos.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Internado na Colônia Juliana Moreira, em Jacarepaguá, de &lt;st1:metricconverter productid="1939 a" w:st="on"&gt;1939 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 1989, entre idas e vindas, ele construiu um universo de miniaturas. A obra, inspirado por anjos e pela virgem Maria, seria apresentada ao Todo-Poderoso no dia do Juízo Final. Ele nunca quis ser um artista. A viagem estética de Arthur Bispo do Rosário era uma missão ditada por seres do além. Quando alguém perguntava sobre sua origem, Bispo desviava: era um enviado dos céus, um Cristo, o próprio. E arriscava: &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;- Um dia eu simplesmente apareci no mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Respeitei a versão de Bispo, mas fui até Japaratuba, uma pequena e simpática cidade do Sergipe. No empoeirado livro de batistério da igreja local, acabei encontrando o registro do pequeno Arthur, batizado aos três meses, em 05 de outubro de 1909. Suspirei aliviada num primeiro momento, orgulhei-me da descoberta, para só então compreender o protagonista desta história. Arthur Bispo do Rosário um dia apareceu no mundo e compôs uma trajetória tão peculiar que dados biográficos por vezes esvaem-se entre verdades e fantasias. Ele viveu num mundo paralelo&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;O que os médicos classificariam como delírios místicos Bispo traduziria como designos da fé. Uma devoção que resultou em quase mil obras. Seu mundo particular, feito em parte da sucata do hospício, seria um dia catalogado como obra de arte. E Arthur Bispo do Rosário? Um artista plástico, que representaria o Brasil num dos maiores eventos internacionais de artes plásticas, a Bienal de Veneza, na Itália, em 1955. Nessa ocasião, estimou-se em R$ 318.000 o valor do seguro de 143 peças de Bispo. E centros como o Georges Pompidou, de Paris, e o Whitney Museum, de Nova York, solicitaram suas obras para exposições.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Diante de tão singular trajetória, recolhi-me à insignificância da jornalista diante do biografado e me permiti compor esta quase biografia de Arthur Bispo do Rosário. Conversei com as pessoas das famílias Leoni e Bonfim, que lhe deram guarida fora do manicômio. Ouvi a história de Rosângela Maria, a estagiária de psicologia que conseguiu atender Bispo nos anos 80 e por quem ele nutriu um carinho especial. Foi à única terapeuta que Bispo deixou entrar. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;O foco está no cotidiano da Colônia Juliano Moureira, um baú de reminiscências psiquiátricas que servem como pano de fundo para o personagem principal. Bispo driblou eletrochoques, lobotomias e remédios, impõe-se como xerife do núcleo Ulisses Vianas e fez do asilo suas trincheiras. Orquestrou &lt;b&gt;&lt;i&gt;assemblagens, &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;e estandartes e objetos no silêncio da clausura. Desfiou o próprio uniforme do hospício para seus bordados e escreveu sem descanso. Ele precisava das palavras escritas, por isso trechos do seu manuscrito abrem cada capítulo, com o devido respeito à grafia original. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;A triste face da loucura encarcerada me tirou o sono de início. Até o dia em que alguém me disse: - Não se incomode, afinal, isso aqui é um hospício. – Mandei a lógica às favas e embarguei nos sonhos e pesadelos de uma instituição como essa. Confesso que até agora é difícil entender como Bispo foi capaz de erguer um império de formas e cores amarradas à rotina do asilo. Ele não coube nessa paisagem árida, deixando se perder e achar no labirinto que ele mesmo criou e no qual me aventurei para tentar encontrá-lo. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b&gt;LUCIANA HIDALGO&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;Livro: Arthur Bispo do Rosario: o senhor do labirinto&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-4287941234033746279?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/4287941234033746279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/07/arthur-bispo-do-rosario-50-anos-na.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/4287941234033746279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/4287941234033746279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/07/arthur-bispo-do-rosario-50-anos-na.html' title='Arthur Bispo do Rosário - 50 anos na Colônia Juliano Moreira (RJ)'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TEj8I2-exmI/AAAAAAAAAhk/A4iqK1lThHQ/s72-c/bispo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-5686516586187132969</id><published>2010-07-18T07:28:00.001-07:00</published><updated>2010-07-18T07:28:47.093-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hpj'/><title type='text'>Poesias de um morador da longa permanência</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CMARCEL%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;FICO A ESPERAR&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Às vezes entristeço meu coração, mas logo vem a alegria. Solidão lá fora, na noite faz frio, ao pensar no meu passado. Mas logo a alegria chega e mais me alegra meu coração. Digo eu: “nem tudo está perdido, outro dia virá”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Penso eu, nunca é tarde para conquistar tudo de bom: paz, saúde, alegria e felicidade. Nada como um dia de hoje e de manhã que pertence a Deus. A alegria chegará. A vida é curta e passageira. A esperança nunca morre. Amar e viver, sofrer não. Felicidade sim.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;AMOR&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Naquela rua mora um anjo com quem vivo a sonhar&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Olho a rua não te vejo, amor que me faz brilhar&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Jasmim morena, uma flor de amor cheirosa&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quero com você estar, amor&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Onde está?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A noite fico só, sentindo esse amor&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Falta do amor que perdi&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Aurora traz de volta...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-5686516586187132969?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/5686516586187132969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/07/poesias-de-um-morador-da-longa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/5686516586187132969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/5686516586187132969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/07/poesias-de-um-morador-da-longa.html' title='Poesias de um morador da longa permanência'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-4353473322216883926</id><published>2010-06-28T19:30:00.000-07:00</published><updated>2010-06-28T19:30:38.711-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='serviço residencial terapêutica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reforma psiquiátrica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desinstitucionalização'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caps'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hpj'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='srt'/><title type='text'>A Longa Permanência Hospitalar  e os caminhos da desinstitucionalização.</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CMayko%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;o:smarttagtype name="metricconverter" namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;o:smarttagtype name="PersonName" namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}p	{mso-margin-top-alt:auto;	margin-right:0cm;	mso-margin-bottom-alt:auto;	margin-left:0cm;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TClaYaqh63I/AAAAAAAAAhU/Df2W8ceTFCk/s1600/casa.gif" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="178" src="http://2.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TClaYaqh63I/AAAAAAAAAhU/Df2W8ceTFCk/s200/casa.gif" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Inserida em campo de estágio há um ano e meio trabalhando com usuários de longa permanência do Hospital Psiquiátrico em Jurujuba - Niterói - tenho refletido e pensado a respeito dos trabalhos, projetos terapêuticos e os novos rumos da desinstitucionalização no contexto da Reforma Psiquiátrica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Fazendo um balanço desde o movimento dos Trabalhadores &lt;st1:personname productid="em Saúde Mental" w:st="on"&gt;em Saúde Mental&lt;/st1:personname&gt;&amp;nbsp; na década de 70, no fortalecimento do MNLA (Movimento Nacional de Luta Antimanicomial) e,&amp;nbsp; principalmente, o importante projeto de Lei&amp;nbsp; em &lt;st1:metricconverter productid="2001, a" w:st="on"&gt;2001, a&lt;/st1:metricconverter&gt; Lei 10216, um marco no âmbito da Reforma Psiquiátrica, é inegável os avanços e as conquistas nesse sentido. Graças&amp;nbsp; ao fortalecimento dos movimentos sociais e às próprias demandas dos trabalhadores da Saúde Mental por uma psiquiatria mais democrática e práticas menos segregadoras é que a atual configuração da Reforma Psiquiátrica se direciona para o encerramento dos leitos psiquiátricos e avanço na lógica da atenção e do cuidado no território. &lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas infelizmente ainda existe uma parcela ou uma pequena parcela, se é que poderíamos falar assim, morando em hospitais psiquiátricos. Seja porque não contam mais com suporte familiar (são os "esquecidos" no hospital à época do manicômio), seja porque não é possível viver com tais parentes ou porque não tem benefício social (suporte financeiro) até porque muitos deles não têm nenhum documento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diante disso ficam as perguntas intrigantes: Como trabalhar na lógica contrária dos manicômios em relação&amp;nbsp; a esses moradores? Como construir uma nova realidade antimanicomial no cotidiano desses moradores mesmo estando eles ainda dependentes dos muros do hospital?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse aspecto CAPS, equipe interdisciplinar, psiquiatra, o próprio hospital se unem para construir&amp;nbsp; projetos terapêuticos singulares que visam&amp;nbsp; a possível saída desses moradores para uma residência terapêutica ou, quem sabe, o retorno às famílias.&amp;nbsp; Estive analisando vários prontuários com moradores do hospital, aonde me encontro atualmente estagiando, e constatei que&amp;nbsp; existem projetos terapêuticos para cada um deles. Percebi que há esforço enorme da equipe em trabalhar esse morador para uma saída do dos muros da instituição.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É bastante progressista quando a gente vê na prática a forma de se lidar com o louco mesmo ele morando no hospital. Eles circulam pelo HPJ o tempo todo. As celas fortes já não existem mais. Há um respeito por parte dos funcionários, mesmo até aquele vigilante&amp;nbsp; contratado&amp;nbsp; que conversa e o chama pelo nome, talvez entendendo, de alguma forma, o trabalho que a equipe faz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em outro momento relatarei meu último ano de estágio no HPJ contando as histórias do meu diário de campo, é claro, sempre preservando a identidades desses sujeitos. Outro dia participei de uma festa junina justamente no quintal da Longa Permanência, em que todos que estavam no hospital foram convocados a participar. Equipe e usuários juntos&amp;nbsp; dançando ao som do DJ em uma animada festa. Olhei aquele espetáculo e pensei: "Sou da geração que vi a&amp;nbsp; psiquiatria renovada e inflama meu coração saber que no passado essa mistura de&amp;nbsp; psicólogo, estagiários, médicos, diretores embalados no forró com usuários não seria possível". Não que não existam contradições, perspectivas e práticas segregadoras nos hospitais, em geral, mas&amp;nbsp; de fato mudanças significativas no tratamento aos loucos ocorreram.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A principal crítica que se faz&amp;nbsp; no novo contexto da Reforma Psiquiátrica não é está em si, mas no enxugamento das Políticas Sociais&amp;nbsp; no Estado Neoliberal. Temos de estar atento ao rebatimento da questão social na saúde mental também. Como falar em reabilitação psicossocial em uma sociedade "desabilitadora"? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como vamos caminhar&amp;nbsp; em uma perspectiva de autonomia do portador de transtorno mental tentando assegurar-lhe igualdade conseguindo emprego, se o desemprego&amp;nbsp; assola nossa sociedade? Habitação é um direito de cidadania e o que o Estado tem feito para as classes populares e aí, me refiro também aos loucos, no sentido de garanti-lhes o direito à habitação?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os Serviços Residenciais Terapêuticos serão sempre insuficientes enquanto não se combater a questão central, a meu ver, nesse processo: A Questão Social. Aquele sujeito que deambula pelas ruas numa crise aguda pego pela ambulância e levado para o hospital, sem família, sem história, será um forte candidato à longa permanência hospitalar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não devemos deixar de considerar o sofrimento mental em si, a psicose grave que está ali e que precisa de uma intervenção médica. Da mesma maneira, o nosso olhar sobre&amp;nbsp; sofrimento psíquico pode estar pautado numa visão mais "psi", ou seja, esse sujeito teve uma infância e uma criação conflituosa e pode ter desenvolvido uma esquizofrenia, independente de que classe social pertença. Mas jamais podemos deixar de considerar os problemas sociais como, também, constitutivos do sofrimento mental.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por Marcelle Trindade (estudante da Escola de Serviço Social da UFRJ e autora desse blog)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-4353473322216883926?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/4353473322216883926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/06/longa-permanencia-hospitalar-e-os.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/4353473322216883926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/4353473322216883926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/06/longa-permanencia-hospitalar-e-os.html' title='A Longa Permanência Hospitalar  e os caminhos da desinstitucionalização.'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TClaYaqh63I/AAAAAAAAAhU/Df2W8ceTFCk/s72-c/casa.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-513986206828143320</id><published>2010-06-27T17:48:00.000-07:00</published><updated>2010-06-27T17:48:27.433-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conferência nacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='encontro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='luta antimanicomial'/><title type='text'>1º Encontro Nacional de Estudantes Antimanicomiais</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TCfvU4INtvI/AAAAAAAAAhQ/gMXt3uO9BFA/s1600/Eneama.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TCfvU4INtvI/AAAAAAAAAhQ/gMXt3uO9BFA/s640/Eneama.JPG" width="528" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ewSGdargqpE&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ewSGdargqpE&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=102441321"&gt;COMUNIDADE NO ORKUT &lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="color: #333399;"&gt;&lt;b style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;Informações&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #3333ff; font-size: medium;"&gt;&lt;a href="http://enema.org/" rel="nofollow" target="_blank"&gt;eneama.org&lt;/a&gt;@&lt;a href="http://gmail.com/" rel="nofollow" style="color: #3333ff;" target="_blank"&gt;gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-513986206828143320?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/513986206828143320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/06/1-encontro-nacional-de-estudantes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/513986206828143320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/513986206828143320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/06/1-encontro-nacional-de-estudantes.html' title='1º Encontro Nacional de Estudantes Antimanicomiais'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TCfvU4INtvI/AAAAAAAAAhQ/gMXt3uO9BFA/s72-c/Eneama.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-8842534486056188207</id><published>2010-06-25T05:14:00.000-07:00</published><updated>2010-06-25T05:14:13.627-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conferência nacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><title type='text'>IV Conferência Nacional de Saúde Mental - Brasília</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TCSdaQ-qTJI/AAAAAAAAAhM/yKo9l-kSjb8/s1600/banner_ivconferencia.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TCSdaQ-qTJI/AAAAAAAAAhM/yKo9l-kSjb8/s200/banner_ivconferencia.jpg" width="133" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As Conferências de Saúde são fundamentais para a  construção democrática das políticas públicas do Sistema Único de Saúde.  A Saúde Mental já realizou três conferências setoriais, que produziram  importantes deliberações que têm subsidiado a Política Nacional de Saúde  Mental.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira conferência foi realizada em 1987, no esteio  da VIII Conferência de Saúde (1986), marco histórico na construção do  SUS. A segunda, ocorrida em 1992, foi inspirada em outro marco histórico  para o campo da saúde mental, a Conferência de Caracas (1990), que em  reunião dos países da região, definiu os princípios para a  Reestruturação da Assistência Psiquiátrica nas Américas. Já a terceira  conferência aconteceu em 2001, ano em que foi aprovada a Lei 10.216, que  trata dos direitos das pessoas com transtornos mentais e reorienta o  modelo assistencial em saúde mental, na direção de um modelo comunitário  de atenção integral. A III Conferência teve especial importância para  impulsionar a Política Nacional de Saúde Mental, sobretudo com o  respaldo da lei federal. &lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nestes quase 10 anos do processo de Reforma Psiquiátrica  sob vigência da lei, o SUS ampliou significativamente a rede de  serviços extra-hospitalares e reduziu leitos em hospitais psiquiátricos  com baixa qualidade assistencial, lugar de constantes violações de  direitos humanos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Governo Lula, estas mudanças foram intensificadas e o  cenário da atenção em saúde mental no país teve mudanças radicais: em  2002 havia 424 Centros de Atenção Psicossocial, que representavam  cobertura de 22% da população, e atualmente são 1467 serviços, com 60%  de cobertura assistencial. Neste período foi criado, por lei federal, o  Programa de Volta para Casa, para egressos de longas internações  psiquiátricas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje são 3.445 beneficiários, que recebem o  auxílio-reabilitação psicossocial de R$ 420,00. Além disto, há inúmeras  outras ações e serviços de atenção em saúde mental: ações de saúde  mental na Estratégia Saúde da Família, 860 ambulatórios, 2.600 leitos em  hospitais gerais, 550 residências terapêuticas, 393 experiências de  geração de renda (projeto Saúde Mental e Economia Solitária, que  beneficia cerca de 6.000 usuários), 51 centros de convivência, entre  outros. O governo federal criou também a Política de Atenção Integral a  Usuários de Álcool e outras Drogas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;br /&gt;Neste cenário, a intersetorialidade é um dos  principais desafios colocados à atenção em saúde mental. Com a  consolidação da reorientação do modelo assistencial, a necessidade de  ampliação da garantia de direitos das pessoas com transtornos mentais e a  intensa discussão da cidadania como princípio ético das políticas  voltadas para este campo, é fundamental a articulação de diversas  políticas sociais. A Saúde Mental tem destacado como parceiros  privilegiados a Secretaria Especial de Direitos Humanos, o Ministério do  Desenvolvimento Social, o Ministério da Justiça, o Ministério da  Cultura, o Ministério da Educação e o Ministério do Trabalho. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="__ss_4611375" style="width: 477px;"&gt;&lt;strong style="display: block; margin: 12px 0pt 4px;"&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/mtbqueiroz/iv-cnsm-4611375" title="Iv cnsm"&gt;Iv cnsm&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;object height="510" id="__sse4611375" width="477"&gt;&lt;param name="movie" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/doc_player.swf?doc=ivcnsm-100625065807-phpapp02&amp;amp;stripped_title=iv-cnsm-4611375" /&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"/&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"/&gt;&lt;embed name="__sse4611375" src="http://static.slidesharecdn.com/swf/doc_player.swf?doc=ivcnsm-100625065807-phpapp02&amp;amp;stripped_title=iv-cnsm-4611375" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="477" height="510"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div style="padding: 5px 0pt 12px;"&gt;View more &lt;a href="http://www.slideshare.net/"&gt;documents&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://www.slideshare.net/mtbqueiroz"&gt;mtbqueiroz&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-8842534486056188207?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/8842534486056188207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/06/iv-conferencia-nacional-de-saude-mental.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/8842534486056188207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/8842534486056188207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/06/iv-conferencia-nacional-de-saude-mental.html' title='IV Conferência Nacional de Saúde Mental - Brasília'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TCSdaQ-qTJI/AAAAAAAAAhM/yKo9l-kSjb8/s72-c/banner_ivconferencia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-436911721899791739</id><published>2010-06-10T07:24:00.000-07:00</published><updated>2010-06-10T07:24:25.662-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conferência nacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UERJ'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><title type='text'>IV Conferência Estadual de Saúde Mental - Intersetorial do Rio de Janeiro</title><content type='html'>De 11 a 13 de junho de 2010 será realizada a IV Conferência Estadual de Saúde Mental - Intersetorial Rio de Janeiro - na Uerj.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;PROGRAMAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;DA IV CONFERËNCIA  ESTADUAL DE SAÚDE MENTAL – INTERSETORIAL DO RIO DE JANEIRO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;11/06/2010  (Sexta-feira)&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;10:00 às 16:00&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;– Recepção e  Credenciamento das Delegações&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;12:00 às 13:30&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;– Almoço&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;14:00 às 15:00 –&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;Leitura do  Regulamento Interno para a IV Conferência Estadual de Saúde Mental –  Intersetorial&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;15:00 às 17:30&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;– Plenária de  eleição dos Delegados à IV Conferência Nacional de Saúde – Intersetorial&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;17:30 às 18:00&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;– Coffee Break&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;18:00 às 19:00 –&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;Mesa de Abertura&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 36pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Symbol;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;·&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Secretaria Estadual  de Saúde e Defesa Civil&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 36pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Symbol;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;·&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;UERJ&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 36pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Symbol;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;·&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Conselho Estadual de  Saúde (Sr. Fernando Goulart ou outro designado)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 36pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Symbol;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;·&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Coordenador da Área  Técnica de Saúde Mental – SESDEC (Dr. Marcos Gago)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 36pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Symbol;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;·&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Comissão Organizadora  da IV Conferência Estadual de Saúde – Intersetorial&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 36pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Symbol;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;·&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ministério da Saúde&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 36pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Symbol;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;·&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Conselho Nacional de  Saúde&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 36pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Symbol;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;·&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Governo do Estado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 36pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Symbol;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;·&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;COSEMS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 36pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Symbol;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;·&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Secretaria Estadual  de Assistência Social e Direitos Humanos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 36pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Symbol;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;·&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Secretaria de  Assistência Social e Direitos Humanos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 36pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Symbol;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;·&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Secretaria de Estado  de Administração Penitenciária&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 36pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Symbol;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;·&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Secretaria de Estado  de Turismo, Esporte e Lazer&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 36pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Symbol;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;·&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Secretaria de Estado  de Governo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 36pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Symbol;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;·&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Secretaria de Estado  de Trabalho e Renda&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 36pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Symbol;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;·&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Secretaria de Estado  de Educação&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 36pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Symbol;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;·&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Secretaria de Estado  de Cultura&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;19:00 às 21:00&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;- Mesa Redonda do  Eixo I “Saúde Mental e Políticas de Estado: Pactuar Caminhos  Intersetoriais”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 36pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Symbol;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;·&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Coordenação: Conselho  Estadual de Saúde do Rio de Janeiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 72pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Conselheiro Estadual  de Saúde&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 36pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Symbol;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;·&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;1º Debatedor:  Representante do segmento gestor&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 72pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Pedro Gabriel Delgado (Coordenador Nacional de  Saúde Mental-MS)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 36pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Symbol;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;·&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;2º Debatedor:  Representante do segmento profissional&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 72pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Paulo Amarante  (ENSP-FIOCRUZ)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 36pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Symbol;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;·&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;3º Debatedor:  Representante do segmento usuário&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 72pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Edvaldo da Silva Nabuco (Núcleo Estadual do  MNLA)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 36pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Symbol;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;·&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;4º Debatedor:  Representante do segmento Intersetorialidade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 72pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ricardo Manuel dos  Santos Henriques (SEASDH-RJ)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;21:00 às 22:00&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;– Coquetel de  Abertura&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 72pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Show com o Grupo  Harmonia Enlouquece&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;12/06/2010 (Sábado)&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;08:00 às 10:00&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;– Mesa Redonda do  Eixo II “Consolidar a Rede de Atenção Psicossocial e fortalecer os  movimentos sociais”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 36pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Symbol;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;·&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Coordenação:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 72pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Marcos Gago  (Coordenador Estadual de Saúde Mental-SESDEC-RJ)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 36pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Symbol;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;·&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;1º Debatedor:  Representante do segmento gestor&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 72pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Sandra Fagundes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 36pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Symbol;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;·&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;2º Debatedor:  Representante do segmento profissional&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 72pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Benilton Bezerra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 36pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Symbol;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;·&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;3º Debatedor:  Representante do segmento usuário&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 72pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Fernando Goulart (CES / usuário)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 36pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Symbol;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;·&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;4º Debatedor:  Representante do segmento Intersetorialidade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 72pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Maria Christina de  Menezes (SETRAB)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;10:00 às 12:00&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;– Mesa Redonda do  Eixo III “Direitos Humanos e cidadania como desafio ético e  intersetorial”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 36pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Symbol;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;·&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Coordenação:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 72pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Reneza Rocha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 36pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Symbol;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;·&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;1º Debatedor:  Representante do segmento gestor&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 72pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Décio de Castro Alves (Secretário Municipal de  Saúde de Santo André-SP)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 36pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Symbol;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;·&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;2º Debatedor:  Representante do segmento profissional&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 72pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Eduardo Passos (Grupo  Tortura Nunca Mais)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 36pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Symbol;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;·&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;3º Debatedor:  Representante do segmento usuário&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 72pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Milton Freire&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 36pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Symbol;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;·&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;4º Debatedor:  Representante do segmento Intersetorialidade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt 5pt 72pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Lizyane Chaves  (Procuradora MP-Trabalho)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;12:00 às 13:30&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;– Almoço&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;14:00 às 18:00&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;– Grupos de Trabalho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;18:00 às 18:30&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;– Coffee Break&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;18:30 às 21:00&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;– Grupos de Trabalho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;13/06/2010 (Domingo)&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;08:30&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;às 10:00 -&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Plenária de  homologação dos Delegados à IV Conferência Nacional de Saúde Mental –  Intersetorial&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;10:00&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;às 12:00 -&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Plenária final -  Apresentação da relatoria dos Grupos de Trabalho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;12:00 às 13:30 -&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Almoço&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;14:00 às 16:00-&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Continuação da&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;plenária final -  Apresentação da relatoria dos Grupos de Trabalho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 5pt 0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Encerramento&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Para maiores informações e documentos acesse o link da SESDEC&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;a href="http://www.saude.rj.gov.br/iv-conferencia-estadual-de-saude-mental-intersetorial"&gt;http://www.saude.rj.gov.br/iv-conferencia-estadual-de-saude-mental-intersetorial&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0pt;"&gt;Em Defesa do SUS!&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0pt;"&gt;Em Defesa da Reforma Psiquiátrica Democrática e  Antimanicomial.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0pt;"&gt;Mais informações no blog do &lt;a href="http://saudementalnauerj.blogspot.com/"&gt;NEPS/UERJ&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-436911721899791739?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/436911721899791739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/06/iv-conferencia-estadual-de-saude-mental.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/436911721899791739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/436911721899791739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/06/iv-conferencia-estadual-de-saude-mental.html' title='IV Conferência Estadual de Saúde Mental - Intersetorial do Rio de Janeiro'/><author><name>Paulista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15481928622102778832</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-6275600972410732449</id><published>2010-06-05T14:35:00.000-07:00</published><updated>2010-06-06T17:10:49.999-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='seminário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UFRJ'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='encontro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UERJ'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='serviço social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UFF'/><title type='text'>I Encontro Estadual de Serviço Social e Saúde Mental e II Seminário Uerj de Serviço Social e Saúde Mental</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Saúde Mental e Atenção Psicossocial:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;trabalho e formação para um novo modelo de cuidado em Saúde Mental&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TAqyj0sgSzI/AAAAAAAAAf0/Nwyq6r7uk_Q/s1600/DSC00935.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TAqyj0sgSzI/AAAAAAAAAf0/Nwyq6r7uk_Q/s400/DSC00935.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Prof. Marco José Duarte (FASSO/UERJ) e também do blog &lt;a href="http://saudementalnauerj.blogspot.com/"&gt;Saúde Mental e Atenção Psicossocial na UERJ.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TAq2CICOicI/AAAAAAAAAf4/SWUmRcmz4gI/s1600/DSC00934.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TAq2CICOicI/AAAAAAAAAf4/SWUmRcmz4gI/s400/DSC00934.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Prof. José Augusto Bisneto (ESS/UFRJ)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Ao lado do meu orientador em monografia e Professor de Prática Profissional em Saúde Mental.Orgulho-me muito&amp;nbsp; da minha formação&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TAq6e9bNOmI/AAAAAAAAAf8/jMQ1JDfL3NE/s1600/DSC00938.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TAq6e9bNOmI/AAAAAAAAAf8/jMQ1JDfL3NE/s400/DSC00938.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Após horas de debate, pausa para o almoço. Na mesa A Social Cintia e as estagiárias do CAPS AD Niterói, eu e Melissandi do Hosp Psiq. em Jurujuba e Beatriz do CAPS Adulto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TAq_E1wHNOI/AAAAAAAAAgE/ejSwWr3ubYM/s1600/DSC00949.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TAq_E1wHNOI/AAAAAAAAAgE/ejSwWr3ubYM/s320/DSC00949.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;Eu (Hosp. Psiq. Jurujuba) e Helisa (CAPS AD) representando os estudantes da UFRJ no encontro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TArAOOZQN4I/AAAAAAAAAgI/nj5e6nfBU2A/s1600/DSC00933.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TArAOOZQN4I/AAAAAAAAAgI/nj5e6nfBU2A/s400/DSC00933.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;No debate Prof Erimaldo Nicácio e Prof. Eduardo MourãoVasconcelos (ESS/UFRJ), Prof. AS Conceição Maria (CRESS-RJ) e Prof. Marco José Duarte (FASSO/UERJ).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-6275600972410732449?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/6275600972410732449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/06/i-encontro-estadual-de-servico-social-e.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/6275600972410732449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/6275600972410732449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/06/i-encontro-estadual-de-servico-social-e.html' title='I Encontro Estadual de Serviço Social e Saúde Mental e II Seminário Uerj de Serviço Social e Saúde Mental'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/TAqyj0sgSzI/AAAAAAAAAf0/Nwyq6r7uk_Q/s72-c/DSC00935.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-7554231551779820221</id><published>2010-05-29T17:59:00.000-07:00</published><updated>2010-05-29T17:59:25.948-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desinstitucionalização'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='serviço social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='18 de maio'/><title type='text'>Desinstitucionalização e suas práticas práticas cotidianas. Parte 2</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CMarcelle%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;o:smarttagtype name="PersonName" namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #292526; font-size: 11.5pt;"&gt;Na tentativa de criar algumas estratégias de superação dos manicômios, a legislação brasileira instituiu serviços substitutivos, que devem ser inseridos na rede de saúde mental de cada município. Entre esses serviços, estão ações de Saúde Mental na atenção básica, leitos em hospitais gerais, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), residências terapêuticas e centros de cooperativa e convivência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #292526; font-size: 11.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;Para acompanhar a primeira parte &lt;a href="http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/05/desinstitucionalizacao-e-suas-praticas.html"&gt;CLIQUE AQUI. &lt;/a&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #292526; font-size: 11.5pt;"&gt;A residência terapêutica é uma moradia para ex-internos de hospitais psiquiátricos que não possuem mais vínculos familiares, ou para as quais esses vínculos são insuportáveis, e, por isso, não teriam onde morar. Segundo a psicóloga Cristiane Knijnik (CRP 05/39275), que trabalha com essas residências no município de Paracambi, não há um modelo padronizado, pois, em cada caso, uma nova forma pode ser criada. “As residências terapêuticas são inexplicáveis e é por isso que elas são bacanas. Elas são para isso mesmo, para inventarmos sempre uma nova maneira de morar”.&lt;o:p&gt; &lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: #292526; font-size: 11.5pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #292526; font-size: 11.5pt;"&gt;Segundo a legislação, nas residências terapêuticas podem viver, no máximo, oito ex-internos. Essas moradias são mantidas pela prefeitura do município com a verba anteriormente destinada ao leito no hospital, além de receberem incentivos do Ministério da Saúde para sua implantação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #292526; font-size: 11.5pt;"&gt;Os usuários de saúde mental residentes nesses espaços são acompanhados por cuidadores, que os ajudam a restabelecer seus vínculos sociais. “Cada cidade do Brasil tem suas especificidades, mas, em Paracambi, temos cuidadores que são pessoas da comunidade e que ajudam esses moradores a cuidarem de uma casa. Por exemplo, há uma história de uma senhora que viveu só no campo antes de ser internada no hospital. Por isso, ela não conhece o dinheiro. Então, ela precisava de um reconhecimento mínimo das notas para poder sair e tivemos que mostrar a ela”, diz Cristiane.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #292526; font-size: 11.5pt;"&gt;Outro serviço substitutivo aos manicômios são os CAPS, espaços em que pessoas em sofrimento psíquico são acolhidas e cuidadas, a partir de uma equipe multiprofissional. Alguns dos princípios fundamentais se concretizam em ações dirigidas aos familiares,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #292526; font-size: 11.5pt;"&gt;no comprometimento com a construção de projetos de inserção social, através do trabalho,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #292526; font-size: 11.5pt;"&gt;lazer e exercício dos direitos civis, e no fortalecimento dos laços comunitários.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #292526; font-size: 11.5pt;"&gt;Os CAPS são classificados em I, II ou III, definidos por ordem crescente de porte, complexidade e abrangência populacional. Essas instituições possuem ainda duas variações de acordo com a demanda dos usuários: os CAPS-ad atendem dependentes de álcool e outras drogas e os CAPSi são destinados a crianças e adolescentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #292526; font-size: 11.5pt;"&gt;No entanto, não basta haver a legislação para que a Reforma Psiquiátrica seja implementada. Os profissionais que atuam na área chamam a atenção para a necessidade de comprometimento dos gestores e trabalhadores de Saúde Mental para que esses serviços representem, de fato, uma mudança. “As prefeituras constroem esses processos, mas, muitas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #292526; font-size: 11.5pt;"&gt;vezes, não conseguem compreender a lógica desses serviços e os transformam &lt;st1:personname productid="em mini-manicômios. Então" w:st="on"&gt;em mini-manicômios. Então&lt;/st1:personname&gt;, verifica-se que há dificuldade para a implementação de políticas públicas emancipatórias. Estas dificuldades são históricas, porque é um tema sempre ligado ao processo de produção de uma cultura da exclusão”, coloca Patrícia Dorneles.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #292526; font-size: 11.5pt;"&gt;Nesse contexto, torna-se central o trabalho multiprofissional, a conscientização desses profissionais e uma formação que aponte para a importância da Reforma. “É importante entender que política pública não se faz só com os recursos e implementação das estruturas. Ela também deve ser feita com o compromisso ético dos profissionais que se inserem nela através dos concursos públicos. O que falta também é compreensão e formação dos técnicos para atuarem nos serviços substitutivos para implementar, de fato, a Reforma Psiquiátrica na sua região”, afirma Patrícia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #292526; font-size: 11.5pt;"&gt;Por outro lado, é importante que haja uma maior valorização, pelo poder público, do trabalho &lt;st1:personname productid="em Saúde Mental. Lula" w:st="on"&gt;em Saúde  Mental. Lula&lt;/st1:personname&gt; Wanderley aponta para uma precarização desse trabalho. “Hoje, a Saúde Mental nas grandes cidades brasileiras é desorganizada. Não temos, por exemplo, um plano para a Saúde Mental do Rio de Janeiro. A desorganização do Sistema de Saúde do Rio começa com os baixíssimos salários que fazem com que a equipe de um CAPS não dure mais que dois ou três anos. Sem uma equipe estável e duradoura, é impossível acolher e suportar o sofrimento, ponto de partida para a construção de uma clínica capaz de perceber os fatos e construir as metas”, diz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #292526; font-size: 11.5pt;"&gt;Por fim, além dos gestores e profissionais, é importante destacar a participação dos próprios usuários na Reforma Psiquiátrica. Essas pessoas que viveram anos em hospitais psiquiátricos possuem uma rica experiência e podem compartilhar sua vivência para a construção de novos modelos de atendimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #292526; font-size: 11.5pt;"&gt;Cristiane Knijnik levanta como exemplo a demanda desses usuários por mais espaço para exercício de sua liberdade. “Houve uma pesquisa com usuários em uma cidade do Sul e a resposta deles foi: ‘Isso (a desinstitucionalização) é bom porque, quando eu quero comer, eu como, quando eu quero dormir, eu durmo, quando eu quero sair, eu saio’. Então, a questão central para eles é a liberdade. Eu sempre escuto isso deles: o que muda é poder, em alguma medida, cuidar da sua própria vida, e não delegar a outro que cuide dela”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #292526; font-size: 11.5pt;"&gt;&lt;b&gt;Fonte: Jornal do CRP/RJ &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-7554231551779820221?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/7554231551779820221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/05/desinstitucionalizacao-e-suas-praticas_29.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/7554231551779820221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/7554231551779820221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/05/desinstitucionalizacao-e-suas-praticas_29.html' title='Desinstitucionalização e suas práticas práticas cotidianas. Parte 2'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-46679507683569026</id><published>2010-05-25T04:53:00.000-07:00</published><updated>2010-05-25T04:54:18.653-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conferência nacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reforma psiquiátrica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><title type='text'>Abaixo-Assinado: À Comissão Organizadora da IV Conferência Nacional de Saúde Mental - Intersetorial:</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S_u5-7G99lI/AAAAAAAAAfw/yGRpNbURsdo/s1600/saude_mental.gif" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="160" src="http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S_u5-7G99lI/AAAAAAAAAfw/yGRpNbURsdo/s200/saude_mental.gif" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Destinatário&lt;/b&gt;:  ivconferencia.ms@saude.gov.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio de Janeiro, 24/05/2010 &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;À Comissão Organizadora da IV Conferência Nacional de Saúde Mental -  Intersetorial,&lt;br /&gt;a/c do Presidente da IV CNSM &lt;br /&gt;Dr. Pedro Gabriel Delgado&lt;br /&gt;c/c para Secretaria Executiva do Conselho Nacional de Saúde&lt;br /&gt;Sra. Rozangela Camapum&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com profunda preocupação com o desenrolar do processo de construção e  de organização da Conferência Estadual de Saúde Mental do Rio de Janeiro  que os Trabalhadores de Saúde Mental vêm, através deste documento,  denunciar sérios acontecimentos que estão colocando em risco a  realização de uma Conferência Estadual democrática, transparente e  representativa. As irregularidades vão se somando sem que esteja sendo  possível um retorno à legalidade, e chegamos agora ao ponto de pedir à  Comissão Organizadora da Conferência Nacional de Saúde Mental -  Intersetorial a verificação dessas irregularidades e a possibilidade de  operacionalizar uma mediação no andamento da Conferência Estadual de  Saúde Mental do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Considerando o Art.2º do Capítulo II do regimento da IV CNSM, que afirma  que: A IV Conferência Nacional de Saúde Mental Intersetorial terá  abrangência nacional e ocorrerá em etapas, nos âmbitos municipal e/ou  regional, estadual e nacional, deduzimos que tanto as etapas municipais  quanto a etapa Estadual estão submetidas e terão que se adequar ao  Regimento da IV CNSM, pois são etapas de uma só Conferência. Entretanto,  a Comissão Organizadora da Conferência Estadual do RJ (CO-RJ), liderada  pelo Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (CES-RJ), tem  conduzido o processo como se gozasse de total autonomia para decidir  sobre sua realização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por orientação da CO-RJ, foram realizadas etapas regionais mesmo em  municípios que haviam feito suas Conferências Municipais, contrariando o  Regimento da IV CNSM que em seu artigo Art.5º do Capitulo II, da  Realização, diz: § 1º Os Municípios que não realizarem as suas  Conferências Municipais poderão, em caráter extraordinário, realizar  Conferências Regionais de Saúde Mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contrariando o mesmo Regimento que declara no CAPÍTULO II - DA  REALIZAÇÃO – Art. 4º § 1º: Os delegados dos Estados para a etapa  nacional serão indicados nas respectivas Etapas Estaduais, foram eleitos  delegados nas etapas regionais já investidos da condição de delegados  para a Conferência Nacional, sem que sua eleição tenha sido feita na  etapa Estadual, que sequer ainda se realizou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consciente da ilegitimidade em que se encontrava, o CES-RJ realizou uma  reunião extraordinária no dia 21 de maio de 2010 para aprovação de outro  Regimento e outro Regulamento para a etapa Estadual da IV Conferência.  Os trabalhadores de saúde mental foram testemunhar essa plenária. Apesar  de nossa insistência, não foi, em momento algum, nos dado direito à  fala. Tentamos através de alguns conselheiros sensíveis às nossas  argumentações defender algumas propostas. Em muitas vezes, nos vimos  obrigados a nos colocar, mesmo sob protestos inflamados da mesa  diretora, presidida pelo Sr. Orany Francisco Araujo Sobrinho, que nos  refutava sempre aos berros e com o microfone em punho, não nos dando o  direito de resposta e nos ameaçando de sermos retirados da sala por  seguranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta plenária do CES, foram decididas as transferências de diversos  artigos do Regulamento da etapa Estadual para o Regimento da mesma, com o  objetivo explícito de evitar o debate político sobre eles, já que só o  Regulamento tem necessidade de ser aprovado tão logo seja iniciada a  Conferência de SM. Esse artifício da Plenária do CES, na pessoa do Sr.  Orany (proponente dessa idéia), também fere o Regimento da IV CNSM,  CAPÍTULO III - DO TEMÁRIO OFICIAL E RELATORIA, que deixa claro em seu  artigo 10º: A metodologia específica da IV Conferência Nacional de Saúde  Mental – Intersetorial será explicitada no regulamento interno, com o  objetivo de propiciar participação ampla e democrática de todos os  segmentos representados na Conferência e a obtenção de um produto final  que contribua para o alcance dos seus objetivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi transferido do regulamento para o regimento o artigo que versa sobre  a eleição dos delegados para a nacional. Para a CO-RJ, que registrara  em seu ‘primeiro regimento’, revisto na plenária do CES do dia 21/05/10,  a finalidade de apenas homologar na etapa estadual os delegados ‘já  eleitos para nacional’ nas etapas regionais, a exigência de eleição será  cumprida de forma meramente burocrática, já que visa a realizar a  eleição para a nacional no início da Conferência estadual, logo após a  plenária de abertura. Este procedimento irregular, além de impedir que a  eleição reflita as discussões sobre os temas e eixos da Conferência, já  que seria feita antes destas discussões, reduz a eleição a uma mera  homologação e finge atender às exigências da Comissão Organizadora  Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, trabalhadores de saúde mental, defendemos que apenas após a  observação e avaliação da cada um dos delegados na defesa de suas teses,  através dos diferentes espaços coletivos de discussão, é possível fazer  uma escolha consciente e elegê-los para representar o estado do Rio na  Conferência Nacional. Só ao fim de uma conferência fica claro o que cada  um pensa, como cada um se coloca frente ao que pensa, e quanta coragem  tem e demonstra ter para defender as idéias que representam o pacto  coletivo. Essa posição não contraria a possibilidade de que delegados  que foram eleitos nas etapas regionais, mesmo que de forma equivocada, e  que sejam realmente representativos, tenham sua eleição reiterada, e  dessa vez de forma legítima.  Estamos em um processo democrático e todos  nós devemos estar dispostos a submeter nossos nomes à consulta, para  que seja fidedigna nossa representatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo ponto que gostaríamos que fosse revisto é o Art. 19º do  regulamento da CESM, que também será transferido para o regimento. Este  artigo diz que os grupos de trabalho apresentarão propostas a partir do  Documento-Base, resultante da Consolidação das Conferências Regionais.  Entretanto, foi explicitado pela CO-RJ que não serão possíveis inclusões  de novas propostas além das já registradas no documento-base. Vale  registrar que este documento foi montado a partir de uma síntese dos  relatórios das regionais, solicitados as pressas às respectivas  comissões organizadoras e que, portanto, não contempla o conjunto das  propostas aprovadas em quaisquer das regionais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consideramos exigível que seja permitida a discussão e inclusão de novas  propostas nos grupos, para posterior aprovação em plenária. Três razões  principais avalizam essa idéia:&lt;br /&gt; Muitas propostas importantes que foram aclamadas em plenárias  regionais não foram incluídas nos resumos/sínteses;&lt;br /&gt; Tivemos conhecimento de que em algumas conferências regionais as  propostas foram apenas lidas, não sendo permitido nenhum destaque e sem  que tenha sido realizada qualquer votação pela plenária para a aprovação  das mesmas;&lt;br /&gt; Parece-nos que se não houver novas propostas, a CESM se reduzirá à  condição de uma comissão para rever as propostas das CMSM e CRSM,  contrariando o regimento da CNSM que explicita em seu Artigo 6º do  CAPÍTULO II - DA REALIZAÇÃO – A Etapa Estadual terá por objetivo  analisar a situação estadual sobre saúde mental, acrescido das propostas  aprovadas nas Conferências Municipais e/ou Regionais, e elaborar  propostas para o Estado e União, [grifo nosso]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda em relação às propostas, a CO-RJ transferiu para o regimento o  artigo 23º § 1º (que integrava o seu regulamento) que diz: A proposta  que não sofrer destaque nos grupos de trabalho, estará aprovada pelo  Grupo e será apresentada à plenária final. Este artigo não contém a  palavra VOTADA, o que nos permite supor que a proposta sem destaque nos  grupos será apenas apresentada e automaticamente aprovada na plenária  final, da mesma maneira que ocorreu em algumas regiões, como por  exemplo, na etapa regional da região Metropolitana I B (Baixada  Fluminense).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro ponto que precisa ser revisto é a maneira como está definida a  participação dos convidados, dos observadores e dos ouvintes para a IV  CESM. Em uma manobra da mesa diretora da Plenária do CES para aprovação  do ‘novo’ Regimento e Regulamento, os observadores - que sequer existiam  na versão anterior do regimento - se tornaram convidados da própria  Comissão Organizadora, e a possibilidade de haver ouvintes não foi  sequer mencionada. Parece-nos que uma Conferência que se quer  democrática e que esteja discutindo políticas públicas não deveria  obstar a participação de ouvintes e observadores, mantendo sua  transparência e condição pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto a destacar: não é possível garantir que os convidados e os  observadores colaborarão para a riqueza do debate se a área técnica de  saúde mental da Secretaria de Estado de Saúde não puder participar da  escolha dos mesmos. A Equipe Técnica de SM do Estado não tem conseguido  interferir nas decisões da CO-RJ. Consideramos imprescindível que a  Conferência seja acompanhada pela equipe técnica de Saúde Mental do  Estado em sua concepção, formulação, organização e execução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Munidos da programação da IV CESM também nos deparamos com vários  problemas graves. Citamos dois:&lt;br /&gt;1. A Conferência será recheada de mesas redondas e só haverá 4 (quatro)  horas para o debate e conseqüente elaboração de propostas nos Grupos de  Trabalho;&lt;br /&gt;2. Foi aumentado para 56 (cinqüenta e seis) o número de delegados  “natos” do CES-RJ para a Conferência Estadual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a situação se mantiver como está, não há necessidade de se realizar  uma Conferência, pois nós não vamos fazer propostas, não vamos debater  propostas e nem eleger nenhum delegado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por todos esses motivos, o Movimento de Trabalhadores de Saúde Mental do  Rio de Janeiro, decidido em garantir que se realize uma Conferência  Estadual de Saúde Mental democrática e profícua, considera  imprescindível não apenas a tomada de conhecimento, por parte da  Comissão Organizadora da IV CNSM-I, como também a tomada de uma posição,  aquela que esta Comissão julgar mais adequada e apropriada a uma  situação de tamanha gravidade, irregularidade e ilegalidade, seja para  acompanhar e mediar a etapa Estadual da IV Conferência de Saúde Mental  no caso em que esse acompanhamento e essa mediação possam mudar  significativamente o cenário atual e fazer um retorno à legalidade  democrática, seja para tomar outras providências que se lhe afigurem  cabíveis no caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No aguardo de uma posição da Comissão Organizadora da IV Conferência  Nacional de Saúde Mental, subscrevemo-nos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cordialmente,&lt;br /&gt;&lt;b&gt;MOVIMENTO DOS TRABALHADORES DE SAÚDE MENTAL DO RIO DE JANEIRO&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.abaixoassinado.org/assinaturas/assinar/6202"&gt;&lt;b style="color: red;"&gt;&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt; ASSINE ESTE ABAIXO - ASSINADO &amp;lt;&amp;lt;&amp;lt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-46679507683569026?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/46679507683569026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/05/abaixo-assinado-comissao-organizadora.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/46679507683569026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/46679507683569026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/05/abaixo-assinado-comissao-organizadora.html' title='Abaixo-Assinado: À Comissão Organizadora da IV Conferência Nacional de Saúde Mental - Intersetorial:'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S_u5-7G99lI/AAAAAAAAAfw/yGRpNbURsdo/s72-c/saude_mental.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-4433095878392898837</id><published>2010-05-22T18:09:00.000-07:00</published><updated>2010-05-22T18:09:54.121-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reforma psiquiátrica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desistitucionalização'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='18 de maio'/><title type='text'>18 de maio de 2010 na Cinelânida - RJ - Dia Nacional da Luta Antimanicomial</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S_h0z0ir-qI/AAAAAAAAAfg/azkt0-NHC2g/s1600/DSC00856.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S_h0z0ir-qI/AAAAAAAAAfg/azkt0-NHC2g/s400/DSC00856.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Dr. Paulo Amarante e eu. Todos juntos na luta antimanicomial&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S_h3HcjlHvI/AAAAAAAAAfk/X6rNi0_9amw/s1600/DSC00820.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S_h3HcjlHvI/AAAAAAAAAfk/X6rNi0_9amw/s320/DSC00820.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Por uma sociedade sem manicômios!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S_h5kZbh1nI/AAAAAAAAAfo/kLsrZEW8LTs/s1600/DSC00824.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S_h5kZbh1nI/AAAAAAAAAfo/kLsrZEW8LTs/s320/DSC00824.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Bloco Loucura Suburbana&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S_h7qSpRbfI/AAAAAAAAAfs/ygWWk3dx98c/s1600/DSC00822.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S_h7qSpRbfI/AAAAAAAAAfs/ygWWk3dx98c/s320/DSC00822.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Bloco Tá Pirando, Pirado, Pirou - Pinel&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-4433095878392898837?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/4433095878392898837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/05/18-de-maio-de-2010-na-cinelanida-rj-dia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/4433095878392898837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/4433095878392898837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/05/18-de-maio-de-2010-na-cinelanida-rj-dia.html' title='18 de maio de 2010 na Cinelânida - RJ - Dia Nacional da Luta Antimanicomial'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S_h0z0ir-qI/AAAAAAAAAfg/azkt0-NHC2g/s72-c/DSC00856.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-2892543047584783445</id><published>2010-05-22T07:42:00.000-07:00</published><updated>2010-05-22T07:44:36.139-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='serviço social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desistitucionalização'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='18 de maio'/><title type='text'>Desinstitucionalização e suas práticas práticas cotidianas. Parte 1</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao longo dos séculos , os chamados "loucos" foram vistos de formas diferentes em cada sociedade. Na Modernidade, passou a predominar&amp;nbsp; a ideia de que essas pessoas em sofrimento psíquico deveriam ser afastadas do convívio social, pois representariam um risco à sociedade e a si mesmas. Essa mentalidade fez parte&amp;nbsp;de um projeto higienista de segregação de tudo o que era estranho pelos padrões identificados como normais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ao longo do tempo , este projeto ganha força científica e legitima a internação como método de assistência em saúde mental. Essa assistência vai mostrando seus resultados&amp;nbsp; e seu principal efeito colateral: o esquecimento&amp;nbsp; e o abandono dessa população. Assim, cada vez mais, os loucos são afastados do convívio social e a loucura encarcerada em grande s e sinistras instituições.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nas últimas décadas, no entanto, muitos passaram a questionar essse modelo que construiu barreiras ao convívio social dos loucos - barreiras essas representadas pelos próprios muros dos hospitais psiquiátricos. Assim novas propostas foram surgindo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;No Brasil, o movimento que propunha a extinção dos hospitais psiquiátricos ganhou contornos específicos em 1987, com criação do Movimento Nacional de Luta Antimanicomial(MNLA). O MNLA foi resultado da organização dos trabalhadores e Saúde Mental, que propunham a reformulação do modelo assistencial e reorganização dos serviços da área, privilegiando as equipes multiprofissionais, o atendimento fora do hospital e, principalmente, um outro lugar ao que nos parece estranho, para que esse não fosse mais higienizado e afastado dos olhos da sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;O MNLA foi um marco tão importante que até hoje, em 18 de maio, data da sua criação, é comemorado o Dia Nacional de Luta Antimanicomial. Esse movimento foi fundamental, por exemplo, para que o projeto da Reforma psiquiátrica fosse transformado em lei em 2001( lei 10216).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Hoje , intensifica-se na luta antimanicomial um perspectiva que vai para além da desospitalização, propondo uma transformação na forma de a sociedade se relacionar com a loucura. Nesse sentido, é importante que os usuários de saúde mental possam ocupar a rua, envolver-se nas atividades da cidade, trabalhar, produzir cultura etc., oo que exige uma grande transformação no imaginário social e nas formas de relações sociais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;A ideia é que esses sujeitos não sejam vistos a partir de sua doença, ou mesmo como doentes, mas como pessoas que amam, sofrem, sentem alegria , estudam, trabalham, divertem-se- enfim, vivem.Por outro lado, é preciso garantir políticas públicas que proporcionem a autonomia desses cidadãos, de forma que passem de objetos de um saber científico, ou seja, de doentes, a sujeitos de sua existência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;É nessa diretriz que muitos psicólogos e outros trabalhadores da Saúde Mental&amp;nbsp; vêm atuando na área.&amp;nbsp; A Reforma psiquiátrica é uma proposta de, inicialmente, substituir os manicômios por outros serviços, a partir da percepção de&amp;nbsp;que as instituições totais, além de abandonar sem nenhum cuidado os internos, trancafiando pessoas, privando do convívio social e violando os direitos humanos, pro~põem um modelo de cidade e&amp;nbsp;sociedade em que é reservado apenas um sentido para a loucura, a doença mental. Sendo assim, a&amp;nbsp;Reforma Psiquiátrica é também uma aposta ético- política que não serestringe a melhoria das condições de vida dos loucos&amp;nbsp; e ,sim, contrução cotidiana de outros sentidos para a loucura, desinstitucionalização de práticas&amp;nbsp;de cuidado e desnaturalização de formas de morar, comer, conversar, viver.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Estamos&amp;nbsp; em um processo histórico ligado às lutas sociais, aos direitos humanos , e um coisa importante é avançarmos numa sociedade mais justa, mais igualitária, mais solidária. A estrutura e a história do manicômio&amp;nbsp; não servem, para&amp;nbsp; um processo de emancipação da sociedade como um todo, não possibilitam cura nem reabilitação, não contribuem para a promoção de saúde&amp;nbsp; e qualidade de vida", explica&amp;nbsp;Patricia Dorneles, terapeuta ocupacional da UFRJ.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Para a psicóloga Neli Maria Castro de Almeida, do Innstituto Franco Baságlia, a manutenção do modelo hospitalocêntrico no Brasil ocasionou um quadro de cuidado precário. "&amp;nbsp;A continuidade&amp;nbsp; prolongada da forma de cuidar desconectada da possibilidade de cidadania mais ampla acabou&amp;nbsp; construindo um isolamento muito pesado para um segmento importante da população em situação de sofrimento psíquico. Daí a importância de pensar estratégias capazes de superar esses modelos".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro ponto importante é que os manicômios representam um modelo de tutela em que as pessoas em sofrimento psíquico são colocadas como incapazes. "Em Saúde Mental, trabalhamos com fatos e metas. Buscamos a construção de autonomia paranossos clientes. Essa autonomia se divide, como uma luz&amp;nbsp; que passa&amp;nbsp; em um prisma, em duas: a autonomia social é a que possibilita a alguém circular pela cidade e se colocar culturalmente. A autonomia diante da dor é aquela&amp;nbsp; que o habilita&amp;nbsp; a criar mecanismos de defesa perante as crises, aprender a se conduzir, descobrir seus limites, descobrir seus limites&amp;nbsp; e pedir ajuda. As internações sucessivas acabam por destruir essa expressão de liberdade. Esse é o fato, a meta é não internar", declara o médico e artista&amp;nbsp;Lula Wanderley, diretor do Espaço aberto ao Tempo.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Fonte: Jonal do CRP/RJ.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-2892543047584783445?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/2892543047584783445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/05/desinstitucionalizacao-e-suas-praticas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/2892543047584783445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/2892543047584783445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/05/desinstitucionalizacao-e-suas-praticas.html' title='Desinstitucionalização e suas práticas práticas cotidianas. Parte 1'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-8165345014105099829</id><published>2010-05-18T20:10:00.000-07:00</published><updated>2010-05-18T20:10:57.017-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memória da loucura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='benefícios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='luta antimanicomial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teatro'/><title type='text'>Cachaça Cinema Clube - Sessão a favor da luta antimanicomial (19 de maio)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S_NVF7wusnI/AAAAAAAAAfE/EhuasVq8MHg/s1600/filipeta.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S_NVF7wusnI/AAAAAAAAAfE/EhuasVq8MHg/s400/filipeta.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesta quarta-feira, 19 de maio de 2010, será exibida uma sessão de curtas-metragens a favor da luta antimanicomial no Cinema Odelon Petrobras. As entradas custam R$ 12 (inteitra) e R$ 6 (meia)e o cinema fica localizado na Praça Floriano, nº7, na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro. As sessões serão iniciadas a partir de 21h.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A loucura, em verdade, não existe. É uma construção     social que vem se transformando através dos séculos, reveladora     dos instrumentos disciplinares e controladores disponíveis. Forjando     limites para sua "existência" e "ausência",     a razão então afirma-se como instituição de poder. &lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que existe, sim, é o sofrimento mental. E este, mesmo no ano de     2010, século XXI, ainda é cercado de tabus e preconceitos.     Na sociedade capitalista e excludente em que vivemos, o indivíduo     que foge ao padrão produtivo imposto explicita e denuncia as  contradições     existentes. E aí segrega-se o doente mental, excluído sob a     categoria de "louco".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para romper esses preconceitos, em defesa da inclusão social, em     respeito às diferenças e humanização do tratamento     mental, surge, em 1987, um movimento por uma Reforma Psiquiátrica     no Brasil. E dia 18 de maio é o marco do movimento, o Dia Nacional     da Luta Antimanicomial.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em homenagem a esta data e a esta luta, o Cachaça Cinema Clube  repete     a experiência de 2006 e realiza, no dia 19 de maio, uma sessão     inteiramente dedicada à discussão sobre saúde mental.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Material Bruto, de Ricardo Alves Jr. é um manifesto pela poética     e expressão própria da loucura, realizado com pacientes da     rede pública de saúde mental de Belo Horizonte. Filmado dentro     de um manicômio judiciário na Bahia, o documentário A     casa dos mortos, da antropóloga Débora Diniz, choca e emociona     ao acompanhar a trajetória de três pacientes-detentos, narrada     por um poema de autoria de um deles. Um filme para fortes.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para completar, exibiremos filmes realizados pela TV Pinel, TV  comunitária     produzida por usuários, funcionários e técnicos do Instituto     Philippe Pinel, desde1996. Com bom humor e senso crítico, os  pacientes     constroem um discurso televisivo sobre a sua própria condição,     estabelecendo novas esferas de expressão e participação     social, discutindo a publicização da loucura e de seu tratamento.     E entretendo bastante também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Destaques&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Príncipe do fogo, filme de Silvio Da-Rin de 1984, resgata a  história     dos manicômios judiciários, ao registrar os últimos dias     de vida de Febrônio Índio do Brasil, o primeiro brasileiro a     ser recolhido nesse tipo de instituição. Febrônio, nos     anos 20 e 30, ganhou "fama" por cometer crimes hediondos, e passou     58 anos de sua vida internado em um hospício.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;E, já que algumas das mais profundas considerações feitas     sobre o tema nos são bastante próximas, exibiremos clipes surpresas     de belíssimas canções populares sobre a loucura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Com a exibição dos curtas:&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;- &lt;b&gt;Material bruto&lt;/b&gt;, de Ricardo  Alves Jr., 2007, 16'&lt;br /&gt;- &lt;b&gt;A casa dos mortos&lt;/b&gt;, de Débora Diniz,  2009, 24'&lt;br /&gt;- &lt;b&gt;Príncipe do fogo&lt;/b&gt;, de Silvio Da-Rin, 1984, 11'&lt;br /&gt;+ filmes  surpresa da TV Pinel&lt;br /&gt;+ show da banda Sequelândia&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Mais informações: &lt;/b&gt;http://www.cachacacinemaclube.com.br/&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-8165345014105099829?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/8165345014105099829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/05/cachaca-cinema-clube-sessao-favor-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/8165345014105099829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/8165345014105099829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/05/cachaca-cinema-clube-sessao-favor-da.html' title='Cachaça Cinema Clube - Sessão a favor da luta antimanicomial (19 de maio)'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S_NVF7wusnI/AAAAAAAAAfE/EhuasVq8MHg/s72-c/filipeta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-8389390625764963425</id><published>2010-05-18T05:08:00.000-07:00</published><updated>2010-05-18T05:08:16.107-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paulo delgado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lei 10.216'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reforma psiquiátrica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='luta antimanicomial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caps'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='18 de maio'/><title type='text'>Dia 18 de Maio - Dia Nacional da Luta Antimanicomial</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S_Hfxi1c__I/AAAAAAAAAe4/oEqyk6cdxiA/s1600/luta+antimanicomial.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S_Hfxi1c__I/AAAAAAAAAe4/oEqyk6cdxiA/s200/luta+antimanicomial.jpg" width="140" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Movimento  Nacional da Luta Antimanicomial surgiu no final da década de 1980 e  esse ano completa seus 30 anos. Construido à partir de uma articulação  entre profissionais de saúde, estudantes, usuários dos serviços de saúde  mental, familiares e movimentos sociais, o MNLA, que surgiu em  Bauru-SP, vem se consolidando a cada ano e expandindo sua atuação por  todo o país. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesses árduas anos de luta, alguns avanços foram  feitos, como por exemplo a Lei Paulo Delgado (2001) que define os  parâmetros da Reforma Psiquiatrica, bem como a constituição da Rede  Internúcleos, que organiza o movimento nas diveras localidades do país,  considerando as diferenças regionais e as demandas emergencias, nunca  perdendo de vista a sua palavra de ordem "Por uma Sociedade Sem  Manicômios". &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O MNLA reinvindica, além da efetivação da Reforma  Psiquiátrica, a construção de um modelo de saúde Mental substitutivo, em  detrimento das práticas manicomias. Uma rede composta por Centros de  Atenção Psicosocial (CAPS), leitos psiquiátricos em hospitais gerais,  prontos socorro psiquiátricos, e que acima de tudo, preze pela  integração da equipe multidisciplinar e a humanização dos serviços de  saúde mental.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Preza-se também pela acessibilidade do serviço a todos que  dele necessitam, pela participação da família no processo dos cuidados,  da intervenção direta na comunidade e especialmente pela resignificação  da loucura.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Dia Nacional da Luta Antimanicomial é repleto de debates e  mobilizações. Somando às mobilizações que vem acontecendo em torno do  processo de realização da IV Conferência Nacional de Saúde Mental,  conquistada a partir da Marcha dos Usuários à Brasília.&amp;nbsp; Contamos mais uma vez com a participação de todos e todas para a  celebração de mais um 18 de maio repleto de beleza, alegria e  criatividade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acompanhe as comemorações do Dia Nacional da Luta Antimanicomial na Cinelândia - Rio de Janeiro/RJ &lt;a href="http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/05/18-de-maio-na-cinelandia-participe.html"&gt;CLICANDO AQUI&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;15:00 - Esquenta: Grupo Pirei na Cenna -30´&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border: medium none; line-height: 150%; padding: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; - Coletivo Carnavalesco Tá  Pirando Pirado Pirou - 30´&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border: medium none; line-height: 150%; padding: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Bloco Carnavalesco Loucura  Suburbana - 30´&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border: medium none; line-height: 150%; padding: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;  &amp;nbsp;&amp;nbsp; - Abertura:&amp;nbsp; Zé Tonhão (ator Rafael Carvalho) &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border: medium none; line-height: 150%; padding: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;16:30 - Chama: Cancioneiros do IPUB - 30´&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border: medium none; line-height: 150%; padding: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;16:45 - Chama: Chacal – 15’ &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border: medium none; line-height: 150%; padding: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;17:00 - Chama: Harmonia Enlouquece - 30´&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border: medium none; line-height: 150%; padding: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;17:30 - Chacal – 15’ &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border: medium none; line-height: 150%; padding: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;17:45 - Exibição TV Pinel -&amp;nbsp; 20’&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border: medium none; line-height: 150%; padding: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;18:05 - Chicas 30’&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border: medium none; line-height: 150%; padding: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border: medium none; line-height: 150%; padding: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;Deixe nos comentários os locais de comemorações, palestras e protestos na sua cidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-8389390625764963425?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/8389390625764963425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/05/dia-18-de-maio-dia-nacional-da-luta.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/8389390625764963425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/8389390625764963425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/05/dia-18-de-maio-dia-nacional-da-luta.html' title='Dia 18 de Maio - Dia Nacional da Luta Antimanicomial'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S_Hfxi1c__I/AAAAAAAAAe4/oEqyk6cdxiA/s72-c/luta+antimanicomial.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-4033352348668587363</id><published>2010-05-17T17:15:00.000-07:00</published><updated>2010-05-17T17:15:31.624-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='loucura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reforma psiquiátrica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caps'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><title type='text'>Portaria dos Centros de Atenção Psicossocial e suas falhas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S_HbxJBIBZI/AAAAAAAAAe0/aueqAcULB08/sa%C3%BAde%20mental.gif" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="166" src="http://2.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S_HbxJBIBZI/AAAAAAAAAe0/aueqAcULB08/sa%C3%BAde%20mental.gif" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com certeza o sistema de saúde mental pública não está garantindo os  direitos legítimos dos ex-pacientes psiquiátricos e pacientes  psiquiátricos, sem dúvida a lei 10216 não está sendo cumprida, como  tenho mostrado aqui frequentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e a portaria dos CAPS? O  governo e os gestores de saúde mental estão mantendo os CAPS de acordo  com a Lei?&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que não há psiquiatras o suficiente nos CAPS.  Mas o incrível é que os políticos estão cumprindo a&amp;nbsp;Portaria dos CAPS, pelo menos na maioria dos casos.  Apesar de que, na prática, a desassistência é geral. O problema é que a  Portaria dos CAPS não está de acordo com a Lei 10216.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Complexo... interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É  que a portaria dos CAPS estabelece como necessário um psiquiatra apenas  para o CAPS I e para o CAPS II.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Portaria diz: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A  equipe técnica mínima para atuação no CAPS II, para o atendimento de 30  (trinta) pacientes por turno, tendo como limite máximo 45 (quarenta e  cinco) pacientes/dia, em regime intensivo, será composta por:&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;a -  01 (um) médico psiquiatra;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;b - 01 (um) enfermeiro com formação  em saúde mental;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A equipe técnica mínima para atuação no CAPS  III, para o atendimento de 40 (quarenta) pacientes por turno, tendo como  limite máximo 60 (sessenta) pacientes/dia, em regime intensivo, será  composta por:&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;a - 02 (dois) médicos psiquiatras;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;b - 01  (um) enfermeiro com formação em saúde mental.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é  que na prática isso não atende as necessidades dos usuários de CAPS. Um  único psiquiatra em um CAPS II (ou mesmo CAPS I) não pode estar presente  todos os dias da semana. Muito menos dois psiquiatras dariam conta de  um CAPS 24 horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo não poderia garantir o direito direito  essencial dos usuários de saúde mental registrado na lei 10216:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;V  - ter direito à presença médica, em qualquer tempo, para esclarecer a  necessidade ou não de sua hospitalização involuntária;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em  resumo: quem fez essa Portaria que define e estabelece diretrizes para o  funcionamento dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) sequer  conhecia a situação da saúde mental. Ou então não queria respeitar a Lei  10216. Ou será que fez isso de propósito?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Texto publicado no blog &lt;a href="http://pacientepsiquiatrico.blogspot.com/"&gt;Paciente Psiquiátrico&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-4033352348668587363?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/4033352348668587363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/05/portaria-dos-centros-de-atencao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/4033352348668587363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/4033352348668587363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/05/portaria-dos-centros-de-atencao.html' title='Portaria dos Centros de Atenção Psicossocial e suas falhas'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S_HbxJBIBZI/AAAAAAAAAe0/aueqAcULB08/s72-c/sa%C3%BAde%20mental.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-8615357797915287609</id><published>2010-05-15T15:21:00.000-07:00</published><updated>2010-05-15T15:21:41.839-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='serviço social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='assistente social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><title type='text'>15 de Maio - Dia do Assistente Social</title><content type='html'>Vídeo produzido em 2010 pelo Conjunto CFESS-CRESS em comemoração ao 15 de maio, dia do/a Assistente Social, com o tema "Trabalho Com Direitos, Pelo Fim da Desigualdade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/sb_bH1L0xf0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/sb_bH1L0xf0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dica do blog do &lt;a href="http://saudementalnauerj.blogspot.com/"&gt;NEPS/UERJ&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-8615357797915287609?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/8615357797915287609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/05/15-de-maio-dia-do-assistente-social.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/8615357797915287609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/8615357797915287609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/05/15-de-maio-dia-do-assistente-social.html' title='15 de Maio - Dia do Assistente Social'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-6173009905098809289</id><published>2010-05-13T13:27:00.000-07:00</published><updated>2010-05-13T13:27:10.856-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='retratos da história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história da psiquiátria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reforma psiquiátrica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><title type='text'>Hospício a céu aberto. Parte 2</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CMayko%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}p	{mso-margin-top-alt:auto;	margin-right:0cm;	mso-margin-bottom-alt:auto;	margin-left:0cm;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S-xgIPL7zrI/AAAAAAAAAeY/HoKIA_3i3IA/s1600/loucura2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S-xgIPL7zrI/AAAAAAAAAeY/HoKIA_3i3IA/s200/loucura2.jpg" width="174" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns desses indivíduos, como o príncipe Obá, chegaram a alcançar uma invulgar notoriedade em que viveram. Castro Urso, por exemplo, foi um vendedor de bilhetes de loteria: doido caricato, muito feio e desajeitado, era frequentemente retratado nas folhas ilustradas do período. Emiliano, outro personagem desse tipo, tinha especial habilidade de imitar com a garganta o som de instrumentos de sopro e ruídos mecânicos. Era o que ele fazia nas ruas todo o tempo. Sua imitação de locomotiva era especialmente apreciada: valheu-lhe o apelido de Estrada- de -Ferro e até um contrato para realizar a sonoplastia no espetáculo teatral Viagem à roda do mundo, encenado com grande sucesso na Corte.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Praia Grande, descrito como manso e delirante, vivia de esmolas e da atenção carinhosa das quitandeiras. Circulava entre o Largo do Paço e o Cais do Porto e chegou a ser personagem central de uma outra farsa teatral, intitulada O Filósofo do cais e o Praia Grande, encenada do Teatro de São Pedro. Além de se tornarem personagens centrais de espetáculos do teatro ligeiro, vários deles, em especial, Oba, Natureza e Castro Urso, costumavam aparecer pessoalmente no alto de "carros e críticas" de sociedades carnavalescas capitaneadas por jornalistas, escritores e comerciantes, desfilando sua extravagância. Ao mesmo tempo em que podiam ser objeto de riso, prestavam-se às persistentes metáforas políticas e às críticas sociais encenadas pelas grandes sociedades carnavalescas em seus préstitos anuais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem por isso eles deixaram de preocupar certas parcelas específicas da sociedade. Na segunda metade do século XIX enquanto muitos personagens como estes perambulavam tranquilamente pelas ruas, a corporação médica começava a absorver os princípios de uma nova especialidade, já consolidada na Europa, mas ainda distante das praias brasileiras. O alienismo (nome que então se atribuía à medicina mental) ganhava corpo no Brasil, propondo ver a loucura como doença. Isto significa substituir a caridade que informava a antiga noção da "assistência" aos necessitados e permitia que loucos permanecessem em suas casas ou nas ruas, pelo confinamento "terapêutico". Protegia-se assim o doente e a sociedade, pois a loucura, dizia-se, tinha também um potencial de contágio.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nas últimas décadas do século XIX, no Rio de Janeiro da febre amarela, a idéia de uma epidemia de loucura funcionava como um eficiente antídoto contra o temor despertado pelas mudanças que se avizinhavam rapidamente. Reestruturar a polícia, organizar a cidade, higienizar a pobreza, isolar os loucos eram medidas que, juntas, configuravam um único sentido. Com a Proclamação da República, a concepção médica oficializou-se em uma ideologia de Estado, fortemente escorada na idéia de uma cientificidade fechada e inquestionável. Os hospícios proliferam por todo o país e o alienismo vê fortalecida sua abrangência e suas atribuições. Se a solução não chegava a ser um consenso, sem dúvida era o ponto de vista triunfante no início do século XX. Famílias entregavam seus "doidos" com um misto de vergonha e alívio (a primeira, causada pela teoria de que suas manifestações decorriam quase sempre de tendências hereditárias; a segunda, pela vã esperança de cura - ou, ao menos, de sigilo). Seja como for, a mudança de atitude é rápida e impressionante, desde o aparecimento do asilamento científico no país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Fonte: A Revista de História da Biblioteca Nacional&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-6173009905098809289?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/6173009905098809289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/05/hospicio-ceu-aberto-parte-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/6173009905098809289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/6173009905098809289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/05/hospicio-ceu-aberto-parte-2.html' title='Hospício a céu aberto. Parte 2'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S-xgIPL7zrI/AAAAAAAAAeY/HoKIA_3i3IA/s72-c/loucura2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-2078366198095297645</id><published>2010-05-10T18:39:00.000-07:00</published><updated>2010-05-10T18:39:35.587-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='retratos da história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história da psiquiátria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reforma psiquiátrica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><title type='text'>Hospício a céu aberto. Parte 1</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CMayko%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}p	{mso-margin-top-alt:auto;	margin-right:0cm;	mso-margin-bottom-alt:auto;	margin-left:0cm;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S-i0LsGV4EI/AAAAAAAAAeU/7KFB3MiYKpQ/s1600/nirvana2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S-i0LsGV4EI/AAAAAAAAAeU/7KFB3MiYKpQ/s200/nirvana2.jpg" width="107" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Leitores de velhos romances do século XIX encontram com relativa facilidade, personagens encerrados pelas próprias famílias em porões ou sótãos escuros. Mais frequentemente, aparecem mulheres que perderam o juízo em decorrência de episódio traumático, cuja revelação costuma conter a trava da trama. Tais livros dizem algo importante sobre a forma pela qual a loucura era vista e enfrentada naquele tempo: em primeiro lugar, algo que pertencia exclusivamente à esfera da razão- "delusões", perda de comunicação ou, por vezes, "furores" que tornavam a convivência social problemática.Trancafiar os dementes era a solução possível pra quem habitasse casarões senhoriais, com criados discretos&amp;nbsp;&amp;nbsp;e dedicados. Para&amp;nbsp;a maioria das famílias, porém, os loucos eram mantidos livres, em convivência com a vizinhança ou entregues à própria sorte. Sua presença nas ruas do RJ do século XIX foi amplamente descrita por médicos e cronistas de costume da corte imperial. &lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Podemos&amp;nbsp;seguir-lhes os passos, por exemplo, com&amp;nbsp;Mello Moraes Filho em seu curioso inventário dos&amp;nbsp;”tipos de rua" da cidade do século&amp;nbsp;XIX. O mais famoso deles&amp;nbsp;por certo era o príncipe de Obá II d'África, entre tantos mencionados.Para prosseguir com a realeza das ruas, havia ainda outro famoso&amp;nbsp;aristocrata negro, o príncipe Natureza -como era conhecido o negro Miguel, liberto falante e rebuscado, que se autobatizou “D. Miguer Manoer Pereira da Natureza, sová, Gorá, Vange".Tão popular que suas cômicas conferências chegaram a ser promovidas em teatros da região central por estudantes de direito, visando à obtenção de fundos para a sociedade Abolicionista.Talvez, sem saber, o príncipe Natureza foi responsável pela remissão de vários cativos.&amp;nbsp;Famoso era também um português&amp;nbsp;conhecido como Miguelista, cuja conduta escandalosa era, antes de tudo, motivo de risos e pândegas de molecada.Tinha de costume comum de embriagar-se&amp;nbsp; e o hábito (em todo caso incomum) de nessas circunstâncias, ficar completamente nu,batendo ruidosamente com as palmas das mãos nas próprias nádegas&amp;nbsp; a apregoar com toda força&amp;nbsp; dos pulmões: Vizinhas, estou na área!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Havia também, naturalmente, as mulheres. Maria Doida, mulata andarilha que vestia simultaneamente várias mudas de roupa para poupar-se&amp;nbsp;de carregar trouxa muito pesada, era estimada e cuidada pelos cariocas, a quem fazia rir (e corar, aos mais recatados) com suas tiradas inconvenientes ou obscenas. Nem tão engraçadas, outras figuras, como a Forte-Lida, causavam antes piedade e respeito: tratava-se&amp;nbsp;de uma viúva de meia idade e algumas posses que sem família que a cuidasse, perambulava pelas ruas sempre acompanhadas de uma escrava amarrada pelo pescoço. Outros personagens da mesma categoria incorporados à paisagem das ruas são descritos pelo nosso cronista. Como o Bolenga, crédulo na sua iminente sagração como bispo, ou seu colega, o padre Quelé, ex seminarista como ele, envergando batina, cujo notório entusiasmo onanista não impedia que fosse benquisto e reconhecido como um bom tocador de violão e cantor de Iundus, talentos que era frequentemente convidado a desempenhar mesmo em casas de família.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vale lembrar ainda o Policarpo, tido como homem íntegro e bom pai de família, músico da Capela Imperial durante os dias. Todas as noites, religiosamente do entardecer até meia-noite, caminhava com seu amigo Paiva no trajeto entre o passeio público e o Chafariz das Marrecas. Executavam todos os dias, nesse horário e percurso, uma mesma serenata cujo repertório se resumia a duas músicas repetidas obsessivamente, para torturados moradores das redondezas. Próximo ao local da exasperante serenata morava o famoso Chico Cambraia, louco familiar também apreciado pela sua maestria como cantor de Lundus, que vivia da caridade pública e residia precisamente na rua do Hospício-vizinhança que ao que tudo indica nunca o incomodou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Fonte: A Revista de História da Biblioteca Nacional&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;/b&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-2078366198095297645?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/2078366198095297645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/05/hospicio-ceu-aberto-parte-1.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/2078366198095297645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/2078366198095297645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/05/hospicio-ceu-aberto-parte-1.html' title='Hospício a céu aberto. Parte 1'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S-i0LsGV4EI/AAAAAAAAAeU/7KFB3MiYKpQ/s72-c/nirvana2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-1207502064668640170</id><published>2010-05-07T06:01:00.000-07:00</published><updated>2010-05-07T06:01:38.272-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='loucura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reforma psiquiátrica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caps'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='18 de maio'/><title type='text'>18 de maio na Cinelândia - Participe!</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CMayko%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:"Arial Narrow";	panose-1:2 11 5 6 2 2 2 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:647 0 0 0 159 0;}@font-face	{font-family:Cambria;	mso-font-alt:"Times New Roman";	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-line-height-alt:5.0pt;	mso-pagination:widow-orphan;	mso-hyphenate:none;	font-size:12.0pt;	font-family:Cambria;	mso-fareast-font-family:Cambria;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-font-kerning:.5pt;	mso-ansi-language:EN-US;	mso-fareast-language:AR-SA;}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;O&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt; dia 18 de maio é uma importante data para a sociedade, pois celebramos o Dia Nacional da Luta Antimanicomial.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;Foi um movimento, dentre outros, que fez parte da reforma psiquiátrica e que contribuiu para conquista da Lei 10.216 que busca consolidar uma mudança do modelo assistencial e garantir o acesso de todos ao tratamento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Todos os anos nesta data a TV Pinel  realiza intervenções em praças públicas, com objetivo de sensibilizar a  população, de uma forma geral para as questões da loucura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Este ano a TV  Pinel junto com o CRP-RJ e a Escola Nacional de Saúde Pública –  FIOCRUZ estão preparando um Show-ato no dia 18 de maio de 2010 na  Cinelândia de 15 às 19 horas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Adicione nos comentários o evento de sua cidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="__ss_4006007" style="width: 477px;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b style="display: block; margin: 12px 0pt 4px;"&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/mtbqueiroz/convite-18-de-maio" title="Convite 18 de maio"&gt;Convite 18 de maio&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;object height="510" id="__sse4006007" width="477"&gt;&lt;param name="movie" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/doc_player.swf?doc=convite18demaio-100507075216-phpapp01&amp;amp;stripped_title=convite-18-de-maio" /&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"/&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"/&gt;&lt;embed name="__sse4006007" src="http://static.slidesharecdn.com/swf/doc_player.swf?doc=convite18demaio-100507075216-phpapp01&amp;amp;stripped_title=convite-18-de-maio" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="477" height="510"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="padding: 5px 0pt 12px;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;View more &lt;a href="http://www.slideshare.net/"&gt;documents&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://www.slideshare.net/mtbqueiroz"&gt;mtbqueiroz&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Convidamos&amp;nbsp;a  sua instituição&amp;nbsp;para o Evento de 18 de maio&amp;nbsp;na Cinelândia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Obs:.  Para os Caps&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;b&gt;Convidamos o seu Caps para  colocar barraquinha na Cinelândia.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: inherit; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A organização  do evento não tem como arcar com nenhuma infra esse ano, sendo assim  caso seu Caps queira participar tudo ocorrerá por conta da instituição:  transporte, barraca, alimentação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A TV Pinel se  responsabilizará pela marcação da barraca e o ponto de luz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Caso  seu Caps queira participar favor dar a resposta até 10/05/2010, caso  contrário entenderemos que a resposta foi Não.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: inherit; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background: none repeat scroll 0% 0% white; font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Qualquer  dúvida favor entrar em contato comigo&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background: none repeat scroll 0% 0% white; 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font-family: inherit;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Roteiro de programação - 15 às 17 horas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background: none repeat scroll 0% 0% white; font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CMayko%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:"Arial Narrow";	panose-1:2 11 5 6 2 2 2 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:647 0 0 0 159 0;}@font-face	{font-family:Cambria;	mso-font-alt:"Times New Roman";	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-line-height-alt:5.0pt;	mso-pagination:widow-orphan;	mso-hyphenate:none;	font-size:12.0pt;	font-family:Cambria;	mso-fareast-font-family:Cambria;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-font-kerning:.5pt;	mso-ansi-language:EN-US;	mso-fareast-language:AR-SA;}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div style="border: 1pt solid black; margin-left: -22.5pt; margin-right: -9pt; padding: 1pt 0cm 1pt 4pt;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border: medium none; line-height: 150%; padding: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;15:15:00 - Esquenta: Grupo Pirei na Cenna -30´&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border: medium none; line-height: 150%; padding: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Coletivo Carnavalesco Tá Pirando Pirado Pirou - 30´&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border: medium none; 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line-height: 150%; padding: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;16:16:45 - Chama: Chacal – 15’ &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border: medium none; line-height: 150%; padding: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;17:17:00 - Chama: Harmonia Enlouquece - 30´&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border: medium none; line-height: 150%; padding: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;17:17:30 - Chacal – 15’ &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border: medium none; line-height: 150%; padding: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;17:17:45 - Exibição TV Pinel -&amp;nbsp; 20’&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border: medium none; line-height: 150%; padding: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;18:18:05 - Chicas 30’&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-1207502064668640170?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/1207502064668640170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/05/18-de-maio-na-cinelandia-participe.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/1207502064668640170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/1207502064668640170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/05/18-de-maio-na-cinelandia-participe.html' title='18 de maio na Cinelândia - Participe!'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-8454506345396366397</id><published>2010-05-05T14:46:00.000-07:00</published><updated>2010-05-05T14:46:56.932-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='manicômio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reforma psiquiátrica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filme'/><title type='text'>Documentário: A casa dos mortos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S-HmOtz92XI/AAAAAAAAAeQ/hDpXM1lwV8Y/s1600/Cartaz+Filme+A+casa+dos+mortos.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S-HmOtz92XI/AAAAAAAAAeQ/hDpXM1lwV8Y/s200/Cartaz+Filme+A+casa+dos+mortos.jpg" width="136" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Indicado pelo grupo de &lt;a href="http://saudementalnauerj.blogspot.com/"&gt;Saúde Mental na Uerj&lt;/a&gt;, o documentário "A casa dos mortos" relata o Manicômio Judiciário de Salvador. A antropóloga Débora Diniz, diretora do filme, ressalta o polêmico tema dos manicômios judiciários como o grande  desafio da Reforma Psiquiátrica Brasileira.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O FILME:&lt;/b&gt; Bubu é um poeta com doze internações em manicômios judiciários. Ele  desafia o sentido dos hospitais-presídios, instituições híbridas que  sentenciam a loucura à prisão perpétua. O poema A Casa dos Mortos foi  escrito durante as filmagens do documentário e desvelou as mortes  esquecidas dos manicômios judiciários. São três histórias em três atos  de morte. Jaime, Antônio e Almerindo são homens anônimos, considerados  perigosos para a vida social, cujo castigo será a tragédia do suicídio, o  ciclo interminável de internações, ou a sobrevivência em prisão  perpétua nas casas dos mortos. Bubu é o narrador de sua própria vida,  mas também de seu destino de morte.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"A falta de tratamento adequado, de terapias, atividades de cunho  social e trabalho de incentivo à reaproximação familiar levam,  inevitavelmente, à instituição não oficial de algo proibido pela  Constituição". "A prisão perpétua acaba ocorrendo nesse cenário",  destaca Débora.&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Na avaliação de Débora, transferir a responsabilidade do tratamento  à área da saúde é uma das tentativas interessantes para mudar a  realidade dos manicômios judiciários". Segundo ela: "Seria a transmissão  do mundo da medicalização para o mundo social".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/rHkD7tQe-OE&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/rHkD7tQe-OE&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Documentário questiona a forma como o poder público trata os  doentes mentais que cometem crimes&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CorreioWeb&amp;nbsp;(DF) &amp;nbsp;&amp;gt;&amp;nbsp;Brasil 19 de abril de 2009&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três destinos estão reservados aos doentes mentais que cometem  crimes no Brasil. Ciclos intermináveis de internações, suicídio ou a  sobrevivência em prisão perpétua. Jaime, Antonio e Almerindo, cada um  com sua sina, contam a realidade macabra dos manicômios judiciários do  país. São os protagonistas do documentário A casa dos mortos, que será  lançado em Brasília na próxima sexta-feira, durante o festival É Tudo  Verdade. O filme de 24 minutos é narrado pela voz imponente de Bubu, um  escritor com 12 internações em manicômios, que recita um poema de  autoria própria. Ao fim de cada estrofe, a explicação sobre onde ocorrem  "mortes sem batidas de sinos", "overdoses usuais e ditas legais" e  "vidas sem câmbio lá fora". "É que aqui é a casa dos mortos!", esclarece  Bubu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mortos fisicamente pelas condições desumanas a que são  submetidos, ou defuntos sociais, quando conseguem sobreviver lá dentro  mas perdem qualquer vínculo com o mundo exterior, cerca de 4.500 pessoas  estão abrigadas nos manicômios judiciários no país. Muitas como  Almerindo, há mais de 30 anos no Hospital de Custódia e Tratamento  (HCTP) de Salvador (BA), por ter atirado uma pedra numa pessoa e roubado  a bicicleta dela, em seguida recuperada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A antropóloga Debora  Diniz, diretora do documentário, ressalta o objetivo esclarecedor da  fita. "Queremos mostrar que essa realidade existe e que se configura  numa violência aos direitos humanos dessas pessoas. Da forma como  fizemos, mostrando o manicômio judiciário sob a ótica do interno,  retratamos quase que o mundo real", explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os manicômios  judiciários são, na avaliação de Debora, o grande desafio da reforma  psiquiátrica brasileira, que completa oito anos em 2009. Uma das grandes  polêmicas da área é quem deve se responsabilizar pelos doentes mentais  infratores. "Cria-se esse limbo. A área da saúde não quer se meter  porque o problema é de segurança pública, que não consegue oferecer o  mínimo de tratamento adequado para esses pacientes", afirma Carmen  Silvia de Moraes Barros, coordenadora do núcleo de situação carcerária  da Defensoria Pública de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em muitos manicômios  judiciários do país, relata a defensora, não há nem sinais de um  hospital - embora eles devessem funcionar como tal. "Em Taubaté, por  exemplo, são celas, com portas de ferro e janelinhas que abrem."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na  avaliação de Debora, transferir a responsabilidade do tratamento à área  da saúde é uma das tentativas interessantes para mudar a realidade dos  manicômios judiciários. "Seria a transmissão do mundo da medicalização  para o mundo social. O Almerindo vive há 30 anos sem decidir o que tomar  no café. Então, o quadro é muito grave. E disso surge uma pergunta:  onde colocar o Almerindo?", questiona a antropóloga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de  tratamento adequado, de terapias, atividades de cunho social e trabalho  de incentivo à reaproximação familiar levam, inevitavelmente, à  instituição não oficial de algo proibido pela Constituição. "A prisão  perpétua acaba ocorrendo nesse cenário", destaca Debora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a  exibição de A casa dos mortos, haverá debate sobre o assunto com Debora e  a diretora de produção do documentário, Fabiana Paranhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Poema  A casa dos mortos, de Bubu&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A casa dos mortos&lt;br /&gt;das  mortes sem batidas de sino.&lt;br /&gt;- Cena 1 deste filme-documentário&lt;br /&gt;do  mesmo destino de sempre;&lt;br /&gt;é que aqui é a casa dos mortos!&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;A  casa dos mortos&lt;br /&gt;das overdoses usuais e ditas legais.&lt;br /&gt;- Cena 2  deste filme-documentário&lt;br /&gt;do mesmo destino de sempre;&lt;br /&gt;é que aqui é a  casa dos mortos!&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;A casa dos mortos&lt;br /&gt;das vidas sem câmbios  lá fora.&lt;br /&gt;- Cena 3 deste filme-documentário&lt;br /&gt;do mesmo destino de  sempre;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é que aqui é a casa dos mortos!&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Prá começo de conversa,  são 3 cenas,&lt;br /&gt;são 3 cenas anteriores e posteriores&lt;br /&gt;às minhas 12  passagens&lt;br /&gt;pelas casas dos mortos,&lt;br /&gt;que são os manicômios;&lt;br /&gt;-  tenho - digamos assim ! -&lt;br /&gt;surtos de loucura existencial brejinhótica,&lt;br /&gt;relativos  à minha cidade natal,&lt;br /&gt;Oliveira dos Brejinhos - Bahia - Brasil;&lt;br /&gt;voltando  às cenas:&lt;br /&gt;... cenas que, por si sós,&lt;br /&gt;deveriam envergonhar os  ditames legais&lt;br /&gt;das processualísticas penais e manicomiais;&lt;br /&gt;mas,  aqui é a realidade manicomial!&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Pois, bem: são 3 cenas,&lt;br /&gt;são  três cenas repetidas e repetitivas&lt;br /&gt;de um ritual satânico-sacro&lt;br /&gt;com  poucos equivalentes comparados de terror,&lt;br /&gt;cujo estoque self-made in  world&lt;br /&gt;é o medicamentoso entupir de remédios,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o qual se esquece de que&lt;br /&gt;A Era Prozac&lt;br /&gt;das pílulas da  felicidade&lt;br /&gt;não produz A Era da Felicidade&lt;br /&gt;da nossa almática  essência de liberdade;&lt;br /&gt;mas, aqui é a realidade manicomial!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;E, ainda sobre as 3 cenas:&lt;br /&gt;são 3 cenas de um mesmo  filme-documentário:&lt;br /&gt;Cena 1, das mortes sem batidas de sino;&lt;br /&gt;Cena  2, das overdoses usuais e ditas legais;&lt;br /&gt;Cena 3, das vidas sem câmbios  lá fora&lt;br /&gt;- que se reescrevam, então,&lt;br /&gt;Os Infernos de Dante  Alighieri;&lt;br /&gt;mas, aqui é a realidade manicomial!&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reporto-me  às palavras de um douto inconteste,&lt;br /&gt;um doutor que rompeu o silêncio,&lt;br /&gt;o  jornalista Jânio de Freitas,&lt;br /&gt;do jornal A Folha de São Paulo:&lt;br /&gt;"A  psiquiatria é a mais atrasada das ciências"&lt;br /&gt;- Parafraseio Jânio de  Freitas&lt;br /&gt;porque a casa dos mortos,&lt;br /&gt;que é a metáfora arquitetônica&lt;br /&gt;pela  qual designo a psiquiatria,&lt;br /&gt;pede que se fale&lt;br /&gt;contra si mesma!&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;E,  por falar, também, em lucidez,&lt;br /&gt;sou lúcido e translúcido:&lt;br /&gt;a  colunista-articulista Danuza Leão,&lt;br /&gt;no jornal baiano A Tarde, explica:&lt;br /&gt;"Lucidez  é reconhecer&lt;br /&gt;a sua própria realidade,&lt;br /&gt;mesmo que isso lhe traga  sofrimentos."&lt;br /&gt;Mas, qual, ó Bubu!:&lt;br /&gt;isto aqui é a casa dos mortos,&lt;br /&gt;e,  na casa dos mortos,&lt;br /&gt;quem tem um olho é rei,&lt;br /&gt;porque esta é a  máxima e a práxis&lt;br /&gt;da casa dos mortos.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Hospital São Vicente  de Paulo /&lt;br /&gt;Taguatinga - Distrito Federal - Brasil, abril de 1995:&lt;br /&gt;o  laudo a meu respeito (eu Bubu)&lt;br /&gt;é categórico e afirma sinteticamente:&lt;br /&gt;"O  senhor Bubu é perfeita e plenamente lúcido!".&lt;br /&gt;Mas, é que lá a  psiquiatria é Psiquiatria Federal,&lt;br /&gt;com P maiúsculo,&lt;br /&gt;de propriedade  patenteada&lt;br /&gt;e de panteão da civilização;&lt;br /&gt;enquanto que, aqui na  Bahia,&lt;br /&gt;a psiquiatria é psiquiatria estadual,&lt;br /&gt;com p minúsculo,&lt;br /&gt;de  pôrra-louquice&lt;br /&gt;e de prostíbulo do conceito clínico&lt;br /&gt;(não custa  nada afirmar:&lt;br /&gt;eu Bubu fui absolvido&lt;br /&gt;pela Psiquiatria Federal,&lt;br /&gt;e  eu Bubu fui condenado&lt;br /&gt;pela psiquiatria estadual&lt;br /&gt;- eis o mote da  minha história!)&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Isto é um veredicto!&lt;br /&gt;- tomara que fosse um  ultimatum&lt;br /&gt;à casa dos mortos! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assista o filme &lt;a href="http://www.acasadosmortos.org.br/#"&gt;CLICANDO AQUI&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;FONTE: &lt;a href="http://www.inverso.org.br/index.php/content/view/16237.html"&gt;site Inverso&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-8454506345396366397?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/8454506345396366397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/05/documentario-casa-dos-mortos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/8454506345396366397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/8454506345396366397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/05/documentario-casa-dos-mortos.html' title='Documentário: A casa dos mortos'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S-HmOtz92XI/AAAAAAAAAeQ/hDpXM1lwV8Y/s72-c/Cartaz+Filme+A+casa+dos+mortos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-7191417209480832794</id><published>2010-04-25T10:00:00.000-07:00</published><updated>2010-04-25T10:00:37.364-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hospital psiquiátrico de jurujuba'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='residências terapêuticas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reforma psiquiátrica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caps'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hpj'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desistitucionalização'/><title type='text'>Outras histórias da psiquiatria (Diário de Campo - Residência Terapêutica em Niterói)</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CMarcelle%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}p	{mso-margin-top-alt:auto;	margin-right:0cm;	mso-margin-bottom-alt:auto;	margin-left:0cm;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S9R04lWOCLI/AAAAAAAAAcw/lGTwj0TwmO4/s1600/M%C3%A3os.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="158" src="http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S9R04lWOCLI/AAAAAAAAAcw/lGTwj0TwmO4/s200/M%C3%A3os.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim que cheguei à casa fui apresentada aos moradores&amp;nbsp;da Residência Terapêutica. &amp;nbsp;Quase todos estavam presentes, era bem cedo e surpriendi-me com uma recepção muito boa. No início, não sabia como&amp;nbsp;abordá-los. Ás vezes&amp;nbsp;sentia-me deslocada&amp;nbsp;por não saber o que dizer. Então pensei logo de início&amp;nbsp;acompanhá-los&amp;nbsp;&amp;nbsp;durante as refeições. Deu certo (risos) as conversas que surgiam eram as mais imprevisíveis, aos poucos, eles ficavam mais à vontade em compartilhar as histórias de suas vidas comigo.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esses usuários vieram obviamente de longos anos de instituições psiquiátricas. Dentre as quais, vale destacar, o hospital psiquiátrico em Jurujuba-Niterói no setor de Longa Permanência, mais conhecida como “a Longa". Além disso, há também o albergue no hospital, criado em 1991, um espaço de moradia para aonde iam aqueles que possuíam um certo grau de independência na "Longa". Apesar das dificuldades no início para a sua criação, na implementação de inúmeros projetos terapêuticos, o albergue passou a representar uma "casa de passagem" para uma residência terapêutica ou para um possível retorno às famílias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde 2003 um longo trabalho vem sendo feito com a criação da Residência Terapêutica em que vários projetos terapêuticos individuais foram pensados para chegada de cada morador da casa. Quando comecei no estágio em 2009 alguns deles já moravam lá desde o início da casa. Ao longo de todo ano pude registrar muita&amp;nbsp; de suas histórias no meu diário de campo que considerei fundamental para entender esse trabalho.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tempo passava e cada vez mais eu conseguia enxergar o sujeito que havia por trás de relatos tão fragmentados. São eles psicóticos, a vida inteira marcada pelas instituições psiquiátricas, impedidos de exercer seus direitos de cidadania ,com uma dependência estabelecida dos muros do hospital. Porém, ao passarem a morar numa casa esses indivíduos puderam recriar suas vidas, se reapropriarem do espaço e para além dos diretos declarados na constituição, entendi que havia neles sonhos e esperanças.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito para além das "bizarrices" percebi aqueles sujeitos na produção plena de suas subjetividades.O que poderia parecer "doideira"num primeiro momento&amp;nbsp; era sim a história real de um sujeito&amp;nbsp;com passado, com família, desemprego , miséria e muitos desencontros. Certa vez um morador me contou um pouco da sua vida num tom emocionado dizendo o quanto foi difícil ele viver deambulando pela rua passando fome, desespero depois que seus pais morreram e ele passou a conviver com outros parentes que o puseram na rua. Ele conta que passou os piores momentos da sua vida até ser pego pela ambulância do Jurujuba.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Havia também um morador que me chamava muita atenção pela sua educação, falava de maneira formal e sempre se dirigia às pessoas apontando com dedo para cima num tom cerimonioso como se quisesse explicar algo. Ele usava termos sempre muito matemáticos, falava sempre da titia "que vem me visitar". Investigando, aos poucos, descobri que ele tinha nível superior e conseguiu se sustentar na profissão dando aula em faculdade, foi adotado desde pequeno, tinha bens e contava apenas como uma tia que tinha sua curatela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele vinha de longos períodos de internação e entre idas e vindas&amp;nbsp; de hospitais psiquiátricos esse morador contava agora com esse suporte social, a residência terapêutica. Na casa ele se identificava com os cadernos.&amp;nbsp;O movimento de ida e volta com os cadernos na mão mostrando-me seus jogos da velha,&amp;nbsp; revelava um sujeito&amp;nbsp; profundamente ligado aos estudos. Comecei, então, fazer um trabalho de escritas, estimulando-o que escrevesse mais sobre ele mesmo. Muito&amp;nbsp; bom, passava horas na casa escrevendo concentrado e talvez, naquele momento&amp;nbsp;esse era o modo como se sentia na vida. Sempre que chegava a casa ele dizia: “&lt;b&gt;&lt;i&gt;Nércia, você quer ver o meu caderno de capa dura?&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;”. Independentemente de a minha escuta estar mais para o "social", no acolhimento de algumas demandas deles relacionada a processos de curatela, passe livre, documento, enfim, de ver outras situações que não são diretamente da saúde mental, penso que de alguma maneira pude interagir e mediar algumas relações em questões mais simples do cotidiano deles.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma vez levei uma moradora para o Caps Heberts de Souza, no centro de Niterói. Saímos do Fonseca&amp;nbsp; cedo e fomos conversando descontraidamente. Disse para ela que&amp;nbsp; não iria descer porque tinha de estar no Hospital para encontrar a supervisora.&amp;nbsp; Apesar da forma "atabalhoada"&amp;nbsp; na hora de descer dizendo&amp;nbsp; “&lt;b&gt;&lt;i&gt;motorista, para aqui, eu vou para o Caps!&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;”&amp;nbsp;ela seguiu tranquilamente o percurso até lá.&amp;nbsp;Como se já soubesse, o motorista parou e sorriu. O curioso é que&amp;nbsp;os passageiros me olhavam tipo&lt;b&gt;&lt;i&gt;: Ih! A moça vai descer ou não?&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vale destacar que, só fui perceber os usuários dos serviços alternativos na saúde mental através da faculdade e, portanto, no campo de estágio.&amp;nbsp; Não que minhas concepções a respeito do tratamento ao portador de transtorno mental&amp;nbsp; era de perigo e manicômio, mas essa questão da circulação dos usuários&amp;nbsp; na cidade, na utilização dos serviços sociais comunitários, para mim é muito novo. Às vezes, de propósito pergunto a alguns amigos se sabem sobre Caps, RT ou oficina de geração de renda e artesanato. Em geral, nunca ouviram falar ou sabem vagamente. Sinceramente penso que é por causa ainda da ideia equivocada e estigmatizadora da loucura.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São necessários todos os dias desconstruir o preconceito, o medo e inscrever uma nova cultura na sociedade a despeito de tudo que os movimentos sociais, as propostas da Reforma Psiquiátrica vem consolidando ao longo de várias décadas no Brasil e no mundo. Temos de defender a implementação das políticas públicas em saúde mental articuladas com SUS, com a Seguridade e com todas as demais políticas de Estado. Anseio que a IV Conferência de Saúde Mental nesse ano resulte em ganhos que ainda continue sustentando a saúde mental mais democratizada e renovada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No fim do estágio&amp;nbsp;saí com alguns moradores para um passeio de despedida e num determinado momento um deles me disse&amp;nbsp; acerca da residência terapêutica: “&lt;b&gt;&lt;i&gt;lá é para minha reabilitação, eu queria casar, ter minha casa&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O significado de casa&amp;nbsp; é subjetivo para cada um de nós, lá na residência não era diferente. Durante minhas observações pude constatar que “casa" para eles têm representações diferentes.&amp;nbsp;Todas as vezes que chegava a casa um morador me dizia sempre: &lt;b&gt;&lt;i&gt;"minha irmã vem me pegar um dia&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;”. Por trás dessa fala repetitiva num tom meio vago ele demonstrava a lembrança da sua família&amp;nbsp;que ficou no passado, talvez esse seja o único referencial dele antes da longa internação. Depois investiguei, de fato essas irmãs existem, mas pelos processos no judiciário e pelas raras visitas parece que sua família não pretende pegá-la.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma moradora&amp;nbsp;servia-me na bandeja cafezinho sempre quando eu chegava, estava organizando a casa, seu quarto, as coisas. Depois ela revelou-me: “&lt;b&gt;&lt;i&gt;eu já trabalhei em casa de família, venho de outro Estado, tenho filhos também&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem sempre a ausência da família era o problema, mas impossibilidade desses familiares da RT "suportarem" e entenderem seus sofrimentos. Quase todos têm benefícios, o dinheiro que é capaz de organizar suas vidas,&amp;nbsp;mas nem sempre supre todas as demandas que não é só de ordem econômica. Eles tomam os remédios, mas não dão conta de todo sofrimento mental, ou seja, há uma enorme complexidade nesse tema.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vale destacar também o trabalha fundamental das cuidadoras sociais. Tem um papel importante de mediar às questões mais simples do cotidiano dos moradores, desde levar ao CAPS até administrar as medicações. Ao chegar à casa, tive várias dúvidas a respeito do limite em que elas poderiam atuar. Se o morador estivesse delirante ou se precisasse receber uma intervenção mais firme, como fazer? Aos poucos, fui entendendo que elas não devem atuar como "empregadas" realizando os serviços por eles, e sim, lidar com cada um respeitando a sua individualidade. Para arrumar as camas, lavar a louça, descascar o alho, estender a roupa, entre outros, sempre havia a mediação das cuidadoras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Houve uma cuidadora que me chamou atenção no seu trabalho. Ela estava sempre interagindo no dia-a-dia dos residentes. Se o morador estivesse triste ou a casa com uma alegria contagiante, ela fazia questão de estar inserida para tentar dar conta disso. Quantas vezes precisei dela para fazer uma melhor abordagem com os residentes. Outro dia, estava na cozinha conversando com a cuidadora e do nada chegou o morador, às gargalhadas, apontando para uma berinjela na pia. Surpresa, ela perguntou: "&lt;b&gt;&lt;i&gt;O que foi, &amp;nbsp;fulano?&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;". Ele responde: "&lt;b&gt;&lt;i&gt;Essa berinjela é muito engraçada&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;". Embalamos em uma risadaria durante um bom tempo. Logo, há uma sensibilidade grande por parte da cuidadora. Ela tinha umas "sacações" legais parecendo saber o limite de fazer uma intervenção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Terminei o trabalho em fevereiro de 2010 com muitas saudades. Desde março seguinte, fui selecionada&amp;nbsp; novamente pelo Hospital Psiquiátrico em Jurujuba agora para estagiar no Albergue, dentro da instituição.&amp;nbsp; O trabalho constitui nesta "casa de passagem” (tipo de moradia) para a residência terapêutica ou um possível retorno às famílias. Há 20 moradores e muitos projetos terapêuticos de saída para cada um deles. Contarei outras experiências futuramente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por uma sociedade sem manicômios! A luta não pode parar!&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Marcelle&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-7191417209480832794?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/7191417209480832794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/04/outras-historias-da-psiquiatria-diario.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/7191417209480832794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/7191417209480832794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/04/outras-historias-da-psiquiatria-diario.html' title='Outras histórias da psiquiatria (Diário de Campo - Residência Terapêutica em Niterói)'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S9R04lWOCLI/AAAAAAAAAcw/lGTwj0TwmO4/s72-c/M%C3%A3os.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-4621031033755466137</id><published>2010-04-16T09:14:00.000-07:00</published><updated>2010-04-17T08:36:39.513-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='abrasme'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reforma psiquiátrica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><title type='text'>Abrasme: resposta ao jornal Folha de São Paulo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S8iMbpocrAI/AAAAAAAAAco/GlSMD0bOTMs/s1600/folha.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S8iMbpocrAI/AAAAAAAAAco/GlSMD0bOTMs/s200/folha.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;No dia 12/04/2009, foi publicado no Jornal Folha de São Paulo artigo do escritor Ferreira Gullar intitulado "Uma lei errada: campanha contra a internação de doentes mentais é uma forma de demagogia".&lt;span style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;O autor critica o processo de desinstitucionalização no Brasil e cita como um desastre o movimento antimanicomial em Bolonha, na Itália.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Surpreende o baixo nível utilizado pela autor até com xingamentos. Chama de "cretino" o Deputado Paulo Delgado e declara a Lei da Reforma Psiquiátrica (Lei 10.216/01) como um processo imbecíl, um erro. Vindo do Jornal Folha de São Paulo, há de desconfiar se é apenas uma ignorância por parte do autor ou mais uma manipulação do conteúdo jornalística atendendo interesses escusos.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Segue o artigo abaxo:&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="__ss_3748954" style="width: 477px;"&gt;&lt;b style="display: block; margin: 12px 0pt 4px;"&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/mtbqueiroz/ferreira-gullar" title="Ferreira gullar"&gt;Ferreira gullar&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;object height="510" width="477"&gt;&lt;param name="movie" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayerd.swf?doc=ferreiragullar-100416095558-phpapp01&amp;amp;stripped_title=ferreira-gullar" /&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"/&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"/&gt;&lt;embed src="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayerd.swf?doc=ferreiragullar-100416095558-phpapp01&amp;amp;stripped_title=ferreira-gullar" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="477" height="510"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="padding: 5px 0pt 12px;"&gt;View more &lt;a href="http://www.slideshare.net/"&gt;documents&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://www.slideshare.net/mtbqueiroz"&gt;mtbqueiroz&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Resposta do presidente da Associação Brasileira de Saúde Mental - Abrasme:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="__ss_3749548" style="width: 477px;"&gt;&lt;b style="display: block; margin: 12px 0pt 4px;"&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/mtbqueiroz/abrasme-3749548" title="Abrasme"&gt;Abrasme&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;object height="510" width="477"&gt;&lt;param name="movie" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayerd.swf?doc=abrasme1-100416105805-phpapp02&amp;amp;stripped_title=abrasme-3749548" /&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"/&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"/&gt;&lt;embed src="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayerd.swf?doc=abrasme1-100416105805-phpapp02&amp;amp;stripped_title=abrasme-3749548" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="477" height="510"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="padding: 5px 0pt 12px;"&gt;View more &lt;a href="http://www.slideshare.net/"&gt;documents&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://www.slideshare.net/mtbqueiroz"&gt;mtbqueiroz&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.abrasme.org.br/RESPOSTA_DA%20ABRASME_A%20FERREIRA_GULLAR.pdf"&gt;Abrasme &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-4621031033755466137?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/4621031033755466137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/04/dia-12042009-foi-publicado-no-jornal.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/4621031033755466137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/4621031033755466137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/04/dia-12042009-foi-publicado-no-jornal.html' title='Abrasme: resposta ao jornal Folha de São Paulo'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S8iMbpocrAI/AAAAAAAAAco/GlSMD0bOTMs/s72-c/folha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-1091726265268458165</id><published>2010-04-09T07:29:00.000-07:00</published><updated>2010-04-09T07:29:20.351-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trabalhador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='serviço social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><title type='text'>Trabalho: prazer ou sofrimento?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S785cOMHWBI/AAAAAAAAAcQ/dFGLF-wqDBI/s1600/stress2.gif" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="176" src="http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S785cOMHWBI/AAAAAAAAAcQ/dFGLF-wqDBI/s200/stress2.gif" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No cotidiano, o trabalhador engolido pela labuta, rotinas e modelos, nem  ao menos percebe que está sendo capturado pelos resultados de processos  mais globais da sociedade como a instantaneidade, a velocidade, a  multiplicidade, a visibilidade e a serialidade.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Acelerado, fatigado, consumista, sem tempo para refletir, na luta  contra o relógio, com compromissos múltiplos e  simultâneos, cada  trabalhador com sua história de vida e sua forma de ser, vivencia sua  própria experiência de trabalhar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na lógica capitalista onde o trabalho é pautado apenas nos princípios  da produtividade, eficiência, competitividade e racionalidade, cada  trabalhador é colocado em uma etapa do processo de produção fazendo a  sua tarefa segundo normas padronizadas cada vez mais distantes do  resultado do seu trabalho, do outro, dos seus sentimentos e de sua  existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto aumenta-se o discurso da “equipe”, “colaboradores” e  “parceiros” cada vez mais se trabalha solitária e individualmente.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O trabalho, enquanto fonte de sustento e realização pessoal é  propulsor de saúde do trabalhador, entretanto, a falta dele, a  insatisfação e a execução de atividades laborais alienantes poderão  gerar ou desencadear no trabalhador um processo de adoecimento físico  e/ou mental.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim cada organização, estrutura e ambiente de trabalho têm  repercussões nos vínculos e na subjetividade de cada trabalhador que  passa no mínimo um terço de sua vida trabalhando.Tensões, angústias, conflitos e insatisfações no ambiente de trabalho  sobrecarregam o corpo do trabalhador, precipitando os acidentes e  doenças profissionais.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estudos mostram como o conflito entre as metas e as estruturas de uma  organização e as necessidades do indivíduo, quando em discordância,  podem levar ao estresse circunstancial ou crônico. Estresse que não pode  ser resolvido apenas com um descanso de final de semana, feriado  prolongado ou férias bem aproveitadas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A pressão por resultados, as contradições institucionais, o trabalho  excessivo, a má organização no trabalho, as dificuldades interpessoais e  os conflitos mal administrados podem trazer insatisfações e ansiedades  que somadas a outras pressões sociais, familiares e ambientais podem  arrebentar com o emocional do trabalhador, abalando sua auto-estima e o  desvitalizando.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A insegurança no emprego, a falta de perspectiva de crescimento, o  ritmo de trabalho, a solidão, o vazio das relações unicamente  profissionais, a falta de disponibilidade para lazer e cuidar de si e a  falta de recursos internos do trabalhador para ajustar-se vão minando a  sua saúde emocional.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Irritabilidade, distúrbios do sono e de apetite, tensão ou dor  muscular, palpitações, distúrbios sexuais, gastrite, apreensão, medo,  sensação de pânico, fadiga, dificuldade de concentração e de memória,  alterações de personalidade e de comportamento, alcoolismo e outros  sintomas vão comprometendo as relações afetivas e sociais do  trabalhador, sua vida pessoal e profissional.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O trabalhador habitua-se a viver sob a forte e constante tensão, se  exigindo esforço físico, mental e apesar de conhecer racionalmente os  riscos deste sistema não consegue se modificar podendo chegar até à  exaustão mental, ao comprometimento profissional e intelectual, à falta  de motivo para trabalhar e viver.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a negação ou prolongamento do estresse, o trabalhador pode chegar à  depressões graves, ao isolamento social, à ausência do trabalho, à  desajustes familiares e à despersonalização. Os sintomas podem traduzir os desejos de transformar o ambiente de  trabalho que não encontram canais ou linguagem no universo do trabalho  para se expressar verbalmente.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sofrimento geralmente é controlado por estratégias defensivas para  impedir que se transformem em patologias. Na falência ou deficiência do  sistema de defesa, aparecem as neuroses, psicoses, depressões e ou  sintomas orgânicos desencadeando a queda no desempenho produtivo. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sofrimento mental e fadiga são proibidos no trabalho, só a doença é  “admissível”, e assim, a consulta médica vem disfarçar o sofrimento  mental aliviado com psicoestimulantes, analgésicos e ansiolíticos.  Desloca-se, portanto, o conflito homem-trabalho para um terreno mais  neutro e com a medicalização desqualifica-se o sofrimento.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É que, na lógica capitalista a doença passa a ter como aspecto  central, não o sofrimento do paciente, mas sim a capacidade ou  incapacidade para produzir. Quando vários trabalhadores se descompensam, geralmente as chefias  costumam diminuir o ritmo de trabalho e não a pressão da organização  para que desapareça o sofrimento. A desmotivação no trabalho costuma ser resolvida motivando o sujeito,  ao invés de modificar a situação que interfere no seu equilíbrio vital. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na nova cultura das organizações o objetivo primordial é obter o  envolvimento dos trabalhadores em prol dos interesses da empresa,  fazendo com que internalizem como seus os interesses desta. Em nome da  sobrevivência da organização no mercado, as práticas adotadas evidenciam  os efeitos do poder sobre os corpos e sobre as atividades cotidianas  por canais cada vez mais sutis, moldando os trabalhadores de acordo com  os desejos da Qualidade.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Capturados, alguns trabalhadores aplaudem e vestem a mordaça macia do  controle, e os que resistem ou não se adequam podem ser punidos ou  “cuspidos” da organização.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As instituições ou organizações vivem uma fachada bonita de “gestão  participativa”, enquanto o trabalhador sente-se cada vez mais tolhido,  deixando de ser ousado, espontâneo, criativo, e de doar suas idéias à  empresa. O trabalhador não tem como escapar de entrar neste mundo pronto, mas  há a possibilidade de frear e se produzir diferentemente. Não é preciso  perder a saúde na luta para ganhar a vida.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que na era da velocidade o trabalhador possa se desacelerar, se  aquietar e fazer tempo para refletir sobre si mesmo, sobre seus desejos,  seus limites e sobre sua relação com o trabalho. Para aprender a relaxar e administrar tensões inevitáveis não é  preciso cursar universidade, procurar especialistas ou se deslocar para  locais distantes, chegar a florestas ou ao cume de montanhas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É preciso sim, que o trabalhador abra brechas no dia-a-dia nas quais  possa compartilhar angústias, ressignificar as tensões, ampliar as  relações afetivas e convivência e dar espaço para as sensações. Criar  tempo para fazer o que se gosta, andar descalço, ver o luar, caminhar,  observar a natureza ou ouvir música suave. Que as organizações e instituições reconheçam os sintomas do estresse  como sinais de alerta do sofrimento mental do trabalhador evitando suas  conseqüências e prejuízos organizacionais e pessoais.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só é possível pensar que existe qualidade de vida no trabalho quando  os locais de trabalho são democráticos e humanizados, com gestão  participativa, construída, que respeita necessidades e interesses da  empresa e dos funcionários, com reconhecimento e valorização do  trabalhador. Somente resgatando sua auto-estima, sua criatividade, sua capacidade  de se divertir, de cuidar de si e administrando seu tempo de viver, o  trabalhador poderá extrair algum sentido e prazer do trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Angela Maria Amâncio de Ávila&lt;br /&gt;Psicóloga – CRP 04/2683&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Texto publicado no site &lt;a href="http://www.saudementalnotrabalho.com.br/?pagina=artigos&amp;amp;noticia=8&amp;amp;titulo=Trabalho:%20prazer%20ou%20sofrimento?"&gt;Saúde Mental no Trabalhado.&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-1091726265268458165?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/1091726265268458165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/04/trabalho-prazer-ou-sofrimento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/1091726265268458165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/1091726265268458165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/04/trabalho-prazer-ou-sofrimento.html' title='Trabalho: prazer ou sofrimento?'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S785cOMHWBI/AAAAAAAAAcQ/dFGLF-wqDBI/s72-c/stress2.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-4400441494939816878</id><published>2010-04-06T05:47:00.000-07:00</published><updated>2010-04-06T05:47:18.786-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilha do medo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teatro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filme'/><title type='text'>FILME: A ilha do medo (Shutter Island)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S7sswGLmVuI/AAAAAAAAAb8/fMJ7zaUSMuY/s1600-h/ilha+do+medo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S7sswGLmVuI/AAAAAAAAAb8/fMJ7zaUSMuY/s200/ilha+do+medo.jpg" width="131" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Está em cartaz o filme A ilha do medo. A história se passa em 1954 e começa com a chegada dos detetives Teddy  Daniels&amp;nbsp; (Leonardo DiCaprio) e Chuck Aule &lt;span style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;(&lt;/span&gt;Mark Ruffalo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;)&lt;/span&gt; na Shutter Island, onde se encontra o inescapável  Hospital Psiquiátrico Ashecliffe, um manicômio destinado unicamente para  doentes mentais que cometeram crimes graves, em sua maioria  assassinatos. A dupla de investigadores está incumbida de solucionar um  estranho, e aparentemente impossível, desaparecimento de um desses  pacientes. Em meio a muita burocracia imposta pelos manda-chuvas da  instituição e uma forte tempestade que castiga o local, os rumos da  operação tomam caminhos tortuosos, revelando que as aparências quase  sempre enganam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No local, ele  descobre que os médicos realizam experiências radicais com os  pacientes, envolvendo métodos ilegais e anti-éticos. Teddy tenta buscar  mais informações, mas enfrenta a resistência dos médicos em lhe fornecer  os arquivos que possam permitir que o caso seja aberto. Quando um  furacão deixa a ilha sem comunicação, diversos prisioneiros conseguem  escapar e tornam a situação ainda mais perigosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Filme é baseado no livro &lt;i&gt;“Paciente 67”&lt;/i&gt;, de Dennis Lehane. “Ilha do Medo” é muito interessante e prazeroso de se assistir.  Lidando com a loucura em um cenário onde a guerra fria ganhava cada vez  mais força, a história pode não trazer nada de muito novo, mas todo o  suspense investigativo é de prender a atenção. Algumas  falhas estão presentes. Além do roteiro mediano, problemas banais como  erros de continuidade são visíveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;TRAILER DO FILME&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/mzTt3LksDBc&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/mzTt3LksDBc&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-4400441494939816878?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/4400441494939816878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/04/filme-ilha-do-medo-shutter-island.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/4400441494939816878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/4400441494939816878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/04/filme-ilha-do-medo-shutter-island.html' title='FILME: A ilha do medo (Shutter Island)'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S7sswGLmVuI/AAAAAAAAAb8/fMJ7zaUSMuY/s72-c/ilha+do+medo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-8877178314917080136</id><published>2010-04-03T14:51:00.000-07:00</published><updated>2010-04-03T14:51:20.742-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reforma psiquiátrica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='serviço social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><title type='text'>Serviço Social e Saúde Mental. Parte 3</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S6-MUyyXU8I/AAAAAAAAAbg/ZhfYh8Q4GRg/s200/ss%20s%C3%A1ude%20mental.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S6-MUyyXU8I/AAAAAAAAAbg/ZhfYh8Q4GRg/s200/ss%20s%C3%A1ude%20mental.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dando continuidade ao texto Serviço Social e Saúde Mental segue abaixo a terceira parte da tese de Doutorado do Professor José Augusto Bisnetto. Para acompanhar a parte 1 &lt;a href="http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/03/servico-social-e-saude-mental.html"&gt;CLIQUE AQUI&lt;/a&gt; e a parte 2 &lt;a href="http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/04/servico-social-e-saude-mental-parte-2.html"&gt;CLIQUE AQUI&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CMarcelle%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;o:smarttagtype name="PersonName" namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Na psiquiatria renovada a ruptura do convívio social se constitui como parte do problema do usuário, e não apenas efeito colateral do seu problema, como pensa a psiquiatria tradicional. Na nova psiquiatria, de forma duplamente justificada,a atuação do Serviço Social se dá como &lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;intervenção contínua, em contato com o usuário, em geral inserido em equipes interdisciplinares.Quando se admite que os problemas sociais são constitutivos do problema mental, o outro objeto da prática proposto seria ajudar diretamente na recuperação do portador do transtorno psíquico, através de atividades sociais com efeito terapêutico ou através de ressocialização e reabilitação psicossocial, que são consideradas a terapêutica possível. Só que esse objeto do Serviço Social ainda está em fase de reconhecimento institucional nas novas demandas de Saúde Mental.&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O que o Serviço Social vai ser solicitado a transformar, geralmente junto a equipes multifuncionais, são condições sociais particulares dos usuários que, como causa efeito ou constituição do transtorno mental, se apresentam como direitos sociais perdidos, recursos econômicos reduzidos, relações sociais empobrecidas, vínculos relacionais estereotipados, situações de alienação social. Nessas condições a assistência psiquiátrica renovada visa à reabilitação psicossocial, procurando melhorar a qualidade de vida dos seus usuários, darem condições para que eles levem uma vida não tão prejudicada pelos seus próprios sintomas ou transtornos, em todos os aspectos, tanto biológicos quanto psicológicos e sociais. Daí a necessidade do trabalho multiprofissional.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Há também espaço em algumas organizações institucionais de Saúde Mental para a atividade do Serviço Social como promotor da cidadania e de melhores condições sociais, independentemente do ato profissional reverter-se devidamente em benefício terapêutico para o paciente ou ganho organizacional para o estabelecimento. Devido a um certo grau de autonomia que o Serviço Social tem como agente subordinado &lt;st1:personname productid="em Saúde Mental" w:st="on"&gt;em Saúde Mental&lt;/st1:personname&gt;, o assistente social pode atuar em benefício do usuário em relação aos seus problemas sociais. Nesse caso, como o saber psiquiátrico não domina a assistência social, o Serviço Social pode fazer valer os preceitos da profissão, quando há recursos organizacionais para isso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-8877178314917080136?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/8877178314917080136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/04/servico-social-e-saude-mental-parte-3.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/8877178314917080136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/8877178314917080136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/04/servico-social-e-saude-mental-parte-3.html' title='Serviço Social e Saúde Mental. Parte 3'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S6-MUyyXU8I/AAAAAAAAAbg/ZhfYh8Q4GRg/s72-c/ss%20s%C3%A1ude%20mental.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-7354282559412024424</id><published>2010-04-02T18:34:00.000-07:00</published><updated>2010-04-02T18:34:33.348-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reforma psiquiátrica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='serviço social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><title type='text'>Serviço Social e Saúde Mental. Parte 2</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CMarcelle%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;o:smarttagtype name="PersonName" namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}p	{mso-margin-top-alt:auto;	margin-right:0cm;	mso-margin-bottom-alt:auto;	margin-left:0cm;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S6-MUyyXU8I/AAAAAAAAAbg/ZhfYh8Q4GRg/s200/ss%20s%C3%A1ude%20mental.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S6-MUyyXU8I/AAAAAAAAAbg/ZhfYh8Q4GRg/s200/ss%20s%C3%A1ude%20mental.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Segue a continuidade do texto Serviço Social e Saúde Mental extraído do livro do professor da ESS/UFRJ José Augusto Bisnetto. Para quem não acompanhou a primeira parte &lt;a href="http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/03/servico-social-e-saude-mental.html"&gt;CLIQUE AQUI&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Raramente o Serviço Social intervém em problemas sociais do usuário quando estes&amp;nbsp; não apresentam relações diretas com o tratamento psiquiátrico ou com reabilitação psicossocial. Em nossa pesquisa constatamos que o Serviço Social, quando possui os recursos necessários (tempo, verba, local etc.), contempla esses "outros problemas”, não por demanda do usuário ou das diretrizes de sua própria profissão. Afortunadamente, novos rumos da psiquiatria reformada apontam para a junção da assistência psiquiátrica com a&amp;nbsp;assistência social. &lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conseguimos identificar no Serviço Social &lt;st1:personname productid="em Saúde Mental" w:st="on"&gt;em Saúde Mental&lt;/st1:personname&gt;&amp;nbsp; alguns objetos&amp;nbsp; de prática diferenciados. O assistente social intervém quando:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1) Há uma potencialidade de ruptura do tratamento psiquiátrico por motivos sociais ou contextuais;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2) Há uma potencialidade de ruptura em relação ao convívio social do portador de transtornos mentais que prejudique seu prognóstico;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3) Há uma perda dos direitos básicos do usuários .&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na psiquiatria&amp;nbsp; tradicional, em especial, o objeto da prática do Serviço Social são as causas ou efeitos da ruptura da racionalidade do processo de trabalho dessas instituições psiquiátricas quando situados em nível social ou contextual. O Serviço Social&amp;nbsp; &lt;st1:personname productid="em Saúde Mental" w:st="on"&gt;em Saúde Mental&lt;/st1:personname&gt;, não raro, tem dificuldades de reconhecer esse objeto , entre outras razões , por falta de análise institucional&amp;nbsp; do campo psiquiátrico e de deficiência&amp;nbsp; de articulação dos objetos do Serviço Social&amp;nbsp; e da Saúde Mental. Na loucura, a ameaça de ruptura com a racionalidade organizacional, institucional, institucional e social é permanente, exige uma atenção contínua do usuário. Por isso, na internação, o assistente social não age somente na entrada e saída&amp;nbsp; do usuário e sim ao longo de todo o tratamento (a não ser nas instituições) muito conservadoras, pouco democráticas,&amp;nbsp; não reformadas, em que o controle dos pacientes se dá por normas rígidas, por técnicos e funcionários que fazem o papel dos inspetores&amp;nbsp;&amp;nbsp; disciplinadores e por medicação pesada, "instituição total” no conceito de Goffman.&amp;nbsp; .&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-7354282559412024424?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/7354282559412024424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/04/servico-social-e-saude-mental-parte-2.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/7354282559412024424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/7354282559412024424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/04/servico-social-e-saude-mental-parte-2.html' title='Serviço Social e Saúde Mental. Parte 2'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S6-MUyyXU8I/AAAAAAAAAbg/ZhfYh8Q4GRg/s72-c/ss%20s%C3%A1ude%20mental.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-1417184345620790614</id><published>2010-04-01T06:51:00.001-07:00</published><updated>2010-04-01T06:53:26.340-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='loucura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reforma psiquiátrica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><title type='text'>A indústria da loucura</title><content type='html'>Hoje segue um ótimo texto do médico psiquiatra Julius Martins Teixeira, que por vários anos presidiu a Associação dos Fincionários da Colônia Juliano Moureira. Em texto publicado no site A Nova Democracia, o médico denuncia a loucura a serviço dos poderosos e lançará um livro sobre o aspecto da reforma psiquiátrica no Brasil cujo título será Reforma Psiquiátrica e Neoliberalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="__ss_3612957" style="width: 477px;"&gt;&lt;b style="display: block; margin: 12px 0pt 4px;"&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/mtbqueiroz/a-indstria-da-loucura" title="A indústria da loucura"&gt;A indústria da loucura&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;object height="510" width="477"&gt;&lt;param name="movie" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayerd.swf?doc=indstriadaloucura-100401084035-phpapp01&amp;stripped_title=a-indstria-da-loucura" /&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"/&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"/&gt;&lt;embed src="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayerd.swf?doc=indstriadaloucura-100401084035-phpapp01&amp;stripped_title=a-indstria-da-loucura" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="477" height="510"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="padding: 5px 0pt 12px;"&gt;View more &lt;a href="http://www.slideshare.net/"&gt;documents&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://www.slideshare.net/mtbqueiroz"&gt;mtbqueiroz&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-1417184345620790614?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/1417184345620790614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/04/industria-da-loucura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/1417184345620790614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/1417184345620790614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/04/industria-da-loucura.html' title='A indústria da loucura'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-2688209696590819349</id><published>2010-03-28T10:09:00.000-07:00</published><updated>2010-03-28T10:23:14.810-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reforma psiquiátrica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='serviço social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><title type='text'>Serviço Social e Saúde Mental . Parte 1</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S6-MUyyXU8I/AAAAAAAAAbg/ZhfYh8Q4GRg/s1600-h/ss%20s%C3%A1ude%20mental.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S6-MUyyXU8I/AAAAAAAAAbg/ZhfYh8Q4GRg/s200/ss%20s%C3%A1ude%20mental.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O Serviço Social atua em diversos programas e projetos nas instituições psiquiátricas e sua prática tem se modificado em função das transformações pelas quais tem passado à assistência psiquiátrica no Brasil. A pluralidade de sua atuação remete a uma complexidade que torna potencialmente contraditória. Além disso, nem sempre os programas do estabelecimento psiquiátrico têm sua homogeneidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As instituições psiquiátricas, em geral, não dão resposta à demanda global do paciente, aos seus problemas na totalidade. No caso dos transtornos psíquicos, vários aspectos interferem no bom andamento do restabelecimento mental e não são tratados pela psiquiatria; daí outros profissionais são acionados. Quando certos aspectos do problema global situam-se na área social, O Serviço Social é chamado a atuar. Porém, podemos observar que no Movimento de Reforma psiquiátrica a problematização teórica e o leque de programas vão além da assertiva acima.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na psiquiatria tradicional, os “outros” profissionais atuam no sentido de complementar o trabalho dos psiquiatras de forma atingir a melhor realização da finalidade institucional, a recuperação do paciente. O  assistente Social dentro  desse tipo instituição trabalha  com a mesma finalidade  da psiquiatria , mas garantindo a eficácia dos profissionais psiquiatras pela ampliação do âmbito da intervenção , pela garantia que o paciente  se encaixe na demanda à qual a instituição de assistência psiquiátrica está respondendo , isto é ,  para garantir o tratamento principal , o tratamento psiquiátrico.. Na ocorrência de qualquer fato que interfira no planejamento do atendimento psiquiátrico e que seja considerado como fenômeno social ou contextual, o assistente social é convocado a recolocar o paciente no processo de trabalho organizacional considerado “normal” pelo estabelecido psiquiátrico. O Serviço Social intervém em tudo que escapa à racionalidade desse processo no que tange à situação objetiva (dita social) ou aspectos contextuais diversos (é por isso que alguns assistentes sociais em Saúde Mental declaram “servirem para tudo”, serem “quebra-galhos”).  Essa prática funcional a lógica psiquiátrica é antiga no Serviço Social em Saúde Mental. Ela é modelo de Serviço Social tradicional desde os anos de 1950. Desde dessa época, “tudo que não é concebido como diretamente associado com o especificamente psíquico e somático (...) é empurrado nestas para o Serviço Social”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em instituições com serviços alternativos condizentes com o Movimento de Reforma Psiquiátrica, o Serviço Social também age no sentido de contribuir para o melhor tratamento psiquiátrico, só que este último é redefinido para incluir as questões advindas de rupturas do usuário com o meio social. O melhor tratamento psiquiátrico também é o melhor tratamento social, assim são objetivos da reabilitação psicossocial. De modo que o Serviço Social é demandado para, junto com outros profissionais, intervir sempre que houver ruptura por parte do paciente, tanto à sua integração institucional (à psiquiatria renovada), quanto à integração social. Por exemplo, se um hospital-dia prescreve um tratamento em que o paciente deve ir todos os dias ao centro de atenção psicossocial e este não tem dinheiro para passagem, o Serviço Social, com o intuito de o usuário se encaixar no planejado, intervém para tentar conseguir passes de ônibus gratuitos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Fonte: Livro Serviço Social e Saúde Mental: uma análise institucional da prática. Professor José Augusto Bisneto – ESS/UFRJ.  &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-2688209696590819349?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/2688209696590819349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/03/servico-social-e-saude-mental.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/2688209696590819349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/2688209696590819349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/03/servico-social-e-saude-mental.html' title='Serviço Social e Saúde Mental . Parte 1'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S6-MUyyXU8I/AAAAAAAAAbg/ZhfYh8Q4GRg/s72-c/ss%20s%C3%A1ude%20mental.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-6383246236052381625</id><published>2010-03-23T16:27:00.000-07:00</published><updated>2010-03-23T16:29:30.201-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relato'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reforma psiquiátrica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caps'/><title type='text'>Relato de uma paciente do Caps</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CMayko%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;o:smarttagtype name="metricconverter" namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S6lOHyjtqFI/AAAAAAAAAbE/J9oEFGMRARs/s1600-h/louco.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="178" src="http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S6lOHyjtqFI/AAAAAAAAAbE/J9oEFGMRARs/s200/louco.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;USUÁRIA DA CAPS:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Marcelle sou usuária do Caps Davi Capstranio Filho em Aracaju/Se e visitei o seu blog e gostei muito do pouco que eu li.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Pergunto a você: O que eu faço para denunciar o meu tio XXXXX que insiste que eu vá para uma casa de recuperação evangélica aqui no interior (em Itaporanga d'ajuda) dizendo que é pra eu ser curada, mas as verdadeiras intenções dele são outras? &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na verdade ele quer me jogar lá na intenção e me destruir. Ele é um homem perverso, vingativo e ruim; fez fofoca e conseqüentemente a inimizade entre a ex-mulher dele contra minha mãe(irmã dele) as duas não se falam.&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Vou contar um pouco da minha história: comecei a apresentar problemas de comportamento leves em 1997 e em &lt;st1:metricconverter productid="1999 a" w:st="on"&gt;1999  a&lt;/st1:metricconverter&gt; coisa piorou de tal forma que sai do estágio e tranquei a faculdade de pedagogia no mesmo ano e de lá pra cá não voltei mais a trabalhar e estudar na sociedade dita "normal". Pois tive alguns altos e baixos mudei do RJ pra morar em Aracaju, nisso eu fiquei jogada no meio dos problemas da família, e acabei sendo ou virando o bode espiatório quer dizer eu virei a razão, o motivo dos problemas das pessoas, dos meus familiares mais próximos e a verdade é que eu não sou o problema da vida de ninguém. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Acho que eu sou a chave dos problemas da minha mãe e dos meus irmãos e do meu e deve isso que ele vê fica me persiguindo, ele faz as coisas, toma atitudes para ninguém desconfiar das segundas intenções dele.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;RESPOSTA:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CMayko%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Olá, YYYYYY, saudações antimanicomiais! Que bom que você gostou do blog, to começando agora , há muito o que se fazer, eu mesma vou passar a escrever mais. Então sugiro que você seja uma seguidora do blog clicando no botão "SEGUIR" que há no canto direito da página, assim você poderá participar mais interativamente nele.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Quanto ao seu relato acima, penso que você está num dispositivo alternativo ideal para o seu tratamento. Além de estar de acordo com a reforma psiquiátrica , os CAPS oferecem um suporte para quem precisa de atenção e cuidado. E Cuidado não só no sentido de tomar remédios, mas de ter direito a um tratamento com assistência, com a atenção psicossocial. Ou seja, junto com uma equipe interdiscplinar você pode ter o tratamento que precisa, exercendo seu direito de cidadania de estar no espaço urbano, indo e vindo, jamais com isolamento . Internação é coisa do passado, não se misturam esses tipos de temas. Um coisa é a opção religiosa, outra é o sofrimento mental que requer outro tipo de Atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você está no CAPS continue nele, procure os técnicos, insista no seu tratamento mesmo que você não tenha um grande suporte familiar, conheça seus direitos! Eu não te conheço, mas você disse que havia deixado alguns projetos seus de faculade, trabalho, seu tio te persegue, que ele fala em internação para receber tratamento "religioso" e mudou-se de Estado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Bem , aí vão algumas dicas que podem ser sugestivas como a Lei 10.216: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;São direitos da pessoa portadora de transtorno mental:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;I - ter acesso ao melhor tratamento do sistema de saúde, consentâneo às suas necessidades;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VII - receber o maior número de informações a respeito de sua doença e de seu tratamento.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;VIII - ser tratada em ambiente terapêutico pelos meios menos invasivos possíveis;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;IX - ser tratada, preferencialmente, em serviços comunitários de saúde mental.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Art. 4, § 1o O tratamento visará, como finalidade permanente, a reinserção social do paciente em seu meio.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;.&lt;br /&gt;Art. 4, § 3o É vedada a internação de pacientes portadores de transtornos mentais em instituições com características asilares, ou seja, aquelas desprovidas dos recursos mencionados no § 2o e que não assegurem aos pacientes os direitos enumerados no parágrafo único do art. 2o.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;.&lt;br /&gt;Se você fala em DENÚNCIA acredito que se haver algum constrangimento por parte do seu tio, o MINISTÈRIO PÚBLICO da sua cidade deve ser acionado de acordo com essa lei. Converse com o seu técnico - referência do CAPS.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;.&lt;br /&gt;Existe um benefício assistencial para quem não tem capacidade de exercer suas atividades laborais, mesmo que seja por um período momentâneo. Ele se chama Benefício de Prestação Continuada (BPC). Você recebe? Não sei se é o seu caso. No meu blog explico o que é e como adquiri-lo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;.&lt;br /&gt;No mais YYYYY, é isso. não devemos nos calar diante daquilo que nos incomoda. Devemos a todo momento estar atento e combater todo o tipo de preconceito e lutar pela garantia dos nossos diteitos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;.&lt;br /&gt;Sabe, tenho uma louca experiência com usuários crônicos que estão inserido nos dispositivos alternativos de Niterói. Minhas idas ao CAPS, Residencias Terapêuticas renderia um livro. Quantas reuniões, musicoterapia, passeios. Fiquei no primeiro ano de estágio debruçada sobre esse trabalho, investigando a realidade manicomial desses usuários e pude constatar o quanto essas pessoas melhoram , no sentido deles se reapropriarem do espaço, da casa , da famíla, do seu direito de cidadnia, do seu direito de ser "DIFERENTE". Vou postar minhas "loucas" histórias no blog , vê lá!!!&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Bjs! Bjs! Por um mundo sem manicômios!!! A luta não pode parar!!!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-6383246236052381625?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/6383246236052381625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/03/relato-de-uma-paciente-do-caps.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/6383246236052381625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/6383246236052381625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/03/relato-de-uma-paciente-do-caps.html' title='Relato de uma paciente do Caps'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S6lOHyjtqFI/AAAAAAAAAbE/J9oEFGMRARs/s72-c/louco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-7389777113521476619</id><published>2010-03-17T14:08:00.000-07:00</published><updated>2010-03-17T14:08:24.074-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tabaco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psiquiatria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caps'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><title type='text'>Tabagismo e Transtornos Psiquiátricos</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CMayko%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S6FEBAXpdXI/AAAAAAAAAao/FD9Rk9zY9MQ/s1600-h/Tabaco.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" src="http://2.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S6FEBAXpdXI/AAAAAAAAAao/FD9Rk9zY9MQ/s200/Tabaco.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Recente estudo publicado pela USP revela a forte relação do tabagismo e portadores de transtornos mentais. Segundo os pesquisadores, o tabagismo parece melhorar a cognição, o humor e a ansiedade por uma multiplicidade de efeitos reforçadores e a abstinência de nicotina pode exacerbar todos estes sintomas. A abstinência nicotínica também pode agravar alguns transtornos psiquiátricos, levar à recaída e aumentar os níveis sangüíneos de muitos medicamentos. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Está comprovado que a probabilidade de abandono do tabagismo é reduzida em pacientes com transtornos de depressão. O tabagismo pode, por exemplo, auxiliar na “automedicação” de sentimentos de tristeza ou humor negativo. Ou seja, os níveis de depressão podem influenciar, em uma relação de causalidade direta, os níveis subseqüentes de consumo de tabaco. Há evidências, ainda, de que o uso de nicotina interfere nos sistemas neuroquímicos (neurorreguladores como acetilcolina, dopamina e norepinefrina), que, por seu turno, afetam circuitos neurais, tais como mecanismos reforçadores associados à regulação de humor. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Já em portadores de esquizofrenia, o consumo de tabaco pode ser reflexo de processo de institucionalização, tédio e baixo controle dos impulsos dos portadores dessa doença. Esquizofrênicos relatam que fumar produz relaxamento, reduz a ansiedade e os efeitos colaterais de medicações. Como algumas medicações antipsicóticas acarretam efeitos desagradáveis, é possível que a alta prevalência de tabagismo observada em esquizofrênicos seja uma tentativa de reduzir os efeitos colaterais desses medicamentos. Além disso, o consumo de tabaco pode ainda melhorar a concentração, reduzir a hiperestimulação desagradável experimentada por esquizofrênicos e promover um dos poucos prazeres disponíveis para muitos portadores da doença.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A pesquisa aponta que alguns autores sugerem uma associação inversa entre consumo de tabaco e transtorno obsessivo compulsivo (TOC). Há indícios de que a prevalência de tabagismo é menor em portadores desse transtorno em relação à população em geral e em comparação a outras populações psiquiátricas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Portanto, o trabalho reconhece e confirma dados de pesquisas de natureza biológica, como o consumo de tabaco para alívio de efeitos colaterais de medicações e tentativa de automedicação dos sintomas da doença. Entretanto, segundo os fumantes entrevistados, a principal barreira para o abandono do tabaco parece ser o sentimento de desespero por ser portador de uma doença mental, a falta de esperança em recuperação e a necessidade de controle. Além disso, as desigualdades nas percepções e nos padrões de consumo de tabaco encontradas entre pacientes com diferentes transtornos mentais sugerem que a intervenção pode ser mais eficaz se o diagnóstico psiquiátrico for também levado em consideração durante o tratamento.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.hcnet.usp.br/ipq/revista/vol30/n6/221.html"&gt;Revista de Psiquiatria Clínica (estudo completo)&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-7389777113521476619?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/7389777113521476619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/03/tabagismo-e-transtornos-psiquiatricos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/7389777113521476619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/7389777113521476619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/03/tabagismo-e-transtornos-psiquiatricos.html' title='Tabagismo e Transtornos Psiquiátricos'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S6FEBAXpdXI/AAAAAAAAAao/FD9Rk9zY9MQ/s72-c/Tabaco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-6109100558753691006</id><published>2010-03-15T08:02:00.000-07:00</published><updated>2010-03-15T08:02:35.900-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='benefícios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BPC'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reforma psiquiátrica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><title type='text'>Benefício de Prestação Continuada - BPC</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S55LqmQI79I/AAAAAAAAAag/pByPRHKbgN0/s1600-h/bpc.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S55LqmQI79I/AAAAAAAAAag/pByPRHKbgN0/s200/bpc.jpg" width="197" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CMayko%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}span.highlightedsearchterm	{mso-style-name:highlightedsearchterm;}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O Benefício de Prestação Continuada – BPC/LOAS é um direito garantido na Constituição Federal de 1988 e tem amparo legal na Lei Lei 10.741, de 1º de outubro de 2003, que institui o Estatuto do Idoso. O valor pago do benefício consiste em 1 salário mínimo mensal a pessoas com 65 anos de idade ou mais e a pessoas com deficiência incapacitante para a vida independente e para o trabalho. Além disso, em ambos os casos a renda &lt;i&gt;per capita&lt;/i&gt; familiar seja inferior a ¼ do salário mínimo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Compete ao Ministério do Desenvolvimento e Combate à Fome (MDS) sua gestão, acompanhamento e avaliação. A operacionalização do BPC fica a cargo do Instituto Nacional da Previdência Social (INSS) e os recursos para custeito do benefício provêm do Fundo Nacional da Assistência Social (FNAS).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não é necessário que o requerente do benefício tenha contribuído para a Previdência Social, mas alguns requisitos deverão ser observados:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;- &lt;b&gt;Considera-se renda mensal bruta familiar&lt;/b&gt;: a soma dos rendimentos brutos auferidos mensalmente pelos membros da família composta por salários, proventos, pensões, pensões alimentícias, benefícios de previdência pública ou privada, comissões, pró-labore, outros rendimentos do trabalho não assalariado, rendimentos do mercado informal ou autônomo, rendimentos auferidos do patrimônio, Renda Mensal Vitalícia e Benefício de Prestação Continuada, exceto quando se aplica a concessão do &lt;span class="highlightedsearchterm"&gt;BPC&lt;/span&gt; a outro idoso na família conforme previsão do parágrafo único do Art. 34 da Lei 10.741 de 1° de outubro de 2003 - Estatuto do Idoso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;- Só são considerados integrantes da mesma família para efeitos de acesso ao &lt;span class="highlightedsearchterm"&gt;BPC&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;O conjunto de pessoas que vivem sob o mesmo teto, assim entendido, o requerente, o cônjuge, a companheira, o companheiro, o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido, os pais, e o irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;- Situação de separação, divórcio ou similares deverão ser comprovadas com documentos.- Requerimentos por procuração, responsáveis por menores ou sob tutela e curatela deverão ser acompanhados da documentação legal.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CMayko%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;- No caso de pessoa com deficiência, a condição de incapacidade para o trabalho e para a vida independente deve ser atestada pela perícia médica do INSS.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como funciona &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;1- Solicitar ao INSS, por meio de Requerimento próprio, que deve ser preenchido e assinado pelo requerente responsável legal; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;2- Declarar, em formulário próprio, a composição do grupo familiar e comprovar renda inferior a 1/4 do salário mínimo mensal por pessoa da família; &lt;br /&gt;3- No caso das pessoas idosas, comprovar a idade mínima de 65 anos;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;4- No caso das pessoas com deficiência, ter a sua condição de incapacitada para a vida independente e para o trabalho atestada pela perícia médica do INSS; &lt;br /&gt;5- Pessoas com deficiência deverão aguardar a convocação do INSS para a realização da perícia médica, &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;6- O requerimento, acompanhado da documentação, deverá ser entregue ao INSS ou nos locais autorizados. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pré-requisitos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O idoso deve comprovar que: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- possui 65 (sessenta e cinco) anos ou mais; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- o total de sua renda mensal e dos membros de sua família, dividido pelos integrantes,&amp;nbsp; seja menor que um quarto do salário mínimo vigente. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A pessoa com deficiência deve comprovar que: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- é deficiente e está incapacitada para o trabalho e para a vida independente; &lt;br /&gt;- o total de sua renda mensal e dos membros de sua família, dividido pelos integrantes, seja menor que um quarto do salário mínimo vigente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.previdenciasocial.gov.br/conteudoDinamico.php?id=665" target="_blank"&gt;Clique aqui para saber sobre os documentos solicitados para pedir o benefício assistencial.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.previdencia.gov.br/forms/formularios/form018.html" target="_blank"&gt;Clique aqui para adquirir o formulário  para requerimento do Benefício de Prestação Continuada da Assistência  Social - BPC-LOAS / Lei nº 8.742/93.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mpas.gov.br/forms/formularios/form006.html" target="_blank"&gt;Clique aqui para adquirir a declaração  sobre a composição do grupo e da renda familiar do idoso e da pessoa  portadora de deficiência.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.previdenciasocial.gov.br/conteudoDinamico.php?id=433"&gt;Clique aqui para ir ao agendamento  eletrônico de atendimento do INSS.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.conselhos.mg.gov.br/uploads/33/Cartilha%20BPC.pdf"&gt;Adquira a Cartilha do BPC clicando aqui. &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-6109100558753691006?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/6109100558753691006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/03/beneficio-de-prestacao-continuada-bpc.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/6109100558753691006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/6109100558753691006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/03/beneficio-de-prestacao-continuada-bpc.html' title='Benefício de Prestação Continuada - BPC'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S55LqmQI79I/AAAAAAAAAag/pByPRHKbgN0/s72-c/bpc.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-3850864949450758186</id><published>2010-03-13T07:34:00.000-08:00</published><updated>2011-09-18T06:04:01.767-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reforma psiquiátrica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caps'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><title type='text'>Modelo de Projeto Terapêutico para Caps</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S5uxgWu3sRI/AAAAAAAAAZ4/VuUIDUTL7RE/s1600-h/fluxograma.gif" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="168" src="http://2.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S5uxgWu3sRI/AAAAAAAAAZ4/VuUIDUTL7RE/s200/fluxograma.gif" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Conforma solicitado por leitores do blog, tenho um modelo de projeto terapêutico para Caps. Abaixo segue uma cópia do Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal da UFRGS implantado no Hospital de Clínicas de Porto Alegre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Projeto Terapêutico Adulto Caps II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;1. INTRODUÇÃO&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt; Os CAPS representam estruturas terapêuticas intermediárias entre a hospitalização integral e o acompanhamento ambulatorial, que se responsabilizam por atender indivíduos com transtornos psiquiátricos graves, desenvolvendo programas de reabilitação psicossocial. Entende-se por reabilitação psicossocial a possibilidade de reverter um processo desabilitador através do aumento da contratualidade social do indivíduo com o mundo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Desde agosto de 2000 funciona, em prédio anexo ao HCPA, o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) constituído na modalidade CAPS II, conforme a Portaria 336 de 19 de fevereiro de 2002, credenciado em outubro de 2002.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A assistência é prestada a uma população adulta com transtornos mentais graves e persistentes, causadores de importante grau de desabilitação, ou seja, limitação ou perda de capacidade operativa. O atendimento abrange regime intensivo, semi-intensivo e não intensivo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;1.1 OBJETIVO GERAL&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;- Promover a manutenção dos usuários no melhor nível de funcionamento e máximas condições de autonomia possível, para cada caso, evitando novas internações e visando a reintegração no seu grupo social.&lt;br /&gt;- Integrar a família ao tratamento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;1.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;:: Reduzir os sintomas: farmacologia, grupos terapêuticos, apoio familiar;&lt;br /&gt;:: Reduzir a Iatrogenia: diminuindo e eliminando sempre que possível as conseqüências físicas e comportamentais da institucionalização prolongada.&lt;br /&gt;:: Promover a competência social e profissional;&lt;br /&gt;:: Reduzir o estigma;&lt;br /&gt;:: Apoiar a familiar e seu grupo social;&lt;br /&gt;:: Promover autonomia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;1.3 POPULAÇÃO-ALVO&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Usuários com transtornos psíquicos graves e persistentes referidos dos serviços de saúde mental.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;1.4 RECURSOS HUMANOS &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A equipe fixa constitui-se de: &lt;br /&gt;:: 2 enfermeiras; &lt;br /&gt;:: 1 auxiliar de enfermagem;&lt;br /&gt;:: 1 terapeuta ocupacional;&lt;br /&gt;:: 1 recreacionista;&lt;br /&gt;:: 1 psicóloga;&lt;br /&gt;:: 1 assistente social; &lt;br /&gt;:: 1 recepcionista;&lt;br /&gt;:: 1 funcionária da higienização; &lt;br /&gt;:: médicos residentes em psiquiatria &lt;br /&gt;:: 2 psiquiatras supervisores.&lt;br /&gt;O serviço de nutrição fornece a alimentação dos usuários.&lt;br /&gt;Contamos, também com estagiários em graduação e com o trabalho voluntariado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;2. METODOLOGIA &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Os pacientes serão triados pela equipe médica, de enfermagem e serviço social com aplicação do formulário de ingresso e das escala de auto-cuidado KATS, escala BPRS ancorada e escala qualidade de vida-breve além de dados de anamnese objetiva e subjetiva.(ANEXO 3). Todos os pacientes serão discutidos em equipe quando se definirá a inclusão, grau de desabilitação e plano de atendimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Plano I: O plano de atendimento nos primeiros 6 meses visa resgatar hábitos de socialização, auto-cuidado, conhecimento sobre a doença e desenvolvimento de habilidades cognitivas. Após esse período de atendimento, todos os pacientes serão reavaliados com objetivo de definir a seqüência de atendimento e possibilidade de ingressar no plano II. A partir deste momento serão definidos critérios para encaminhamento dentro ou fora do CAPS. O trabalho de reabilitação abrange dois planos distintos e interligados de trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Plano II: Treinamento profissionalizante, adaptado para cada paciente conforme capacitação específica.&lt;br /&gt;• Não necessariamente dentro do CAPS. &lt;br /&gt;• Auxilio na busca de trabalho também através de convênios com empresas. &lt;br /&gt;*** OBS: Os períodos de permanência nos planos são estimados em caráter experimental dependendo sua confirmação da evolução prática do trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;2.1 FLUXOGRAMA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;OBS: Os pacientes que ingressarem no CAPS, já deverão ter sido atendidas em nível ambulatorial.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="431" src="http://www.ufrgs.br/psiq/fig1.JPG" width="656" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;2.2 PLANO I&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Programa de Reabilitação Psicossocial&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Este programa tem como objetivo o treinamento para atividades de auto-cuidado de forma mais abrangente possível aos usuários do CAPS. O programa de capacitação de auto-cuidado é dividido em quatro núcleos: núcleo de psicoeducação, núcleo de treinamento cognitivo-comportamental, núcleo do auto-cuidado, núcleo terapêutico. Cabe salientar que esta divisão tem caráter didático e operativo, posto que suas atividades estão intrínsicamente interrelacionadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Núcleo de Psicoeducação; O núcleo psicoeducação visa capacitar os familiares quanto ao entendimento da doença, informando sobre aspectos diagnósticos, terapêuticos, prognósticos. Este trabalho é desenvolvido, a partir do ingresso no Caps, semanalmente, em grupo de no máximo de 10 indivíduos (no máximo 2 por família). Este treinamento é realizado pelos residentes de medicina do HCPA em estágio rotativo. As atividades consistem de 10 aulas expositivas, com duração de uma hora e meia, bem como exercícios práticos de reforço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Núcleo de Treinamento Cognitivo-Comportamental : Esta atividade consiste de um treinamento para melhora de funções cognitivas através de exercícios práticos além de informações sobre aspectos diagnósticos, terapêuticos e prognósticos sobre a doença, com freqüência semanal, de uma hora e meia de duração, em grupo de no máximo 10 pacientes, a partir do ingresso no CAPS. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Núcleo do Auto-Cuidado&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;1) Grupo de Cuidados Pessoais: realizado semanalmente e coordenado pela enfermeira com a participação do auxiliar de enfermagem. O grupo deverá ter uma duração máxima de 30 minutos e deverá realizar-se preferencialmente entre as 12:30 e 13:00 horas. Este horário é conveniente no sentido de reunir dois turnos. Assuntos a serem abordados: higiene pessoal, vestuário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;2) Oficina de Culinária: é um grupo que ocorre nas segundas feiras, das 10 horas às 11:30 horas, terça-feira das 14 horas às 15:30, quinta-feira das 10:30 às 11:30 e sexta-feira das 14 horas às 15:30, sob a coordenação da auxiliar de enfermagem e participação da enfermeira, tem como proposta ensinar cardápios simples para sua própria alimentação. Desta forma eles adquirem autonomia, segurança e liberdade de escolha nos alimentos; organização no preparo e conceito de higiene.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;3) Atividade de Vida Diária: os pacientes serão treinados para compras, transportes públicos, pagar e receber dinheiro, falar ao telefone, utilizar computador, marcar consultas, etc. através da participação em diversas atividades que são realizadas nos diferentes núcleos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;4) Grupo de Treinamento em Medicação e Doença: este grupo é realizado quartas e quintas feiras alternadamente e será coordenado pelos residentes ou cursistas do primeiro ano de psiquiatria que estejam em estágio no CAPS. Tem duração de 45 minutos, 30 minutos iniciais para exposição teórica e 15 minutos para perguntas. Projeta-se que este grupo possa ser ampliado a familiares no futuro. Tem como objetivo a melhor adesão ao tratamento, através do entendimento sobre a doença, mecanismo de ação dos medicamentos, efeitos colaterais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;5) Atividade do Passeio: passeios realizados nas quartas-feiras das 13:30 até 16:30 e contam com a participação dos residentes, enfermagem e psicologia. Busca integrar os tópicos trabalhados durante a semana, como o convívio social, autonomia, colocando-os em prática e estimulando a participação dos usuários nesta tarefa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;6) Grupo Operativo: é um grupo de usuários do CAPS que se responsabilizam por realizar tarefas diárias de organização (cozinha, banheiro, camas, sala) têm como objetivos aprendizagem de AVDs ,organização, resgate da auto-estima, valorização e interação social. Realizam-se reuniões nas segundas-feiras no horário das 12:00 ás 12:30 sob a coordenação da Terapeuta Ocupacional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;7) Alongamento: é realizado todas as manhãs, sendo sempre, a primeira atividade do dia. Além dos benefícios de relação do sujeito com o seu meio, oportuniza a manutenção e/ou recuperação do movimento normal de membros e articulações desenvolvendo melhor mobilidade articular, agilidade, assim como auxilia no processo de restabelecimento ou construção da corporeidade nos pacientes. Está sob a coordenação do recreacionista terapêutico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;8) Assembléia: reunião realizada semanalmente, na quinta-feira, com usuários e equipe que tem como objetivo discutir assuntos pertinentes ao funcionamento do grupo e CAPS estimulando um indivíduo crítico, com opinião. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Núcleo Terapêutico&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;1) Grupo de Atividade Pedagógica: atividade que vem sendo desenvolvida pelos professores do voluntariado, nas quartas-feiras à tarde. O programa visa resgatar conhecimentos teórico-práticos adequando-se em nível de escolaridade individual. Deve servir de estímulo para pelo menos um grupo de pacientes retomar atividade escolar oficial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;2) Grupo de Pacientes: Dois grupos quinzenais de usuários com alternância semanal. A equipe fixa é constituída de um médico psiquiatra, psicólogo e auxiliar de enfermagem. A coordenação é efetuada por todos os técnicos de forma alternada. O coordenador tem um papel ativo, com a utilização da dinâmica de grupo e interações entre os membros, na busca dos objetivos: Entre os objetivos: promover aspectos mais integrados da personalidade; promover contato interpessoal a fim de favorecer suporte e socialização; desenvolver teste de realidade, através da discussão dos sintomas e compreensão do transtorno mental; permitir a expressão de emoções com vista a reduzir ansiedade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;3)Acompanhamento psiquiátrico individual: os usuários serão atendidos individualmente pelos residentes de psiquiatria, em princípio mensalmente, para revisão do quadro terapêutico e do esquema farmacológico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;4) Grupo de Familiares: Dois grupos quinzenais de familiares, com alternância semanal. A participação de familiares é obrigatória. A equipe fixa é constituída de um médico psiquiatra, psicólogo e assistente social. Tem como objetivo integrar a família ao tratamento, informar e esclarecer sobre o transtorno mental, buscar a facilitação da convivência com o paciente e suas limitações: estimular a troca de experiências entre famílias que compartilham um problema comum, estimular a autonomia na busca de recursos e soluções junto à comunidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;5) Roda de Conversa: Ocorre nas terças e sextas-feiras sob a coordenação da enfermeira e com a participação da estagiária de psicologia e da auxiliar de enfermagem. A roda de conversa promove um ambiente de redescobertas; onde conseguem cuidar de si e dos outros. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;6) Grupo de Acolhida: Ocorre todas as segundas-feiras pela manhã e é coordenado pela psicóloga e terapeuta ocupacional. O grupo aborda a rotina do fim-de-semana, estimulando ao convívio familiar e a atividades recreativas. Pode definir metas de trabalho para a próxima semana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;7) Grupo Psicodinâmico: Ocorre nas quintas-feiras às 13:30, tem duração de uma hora, é coordenado pela psicologia e conta com a participação da enfermagem. As dinâmicas de grupo são utilizadas para favorecer a integração dos colegas. Além disso, são utilizadas técnicas que favorecem a integração dos participantes por meio de experiências pessoais que são compartilhadas e que ganham significado por meio do que é falado e compreendido pelo grupo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;8) Jornal CAPS: É elaborado pêlos usuários com matérias que descrevem suas atividades, passeios, notícias do mundo, eventos. Além disso, mantém o contato e a crítica das atualidades e coloca em circulação nossas produções. É impresso pela gráfica do HCPA, tem periodicidade trimestral e está sob a coordenação da terapeuta ocupacional e recreacionista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;9) Oficina de Pintura e Atividades Plásticas: Realizada por voluntários nas sextas-feiras com duração de uma hora, turno da manhã e tarde. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;10) Oficina de psicodrama: esta oficina tem como objetivo possibilitar, através da dramatização, a vivência de uma determinada situação trazida pelo grupo. Ao final da representação são convocados a compartilhar seus sentimentos e impressões com os demais e após é feita reflexão no grande grupo. Realizada semanalmente, nas quintas-feiras no horário de 9:30 às 10:45.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;11) Oficina de Pintura e Desenho: esta é uma atividade de expressão artística que procura auxiliar no processo de auto-reconhecimento do portador de sofrimento psíquico, oferecendo um setting diferenciado e a possibilidade de expressão de sentimentos de forma não-verbal. Esta oficina funciona semanalmente com duração de 1 hora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;12) Oficina de Exercício da Cidadania e Leitura de Notícias de Jornais: consiste numa oficina de caráter operativo e sócio-educativo com uma hora de duração, duas vezes por semana sob a coordenação do Serviço Social. O objetivo é estimular e promover uma atitude de cidadania levando os usuários à reflexão, a experimentação e a capacitação da prática social através da discussão, debate, troca de experiências e leitura de notícias de jornais de temas relativos a questão sociais, políticas e de livre escolha dos usuários.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;2.3 PLANO II&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Núcleo de preparação para o trabalho e convívio social&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;1) Oficina de Geração de Renda: esta atividade proporciona geração de renda, além de trabalhar aspectos como lidar com diferentes materiais, organização, responsabilidade, dificuldades, aprendizagem e, se possível, profissionalização. A renda poderá ser usada para compra de materiais.&lt;br /&gt;• Confecção de velas: realizada às segundas-feiras, sob a coordenação da terapeuta ocupacional e recreacionista.&lt;br /&gt;• Pintura em tecido e bordado: realizada às segundas-feiras, sob a coordenação da terapeuta ocupacional e enfermeira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;2) Oficina de informática: realizada às quintas-feiras, sob a coordenação da terapeuta ocupacional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;3) Recursos da comunidade: Esta proposta é de buscar contatos com recursos da comunidade, estabelecendo convênios e alternativas na profissionalização, socialização, educação, reabilitação e reinserção de nossos usuários. A responsabilidade técnica é da recreacionista e terapeuta ocupacional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;4) Esporte Cidadão: esta atividade é realizada quinzenalmente sob a coordenação da recreacionista. É trabalhado sobre uma modalidade esportiva, de escolha do grupo, proporcionando conhecimento à cerca dos esportes. São discutidas sobre regras, personalidades, acessibilidades, locais, materiais e demais aspectos pertinentes. Além disso, é proposta a prática e/ou visitas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;5) Oficina Reciclando Papéis: esta oficina procurará trabalhar a inclusão social e desenvolver a autonomia dos usuários potencializando seus interesses pelo processo de fabricação de papel reciclado artesanal. A intenção é oferecer a possibilidade de aprender um labor que possa, além de auxiliar na manutenção de seu bem estar mental, eventualmente, garantir uma renda extra como retorno pela dedicação empenhada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://www.ufrgs.br/psiq/ProjetoTerapeuticoAdulto.htm"&gt;CLIQUE AQUI&lt;/a&gt; para entrar na página do modelo de projeto terapêutico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-3850864949450758186?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/3850864949450758186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/03/modelo-de-projeto-terapeutico-para-caps.html#comment-form' title='49 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/3850864949450758186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/3850864949450758186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/03/modelo-de-projeto-terapeutico-para-caps.html' title='Modelo de Projeto Terapêutico para Caps'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S5uxgWu3sRI/AAAAAAAAAZ4/VuUIDUTL7RE/s72-c/fluxograma.gif' height='72' width='72'/><thr:total>49</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-1689490369042621859</id><published>2010-03-11T09:01:00.000-08:00</published><updated>2010-03-11T09:01:59.236-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='oficinas terapêuticas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reforma psiquiátrica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><title type='text'>Economia Solidária: oficinas de geração de renda</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S5khmxdXUfI/AAAAAAAAAWI/RiqudWZWIpo/s1600-h/OGR.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://2.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S5khmxdXUfI/AAAAAAAAAWI/RiqudWZWIpo/s200/OGR.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É sabido que as oficinas de geração de renda ajudam na reabilitação dos pacientes com transtornos mentais inserindo-o novamente no mundo social. Paulo Amarante (1997) já dizia que a proposta atual de oficinas sugere estratégias que buscam inserção dos pacientes, a partir de métodos que capacitam os portadores a criar, produzir e vender os produtos que desenvolvem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso, as oficinas são criadas para que as portadores de transtornos mentais possam transformar suas competências em fonte de renda. Tem um cunho social, sendo utilizada como ferramenta de formação de pacientes com ou sem benefícios, para que eles iniciem seu processo de crescimento e mobilidade social de forma prática e autônoma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse modelo de geração de renda associada à produção e comercialização também é conhecido como Economia Solidária. Entende-se por esse conceito um modo específico de organização de atividades econômicas. Ela se caracteriza pela autogestão, ou seja, pela autonomia de cada unidade ou empreendimento e pela igualdade entre os seus membros. Nos primórdios do capitalismo, o modelo apresentado mostrava que o empregado era tido unicamente como propriedade do empregador, separado das forças produtivas que detinha ou utilizava. O conceito que pode ser empregado pela economia popular solidária é: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“A empresa solidária nega a separação entre trabalho e posse dos meios de produção, que é reconhecidamente a base do capitalismo. (...) A empresa solidária é basicamente de trabalhadores, que apenas secundariamente são seus proprietários. Por isso, sua finalidade básica não é maximizar lucro mas a quantidade e a qualidade do trabalho” (SINGER: 2002, p.04).”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parceira inédita entre os ministérios da Saúde e do Trabalho e Emprego (Secretaria Nacional de Economia Solidária) permitiu a criação de uma política de incentivo técnico e financeiro para as iniciativas de geração de renda. Essas medidas ampliam e fortalecem o acesso ao trabalho e a renda de pacientes com transtornos mentais e/ou que apresentam problemas decorrentes do uso de álcool e outras drogas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Coordenação Nacional de Saúde Mental utiliza o Cadastro Nacional das Iniciativas de Inclusão Social pelo Trabalho (CIST) para mapear as experiências de geração de trabalho e renda no campo da saúde mental. Este cadastro é um importante instrumento para a construção de uma rede de apoio às iniciativas de geração de trabalho e renda no campo da saúde mental. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pontos importantes na criação inicialização de uma oficina de geração de renda:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1)O que fazer e o que os portadores de doenças mentais gostam de fazer?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2)Como posso obter renda com isso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3)Preciso escolher os produtos...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4)Ter qualidade...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;5)Observar a demanda...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;6)Ouvir os compradores...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;7)Pesquisar o preço no mercado...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;8)Estipular o preço de venda...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;9)Organizar os processos de trabalho...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;10)Avaliar os participantes da oficina quanto a iniciativa, superação de dificuldades e sua autonomia...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-1689490369042621859?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/1689490369042621859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/03/economia-solidaria-oficinas-de-geracao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/1689490369042621859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/1689490369042621859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/03/economia-solidaria-oficinas-de-geracao.html' title='Economia Solidária: oficinas de geração de renda'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S5khmxdXUfI/AAAAAAAAAWI/RiqudWZWIpo/s72-c/OGR.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-7918266433111004279</id><published>2010-03-10T09:56:00.000-08:00</published><updated>2010-03-10T09:56:58.923-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='barbacena'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reforma psiquiátrica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><title type='text'>Barbacena: cidade dos loucos (Parte 3)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S5fdPsuAiHI/AAAAAAAAAVA/9rntVIRNHFU/s1600-h/barbacena03.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" src="http://4.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S5fdPsuAiHI/AAAAAAAAAVA/9rntVIRNHFU/s200/barbacena03.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das histórias mais pavorosas conta que era prática    corrente no hospital o método de “desencarnar” os    mortos, o que consistia em colocá-los em tonéis com    ácido para tirar-lhes a carne e vender os esqueletos às    faculdades de medicina. Muitos internos participavam    dessa função, “desencarnando” seus colegas mortos    e muitas faculdades de medicina, em todo o Brasil,    compravam os cadáveres de Barbacena para abastecer    seus laboratórios de anatomia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;Os mais rebeldes ou aqueles que cometiam algum ato    considerado pelos funcionários como insubmissão    eram mantidos presos em celas gradeadas, algemados    pelos pés e mãos, contidos por várias técnicas e métodos    diferentes. Passavam por sessões de eletrochoque,    das quais saiam mortos ou com dentes e ossos    quebrados. &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; O hospital possuía um centro cirúrgico no qual eram    realizadas as psicocirurgias, como a lobotomia, mais    apropriadamente chamada de leucotomia. Esse procedimento    leva a um estado de sedação, com baixa reatividade    emocional dos pacientes, considerado como eficaz para a melhoria dos sintomas externos da doença    psiquiátrica. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Em 1979, o conhecido psiquiatra italiano Franco Basaglia    visitou o Hospital Colônia de Barbacena e o    comparou aos campos de concentração nazistas de    Adolf Hitler.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-7918266433111004279?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/7918266433111004279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/03/barbacena-cidade-dos-loucos-parte-3.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/7918266433111004279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/7918266433111004279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/03/barbacena-cidade-dos-loucos-parte-3.html' title='Barbacena: cidade dos loucos (Parte 3)'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S5fdPsuAiHI/AAAAAAAAAVA/9rntVIRNHFU/s72-c/barbacena03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-8133222441853507990</id><published>2010-03-09T06:20:00.000-08:00</published><updated>2010-03-09T06:20:32.577-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='SUS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cursos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ministério da saúde'/><title type='text'>Cursos Gratuitos na UniverSUS</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S5ZV7JwLXTI/AAAAAAAAARQ/UPCYLMyJZsU/s1600-h/UNIVERSUS.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="113" src="http://4.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S5ZV7JwLXTI/AAAAAAAAARQ/UPCYLMyJZsU/s200/UNIVERSUS.png" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se você é, ou pretende ser, um profissional da área de saúde, principalmente se lida no dia a dia com os sistemas desenvolvidos pelo DataSUS, precisa conhecer o UniverSUS, um programa amparado pelo DataSUS e Ministério da Saúde que capacita os servidores da saúde à distância. Os cursos são sempre focados no ambiente do Sistema Único de Saúde (SUS). Você ainda pode compartilhar trabalhos e idéias através de um ambiente colaborativo. Aproveite a dica!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os &lt;strong style="font-weight: normal;"&gt;cursos grátis do Ministério da Saúde&lt;/strong&gt; estão atraindo a atenção de vários profissionais formados que ainda não conseguiram um cargo efetivo e precisam de alguma especialização. Quem organiza as inscrições para o curso é a UniverSus, empresa ligada à saúde. Você encontra dezenas de &lt;b&gt;&lt;strong&gt;cursos gratuitos no UniverSUS&lt;/strong&gt;.&lt;/b&gt; A palavra “gratuito” hoje em dia é muito bem vinda, devido aos altos custos do dia-a-dia, principalmente para os profissionais ligados à saúde. Até 2011 o Ministério da Saúde prevê qualificar mais de 50 mil profissionais na área da saúde da família.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os cursos são das mais variadas especialidades - Bolsa Família na Saúde, Programa de Volta para Casa, Gestão do SUS, Programa Saúde da Família, entre outos - e voltados para todos os profissionais da área da saúde. Os cursos abertos e as inscrições podem ser acompanhadas através do site&amp;nbsp; da &lt;a href="http://universus.datasus.gov.br/campus/"&gt;&lt;b&gt;UniverSUS&lt;/b&gt;.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-8133222441853507990?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/8133222441853507990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/03/cursos-gratuitos-na-universus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/8133222441853507990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/8133222441853507990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/03/cursos-gratuitos-na-universus.html' title='Cursos Gratuitos na UniverSUS'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S5ZV7JwLXTI/AAAAAAAAARQ/UPCYLMyJZsU/s72-c/UNIVERSUS.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-1531072701436067229</id><published>2010-03-09T05:50:00.000-08:00</published><updated>2010-03-09T05:50:41.481-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='barbacena'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reforma psiquiátrica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><title type='text'>Barbacena: cidade dos loucos (Parte 2)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S5ZR5oIm8OI/AAAAAAAAARI/iT00A6Ies_U/s1600-h/barbacena02.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="100" src="http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S5ZR5oIm8OI/AAAAAAAAARI/iT00A6Ies_U/s200/barbacena02.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em seu auge o hospital chegou a abrigar cerca de    5.000 moradores, os quais chegavam de todos os cantos do Brasil, apinhados em um trem que parava na frente    dos pavilhões. Esse sinistro e terrível veículo ficou conhecido    como “Trem de Doido”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;Do hospital, a maioria das pessoas não saía nunca mais.    Muitos chegavam crianças e nunca mais viam suas famílias.    Para lá, eram enviados meninos considerados pelos    pais e professores como desobedientes; moças que, para    a desgraça familiar, tinham perdido a virgindade ou que    engravidavam sem estarem casadas; presos políticos e    toda a sorte de “indesejáveis” na sociedade, dentre os    quais também os sifilíticos e os tuberculosos.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os internos viviam no hospital em estado de absoluto    abandono. Perambulavam pelos pavilhões nus e descalços    e eram forçados a comer comida crua, servida em    cochos e sem talheres.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Para acomodar tanta gente nas instalações do hospital,    as camas eram retiradas e feno era espalhado pelo    chão. Tal estratégia chegou até mesmo a ser recomendada    como medida em outros hospitais psiquiátricos da região.    As pessoas dormiam todas juntas, amontoadas no    piso do quarto sobre o feno. Conviviam com ratos, que    lhes mordiam, com suas próprias fezes e urina e morriam    às dezenas de diarréia, desnutrição, desidratação e    de tantas outras doenças oportunistas. Estima-se que cerca    de 60 mil pessoas morreram nesse hospital. Eram 60    óbitos por semana, 700 por ano.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vários ex-internos se referem a um chá que era freqüentemente    servido por volta da meia-noite e “estranhamente”,    no dia seguinte, muitos amanheciam mortos e    eram empilhados nos corredores e pátios do hospital.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fonte: Centro Cultural da Saúde &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-1531072701436067229?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/1531072701436067229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/03/barbacena-cidade-dos-loucos-parte-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/1531072701436067229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/1531072701436067229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/03/barbacena-cidade-dos-loucos-parte-2.html' title='Barbacena: cidade dos loucos (Parte 2)'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S5ZR5oIm8OI/AAAAAAAAARI/iT00A6Ies_U/s72-c/barbacena02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-6164606769950901709</id><published>2010-03-08T07:48:00.000-08:00</published><updated>2010-03-08T07:49:41.290-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='barbacena'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reforma psiquiátrica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><title type='text'>Barbacena: cidade dos loucos (Parte 1)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S5UcALf7TvI/AAAAAAAAARA/kgxD55-kagM/s1600-h/barbacena01.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" src="http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S5UcALf7TvI/AAAAAAAAARA/kgxD55-kagM/s200/barbacena01.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Barbacena situa-se na Serra da Mantiqueira, a 169 km da capital mineira e conta hoje cerca de 124.600   habitantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse município de clima ameno de montanha, com temperaturas médias baixas para os padrões brasileiros, recebeu a alcunha de “Cidade dos Loucos” durante longos anos. Esse título foi recebido em função dos sete hospitais psiquiátricos que abrigou. A justificativa técnica para a instalação de tantos manicômios no mesmo território deve-se à antiga crença, defendida por alguns médicos da época, de que o clima de montanha era salutar para os que carregavam doenças nervosas. Nesse clima, os loucos ficariam menos arredios e, supostamente, facilitariam o tratamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra versão conta que, ao perder a disputa política para Belo Horizonte de sediar a capital mineira, ganha, como “prêmio de consolação” os tantos hospitais psiquiátricos, dos quais ainda restam três na cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O maior desses hospitais, hoje administrado pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG), começou a funcionar em 1903, numa imensa área rural (cerca de oito milhões de m2), nas terras da Fazenda da Caveira, que pertencera a Joaquim Silvério dos Reis – o delator da Inconfidência Mineira. As instalações desse hospital abrigaram anteriormente uma clínica de repouso e clínica para os nervos e, posteriormente, um Sanatório para Tuberculosos. Era uma instituição para ricos. Com a falência do sanatório, o prédio foi ocupado por um hospital psiquiátrico, em que os pacientes se dividiam em pagantes e indigentes.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A conhecida “laborterapia” era usada na época como parte do tratamento da loucura, na crença de que era necessário evitar a ociosidade, a qual era perniciosa ao espírito do louco. Por meio do trabalho, retirava-se o louco de sua condição de criatura inútil, possibilitando a canalização da sua agressividade e, conseqüentemente, a cura. Dessa forma, os pacientes pobres e considerados indigentes eram forçados a trabalhos monótonos e repetitivos, sem remuneração, e faziam trabalhos pesados na lavoura, na área do hospital, e na confecção de tijolos, bonecos, tapetes e outros produtos que eram vendidos ou consumidos internamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Centro Cultural da Saúde &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8959400046975704923-6164606769950901709?l=saudementalecidadania.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/feeds/6164606769950901709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/03/barbacena-cidade-dos-loucos-parte-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/6164606769950901709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8959400046975704923/posts/default/6164606769950901709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://saudementalecidadania.blogspot.com/2010/03/barbacena-cidade-dos-loucos-parte-1.html' title='Barbacena: cidade dos loucos (Parte 1)'/><author><name>Marcelle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02005092881014478226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-xcGBhmGPeoc/TbGcfqY89DI/AAAAAAAAAjk/Tw6auLeE53M/s220/DSC02707.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S5UcALf7TvI/AAAAAAAAARA/kgxD55-kagM/s72-c/barbacena01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8959400046975704923.post-3250019523502274337</id><published>2010-03-04T04:36:00.000-08:00</published><updated>2010-03-04T04:36:09.372-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='oficinas terapêuticas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reforma psiquiátrica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde mental'/><title type='text'>Oficinas Terapêuticas: Casa Viva Vida</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S4-oz3K17kI/AAAAAAAAAPk/RP9hglbQzmc/s1600-h/Semana+da+Paz1%5B6%5D.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="144" src="http://2.bp.blogspot.com/_FaK61xqc8qk/S4-oz3K17kI/AAAAAAAAAPk/RP9hglbQzmc/s200/Semana+da+Paz1%5B6%5D.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="whs2" style="text-align: justify;"&gt;Este projeto é um   relato de uma práxis de oficinas terapêuticas com os usuários do programa   de saúde mental do Centro de Saúde de Cândido Mota, realizado em conjunto   ao Departamento de Psicologia Clínica da UNESP- Assis. As atividades foram   iniciadas em 1998 e destinadas aos usuários adultos do programa, sem crises   agudas, com ou sem &amp;nbsp;história   de internações psiquiátricas. As atividades de oficinas contêm um potencial   terapêutico, que pode provocar em seus participantes, a circulação da   palavra, troca de afetos e de experiência de vida, possibilitando a expressão   e a comunicação. Nelas prioriza-se as potencialidades &amp;nbsp;e   a reinserção social dos usuários.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="whs2" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="whs2" style="text-align: justify;"&gt;Como atividades iniciais,   escolheu-se a "horta" &amp;nbsp;e   a "escolinha" . Para esses usuários o cultivo da terra faz parte   de suas experiências, além de ser &amp;nbsp;uma   atividade de trabalho integradora. Por outro, "a &amp;nbsp;escolinha"   por intermédio de atividades pedagógicas possibilita o resgate dos conhecimentos   dos usuários, sua aplicação no seu cotidiano, bem como permite a reconexão   com suas histórias de vida. A equipe desde o início é composta por uma   psicóloga do Centro de Saúde, respon
